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Engenharia

Conjunto Motobomba — O Que É, Componentes e Como Especificar para sua Aplicação Industrial

Bomba, motor, base e acoplamento: como definir os componentes, conferir alinhamento e registrar as interfaces da instalação. Dados para uma proposta técnica comparável.

Conjunto de bomba centrífuga FBCN e motor elétrico sobre base, com proteção do acoplamento
Resposta direta

Conjunto motobomba é a bomba fornecida com o acionador sobre uma base comum. Nos manuais FB, os acessórios do conjunto são o acionamento (motor elétrico ou, conforme a série, a combustão), o acoplamento flexível com ou sem espaçador, a proteção do acoplamento e a base de aço. Os manuais FBME e FBEI registram que a bomba sai da fábrica pré-alinhada, mas que o transporte costuma desalinhar o conjunto; o alinhamento é refeito na instalação definitiva. Confirme componentes e ensaios na proposta FB Bombas.

Em resumo

  • Conjunto motobomba é a bomba com motor, acoplamento, proteção do acoplamento e base: os cinco itens da lista de peças do conjunto no manual FBEI (MAN001-10, p.8).
  • O motor leva reserva sobre a potência requerida pela bomba: nos manuais FBCN e FBOT, cerca de 20% até 2 cv e 10% acima de 20 cv; no manual FBE, de 50% até 2 cv a 10% acima de 25 cv.
  • Nos manuais FBME e FBEI, o conjunto sai pré-alinhado, mas o transporte costuma desalinhá-lo; os dois pedem novo alinhamento na instalação definitiva, dentro da tolerância do fornecedor do acoplamento (radial menor que 0,05 mm e angular menor que 0,6°).
  • A proteção do acoplamento é de aço carbono ou material anti-centelhante; em ambiente confinado, os manuais FBEI e FBME pedem latão ou alumínio e placa de identificação em aço inox.
  • A montagem em fábrica não muda a sucção: NPSH e margem são avaliados para a bomba, a instalação e a faixa de operação reais.

1. O que é um conjunto motobomba

Conjunto motobomba, também chamado de conjunto motor-bomba ou grupo motobomba, é a bomba fornecida com o acionador sobre uma base comum, ligada a ele por um acoplamento e com proteção sobre as partes girantes. Neste guia, o foco é a execução industrial com bomba e motor montados na base conforme o desenho de conjunto. Existem outras construções; confirme o desenho e os limites da execução ofertada.

Nos manuais técnicos da FB, esses itens aparecem como acessórios da bomba: FBCN (MTEC-03/00, item 5), FBE (MTEC-01/01, item 3) e FBOT (item 4) listam acionamento, acoplamento, proteção do acoplamento e base; o manual FBE acrescenta a placa de identificação, de alumínio ou aço inox. É pelas cotas do desenho de conjunto que se prepara o alojamento da base na fundação (MSERV-08/01, 5.1).

Transporte, fixação da base e esforços de tubulação podem alterar o alinhamento. Por isso, a conferência em campo continua necessária mesmo quando houve ajuste em fábrica. Siga o manual da bomba e do acoplamento, registrando os resultados.

2. Componentes do conjunto motobomba

A lista de peças do conjunto no manual FBEI (MAN001-10, p.8) tem cinco itens: bomba, proteção de acoplamento, acoplamento, motor e base. O que muda de uma série para outra está nos manuais:

  • Bomba: série e execução selecionadas para fluido, vazão, pressão e temperatura, como FBCN, FBME, FBE, FBEI ou FBOT. A série define a faixa de rotação e, com ela, se o conjunto precisa de redutor ou polia.
  • Acionamento: motor elétrico em todas as séries; o manual FBCN cita também motor a diesel, e o FBE, motor a combustível. Potência, rotação, tensão, frequência, regime e ambiente valem para toda a faixa de operação.
  • Transmissão: acoplamento flexível com ou sem espaçador, padrão FB ou de outros fabricantes. Na FBE com fluido muito viscoso, a Tabela 2 do MTEC-01/01 baixa a rotação de 1.750 até 150 rpm, com polia ou redutor.
  • Proteção do acoplamento: protetor padrão FB de aço carbono ou de material anti-centelhante. O manual FBME (MSERV-08/01, 5.7) a trata como obrigatória pela NR-12 e pede fixação na base, sem encostar no acoplamento.
  • Base: aço estrutural soldado na FBCN e na FBE, chapa em perfil U na FBE e na FBOT. A FBCN prevê dreno da base de 1″ NPT (MTEC-03/00, Tabela 6). A referência mecânica ASME B73.1 da FBCN não comprova dimensão padronizada de toda base.

