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FB BOMBAS

Tipos de Bombas Centrífugas: Classificação Técnica e Critérios de Seleção

Classificação técnica das bombas centrífugas por direção do escoamento (radial/misto/axial), número de estágios, orientação do eixo, configuração da carcaça e geometria do rotor — com referências às Séries FBCN (horizontal end-suction back pull-out, ASME B73.1) e FBOT (monobloco para óleo térmico) da FB Bombas.

Seleção
Publicado em 8 de maio de 20269 min de leitura·Equipe de Engenharia FB Bombas

Em resumo

  • Bombas centrífugas classificam-se por cinco critérios: direção do escoamento, número de estágios, orientação do eixo, carcaça e rotor.

  • O fluxo radial gera alta altura manométrica para aplicações de processo, atingindo até 135 m na Série FBCN.

  • A configuração end-suction back pull-out permite manutenção do rotor sem desconectar a tubulação de processo industrial.

  • O rotor fechado entrega máxima eficiência para líquidos limpos, padrão das centrífugas FBCN e FBOT da FB Bombas.

  • A FB Bombas cobre as cinco classificações em 53 modelos FBCN até 135 m de altura manométrica, todos em construção end-suction back pull-out conforme ASME B73.1.

Resposta direta

As bombas centrífugas se classificam por cinco critérios independentes: direção do escoamento, número de estágios, orientação do eixo, configuração da carcaça e geometria do rotor. As classificações se combinam numa mesma máquina. A FBCN, por exemplo, é radial, monoestágio, horizontal, end-suction, back pull-out e usa rotor fechado.

Qual é a diferença entre bomba radial, de fluxo misto e axial?

Na radial, o fluido sai perpendicular ao eixo e a geometria prioriza altura manométrica em vazão moderada. Na axial, entrada e saída são paralelas ao eixo, priorizando vazão alta em altura baixa; a mista ocupa a faixa intermediária. FBCN e FBOT são radiais.

No detalhe: em bombas de fluxo radial, o líquido entra paralelo ao eixo e é descarregado perpendicularmente a ele — geometria que converte energia cinética em pressão. Em bombas de fluxo axial, o líquido atravessa o rotor como uma hélice em duto. A seleção entre as três famílias é guiada pela velocidade específica, parâmetro que combina rotação, vazão e altura manométrica — as fronteiras numéricas dependem da convenção de unidades adotada e devem ser lidas na referência de projeto utilizada.

DireçãoTrajetória do fluidoCaracterística dominanteSérie FB
RadialEntra axial, sai perpendicular ao eixoAltura manométrica em vazão moderadaFBCN e FBOT
Fluxo mistoTrajetória diagonal intermediáriaCompromisso altura × vazão
AxialEntrada e saída paralelas ao eixoVazão alta em altura baixa
Radial, fluxo misto e axial — trajetória e característica dominante

Quando usar bomba monoestágio ou multiestágio?

A monoestágio tem um rotor e gera toda a altura numa única etapa; a multiestágio possui dois ou mais rotores em série, cujas alturas se somam. A FBCN é monoestágio, com 53 modelos e altura de catálogo até 135 m. A decisão deve partir do ponto vazão–altura e do NPSH, não de um limite universal isolado.

A monoestágio é construtivamente mais simples, mais barata e mais fácil de manter — toda a altura vem de uma única conversão de energia cinética em pressão. Quando a altura exigida ultrapassa o que um rotor consegue gerar na rotação disponível sem comprometer o estresse mecânico e o NPSH, o arranjo multiestágio passa a ser o caminho natural.

Bombas multi-estágio possuem dois ou mais rotores em série dentro da mesma carcaça. A altura manométrica de cada estágio se soma, permitindo gerar pressões muito altas (até centenas de metros) com rotores menores e menos solicitados mecanicamente. Aplicações típicas multi-estágio: alimentação de caldeira, injeção de água em poços de petróleo e sistemas de alta pressão. A linha FBCN da FB Bombas é mono-estágio (53 modelos cobrindo até 135 m de altura) — adequada à grande maioria das aplicações industriais B2B.

ConfiguraçãoNúmero de rotoresEfeito hidráulico
Monoestágio1Toda a altura gerada numa única etapa
Multiestágio2 ou mais em sérieAlturas dos estágios se somam
Monoestágio × multiestágio — efeito hidráulico

Qual é a diferença entre bomba centrífuga horizontal e vertical?

A horizontal mantém o eixo paralelo ao piso e facilita o acesso ao motor, aos mancais e ao conjunto rotativo. A vertical reduz a área ocupada e pode trabalhar com sucção naturalmente afogada em poços ou tanques, mas torna mais difícil o acesso aos componentes inferiores. FBCN e FBOT são horizontais.