3. Vantagens da montagem em fábrica

Montar bomba, acoplamento e motor na base em fábrica concentra a integração num só fornecedor; nos manuais FBME e FBEI, o conjunto sai pré-alinhado. O ganho tem limite: os manuais FBME (MSERV-08/01, 5.4) e FBEI (MAN001-10, item 8) avisam que transporte, carga e descarga geralmente desalinham o conjunto, e que o alinhamento é refeito depois da instalação definitiva. O que a montagem em fábrica oferece:

  • Integração e ajuste inicial dos componentes previstos no fornecimento
  • Ensaios e registros de fábrica quando definidos no escopo
  • Interfaces identificadas para planejar a instalação no local
  • Responsabilidades e condições de garantia documentadas na proposta
  • Conferência da compatibilidade dos componentes selecionados
Nota

Para içar o conjunto, o manual FBEI (MAN001-10, p.11) diz que não se deve usar um olhal de içamento isolado, nem o do motor, nem o da bomba. Em campo, siga a sequência de fundação, conexões, alinhamento, verificações e partida prevista nos manuais.

4. Como especificar um conjunto motobomba

Para solicitar um conjunto motobomba à FB Bombas, informe os dados abaixo. Com eles, a engenharia de aplicação seleciona a bomba, calcula a potência requerida no ponto de operação e escolhe o motor comercial com a reserva que o manual da série recomenda.

A reserva muda de uma série para outra: até 2 cv, é de cerca de 20% na FBCN e na FBOT e de 50% na FBE. A tabela reproduz as faixas de cada manual; cv é o cavalo-vapor métrico usado nos manuais.

  • Dados do fluido — nome, viscosidade, densidade, temperatura de operação e presença de sólidos
  • Condições de operação — vazão (m³/h ou L/min), pressão (bar ou kgf/cm²), NPSH disponível
  • Tensão elétrica disponível — 220V, 380V, 440V, frequência (50 ou 60 Hz)
  • Acionamento — motor elétrico ou a combustão, rotação e, se a bomba girar mais devagar que o motor, redutor ou polia
  • Ambiente — classificação de área e, em ambiente confinado, proteção do acoplamento anti-centelhante (latão ou alumínio) e placa de identificação em aço inox, como pedem os manuais FBEI e FBME
  • Materiais — ferro fundido, aço inox ou ligas especiais conforme compatibilidade química
  • Escopo — acoplamento com ou sem espaçador, tipo de base, ensaios e documentos que acompanham o fornecimento, como desenho de conjunto e folha de dados
ManualPotência requerida pela bombaReserva do motor
FBCN (MTEC-03/00, Tabela 2) e FBOT (Tabela 2)até 2 cvcerca de 20% (mínimo de 1,5 cv)
FBCN e FBOTaté 20 cvcerca de 15%
FBCN e FBOTacima de 20 cvcerca de 10%
FBE (MTEC-01/01, Tabela 4)até 2 cv50%
FBE3 a 5 cv30%
FBE6 a 10 cv25%
FBE11 a 25 cv15%
FBEacima de 25 cv10%
Reserva de potência do motor sobre a potência requerida pela bomba, pelos manuais FB

5. Alinhamento e tolerâncias

Os manuais FBME (MSERV-08/01, 5.4) e FBEI (MAN001-10, item 8) citam, do catálogo do fornecedor do acoplamento, tolerância radial menor que 0,05 mm e angular menor que 0,6°. Vale o limite do acoplamento instalado. O acoplamento flexível acomoda pequenos desvios em operação, mas isso não justifica alinhamento deficiente: máquina desalinhada gera vibração, desgaste prematuro e consumo maior de energia.

A sequência de campo do MSERV-08/01 (5.1 a 5.5) é: nivelar a base com calços, sem apertar os chumbadores; alinhar os flanges com a tubulação; apertar os chumbadores e conferir o alinhamento; fazer o graute; ligar a tubulação só depois da cura; e, com os parafusos da tubulação apertados, corrigir o alinhamento do acoplamento se necessário.