Bombas centrífugas horizontais têm o eixo paralelo ao solo. São a configuração mais comum em processo industrial porque facilitam alinhamento com o motor, manutenção dos mancais e drenagem da carcaça. As Séries FBCN e FBOT da FB Bombas são horizontais. A FBCN tem construção back pull-out — característica que permite remover todo o conjunto rotativo (rotor, eixo, mancais e suporte) pela parte traseira sem desconectar a tubulação de processo, reduzindo significativamente o tempo de manutenção.

Bombas verticais têm o eixo perpendicular ao solo. Suas vantagens são: (1) menor área ocupada (footprint reduzido); (2) sucção naturalmente afogada quando instaladas em poços ou tanques abaixo do nível; (3) drenagem natural da carcaça por gravidade. Suas desvantagens são alinhamento mais crítico, manutenção dos mancais inferiores difícil e custo maior. São comuns em sistemas de água bruta, drenagem industrial e bombas turbinas para poços profundos.

OrientaçãoVantagem estruturalRestrição de manutençãoExemplos
HorizontalAcesso fácil a motor, mancais e conjunto rotativoExige mais área de pisoFBCN, FBOT, bombas de processo
VerticalMenor footprint; sucção afogada em poços/tanquesAcesso difícil aos componentes inferioresÁgua bruta, drenagem, poços profundos
Horizontal × vertical — vantagens e restrições

O que muda entre bomba end-suction, split-case e in-line?

Na end-suction, a sucção entra axialmente e a descarga sai radialmente; na split-case, a carcaça bipartida permite acessar o rotor sem remover os bocais; na in-line, sucção e descarga ficam alinhadas na tubulação. A FBCN é descrita no catálogo como end-suction e back pull-out. O escopo oficial da ASME B73.1 cobre exatamente essa família: bombas horizontais, end-suction, monoestágio, com descarga na linha de centro.

Em bombas end-suction (sucção axial), o bocal de sucção é alinhado com o eixo do rotor (entrada axial) e o bocal de descarga sai radialmente da voluta. É a configuração mais comum em processo industrial — toda a Série FBCN da FB Bombas é end-suction conforme ASME B73.1. A FBOT também é end-suction, em construção monobloco (close-coupled) onde o motor é flangeado diretamente à bomba sem acoplamento intermediário, eliminando alinhamento de eixo e reduzindo footprint.

Em bombas split-case (carcaça bipartida), a carcaça é dividida em dois meios por um plano que contém o eixo. O rotor fica entre as duas metades. A vantagem é o acesso ao rotor sem desmontagem dos bocais — manutenção mais rápida em bombas grandes. São comuns em bombas de alta vazão (água de resfriamento, captação) e em bombas de incêndio horizontais.

Em bombas in-line, sucção e descarga ficam alinhadas em série na mesma tubulação — o que simplifica instalação e elimina cotovelos. São aplicadas tipicamente em bombas booster e circulação.

CarcaçaGeometria dos bocaisAcesso para manutençãoAplicação típica
End-suctionSucção axial, descarga radialBack pull-out sem desconectar tubulação (FBCN)Processo industrial geral
Split-caseCarcaça bipartida no plano do eixoRotor acessível sem remover bocaisAlta vazão, incêndio horizontal
In-lineSucção e descarga alinhadas na tubulaçãoInstalação direta no trecho retoBooster e circulação
End-suction, split-case e in-line — acesso e aplicação típica

Qual rotor escolher: fechado, semiaberto ou aberto?

O rotor fechado, com duas tampas, prioriza eficiência para líquidos limpos. O semiaberto aceita sólidos moderados com maior tolerância a entupimento; o aberto privilegia passagem de fibras ou sólidos maiores, com menor eficiência. A FBCN padrão usa rotor fechado.

O rotor fechado (closed impeller) tem pás envolvidas por dois discos (tampa anterior e posterior) — geometria que minimiza a recirculação interna, por isso a mais eficiente. Adequado para líquidos limpos ou com partículas finas. É a geometria padrão da Série FBCN da FB Bombas.

O rotor semi-aberto (semi-open impeller) tem apenas a tampa posterior, com as pás expostas no lado da sucção. É indicado para líquidos com sólidos em suspensão moderada ou polpas — a ausência da tampa anterior reduz risco de entupimento entre as pás e a carcaça. Eficiência hidráulica é menor que o rotor fechado. O rotor aberto (open impeller) tem apenas as pás presas ao cubo, sem tampas.