A bomba não pode servir de apoio à tubulação: o manual FBME aponta trincas no corpo e desalinhamento do conjunto como consequência e pede juntas de expansão quando a temperatura do fluido varia. A periodicidade de nova verificação depende do plano de manutenção e das intervenções; não há um intervalo universal.

6. NPSH e cavitação no conjunto motobomba

Verifique NPSHa da instalação e NPSHr da execução na faixa prevista, com margem adequada ao serviço. Uma referência de 1 m não aprova universalmente qualquer conjunto. Informe nível, pressão, temperatura, vazão e perdas da sucção para a análise de seleção.

A montagem em fábrica não altera as condições de alimentação no local. Ruído, vibração ou perda de desempenho exigem diagnóstico da bomba e do sistema; a duração até uma falha não pode ser estimada apenas pela suspeita de cavitação.

Para acompanhar a sucção, o manual FBME recomenda manovacuômetro na tubulação de sucção e manômetro no recalque, com escala de cerca de 150% da maior pressão e válvula de bloqueio aberta só na leitura (MSERV-08/01, 5.8).

7. Vibração e manutenção preditiva

A avaliação de vibração precisa identificar tipo de bomba, potência, suporte, pontos, direção e grandeza medida. A ISO 10816-7 trata de bombas rotodinâmicas em seu escopo, não de qualquer conjunto de engrenagem. Defina limites e linha de base compatíveis com a execução e compare medições nas mesmas condições.

Planeje monitoramento conforme criticidade e condições de operação. Confirme pontos de instalação e compatibilidade dos sensores com os equipamentos. Frequência, investimento e retorno precisam de dados da planta; não há percentual de custo ou retorno garantido para todo conjunto.

Na operação, os manuais FBME (MSERV-08/01, 6.2) e FBEI (p.13) aceitam temperatura de mancal de até 50 °C acima da ambiente, sem passar de 90 °C no total, e pedem verificar vibração e ruído anormais. Na manutenção preventiva do MSERV-08/01, os níveis de vibração entram na inspeção mensal (7.1.2).

Neste artigo

Perguntas frequentes

Respostas sobre os pontos tratados neste artigo.

Qual a diferença entre motobomba e conjunto motobomba industrial?

Motobomba pode designar diferentes integrações de bomba e motor, inclusive equipamentos portáteis e industriais. Para especificar um conjunto industrial, informe aplicação, bomba, acionamento, base, transmissão e escopo de montagem. O termo isolado não define combustível, porte ou regime de operação.

Quais são as partes de um conjunto motobomba?

A lista de peças do conjunto no manual FBEI (MAN001-10, p.8) tem cinco itens: bomba, proteção de acoplamento, acoplamento, motor e base. Os manuais FBCN, FBE e FBOT listam os mesmos acessórios: acionamento, acoplamento flexível com ou sem espaçador, protetor de aço carbono ou de material anti-centelhante e base de aço. Redutor ou polia entram quando a bomba gira mais devagar que o motor, como na FBE com fluido muito viscoso.

Qual a reserva de potência do motor de um conjunto motobomba?

Depende da série. Nos manuais FBCN (MTEC-03/00, Tabela 2) e FBOT, a reserva sobre a potência requerida pela bomba é de cerca de 20% até 2 cv, com mínimo de 1,5 cv, 15% até 20 cv e 10% acima de 20 cv. No manual FBE (MTEC-01/01, Tabela 4), vai de 50% até 2 cv a 10% acima de 25 cv. Com essa reserva se escolhe o motor comercial.

O conjunto motobomba já vem alinhado de fábrica?

Pelos manuais FBME (MSERV-08/01, 5.4) e FBEI (MAN001-10, item 8), vem pré-alinhado, mas não pronto para partir: transporte, carga e descarga geralmente desalinham o conjunto, e o alinhamento é refeito depois da instalação definitiva, com a base nivelada e chumbada, depois do graute e depois de apertar a tubulação. A tolerância citada nos dois, do catálogo do fornecedor do acoplamento, é radial menor que 0,05 mm e angular menor que 0,6°.

Traga os dados do processo. Vamos avaliar juntos.

Informe o fluido, a vazão, a pressão ou altura manométrica, a temperatura e as condições de instalação. Se já utiliza uma bomba, inclua o modelo.

Documentação técnica