É usado para fluidos com sólidos grandes, fibras ou aplicações onde o entupimento é a preocupação principal — ao custo de eficiência hidráulica significativamente menor.

RotorConstruçãoFluido típicoCompromisso operacional
FechadoPás entre duas tampasLíquidos limpos, água de processo, hidrocarbonetos leves (FBCN padrão)Máxima eficiência; não tolera sólidos
SemiabertoSó tampa posteriorPolpas, líquidos com sólidos em suspensão moderadaTolera sólidos moderados; eficiência menor que o fechado
AbertoPás presas apenas ao cuboFluidos com fibras, sólidos abrasivos, aplicações onde entupimento é críticoMáxima passagem de sólidos; menor eficiência
Comparativo de tipos de rotor — construção, fluido e compromisso

Como as séries FBCN e FBOT se classificam?

A FBCN é radial, monoestágio, horizontal, end-suction, back pull-out e de rotor fechado; o catálogo registra 53 modelos, DN 25 a DN 300, até 2.200 m³/h e 135 m. A FBOT é radial, monoestágio, horizontal e end-suction monobloco, destinada a óleo térmico até 350 °C. Esses são limites de catálogo, não uma seleção de modelo.

Aplicando os cinco critérios anteriores às linhas centrífugas da FB Bombas: a Série FBCN é radial (fluxo radial), mono-estágio, horizontal, end-suction com construção back pull-out e rotor fechado — totalmente conforme ASME B73.1. São 53 modelos divididos em 43 standard (DN25 a DN150) e 10 grande capacidade (DN200 a DN300), cobrindo vazão até 2.200 m³/h e altura até 135 m.

A Série FBOT é radial, mono-estágio, horizontal, end-suction monobloco (close-coupled) com câmara de selagem refrigerada — projetada especificamente para óleo térmico até 350°C. Ambas as séries passam por teste hidráulico de aceitação em bancada conforme ANSI/HI 14.6 e balanceamento dinâmico ISO 21940 G2.5.

CritérioSérie FBCNSérie FBOT
Direção do escoamentoRadialRadial
Número de estágiosMono-estágioMono-estágio
Orientação do eixoHorizontalHorizontal
CarcaçaEnd-suction, back pull-out (ASME B73.1)End-suction, monobloco (close-coupled)
RotorFechadoFechado, radial de simples sucção
Aplicação típicaÁgua e líquidos limpos de processo — até 2.200 m³/h e 135 mÓleo térmico até 350°C
Classificação das séries centrífugas FB Bombas pelos cinco critérios

Perguntas frequentes

Como se classificam as bombas centrífugas?

As bombas centrífugas se dividem por cinco critérios: direção do escoamento (radial, fluxo misto ou axial), número de estágios (mono ou multi-estágio), orientação do eixo (horizontal ou vertical), configuração da carcaça (end-suction, split-case ou in-line) e geometria do rotor (fechado, semi-aberto ou aberto). O tipo mais comum em processo industrial é a radial, horizontal, mono-estágio e end-suction.

Qual o tipo de bomba centrífuga mais usado na indústria?

A bomba centrífuga radial, horizontal, mono-estágio, end-suction com rotor fechado — o padrão construtivo da norma ASME B73.1 para bombas de processo. Ela cobre a grande maioria dos serviços industriais com líquidos limpos de baixa viscosidade: água de processo, resfriamento, transferência e utilidades. É exatamente a classificação da Série FBCN da FB Bombas, com 53 modelos até 2.200 m³/h e 135 m.

Qual a diferença entre bomba centrífuga horizontal e vertical?

A horizontal tem o eixo paralelo ao solo: alinhamento com o motor, manutenção e drenagem mais simples — é a configuração dominante em processo industrial. A vertical tem o eixo perpendicular ao solo: ocupa menos área e fica com sucção naturalmente afogada em poços e tanques, mas exige alinhamento mais crítico e a manutenção dos mancais inferiores é mais difícil.

Qual a diferença entre rotor fechado, semi-aberto e aberto?

O rotor fechado tem as pás envolvidas por dois discos: é a geometria de máxima eficiência hidráulica, para líquidos limpos. O semi-aberto tem só a tampa posterior: aceita sólidos em suspensão moderada, com eficiência menor que o fechado. O aberto tem apenas as pás no cubo: indicado para fibras e sólidos grandes onde entupimento é a preocupação principal, ao custo da menor eficiência entre os três. Os valores exatos dependem da geometria, do diâmetro e do ponto de operação — leia-os na curva do modelo.

Linhas FB aplicadas neste artigo

Série FBCNSérie FBOT

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