1. A cadeia brasileira de fertilizantes — pontos de bombeamento
A indústria brasileira de fertilizantes opera em três etapas distintas com requisitos de bombeamento muito diferentes. A primeira é o tratamento de matérias-primas: ácido sulfúrico (97-99%), ácido fosfórico (52-54% P₂O₅) e amônia anidra. A segunda é a produção de intermediários — DAP, MAP, sulfato de amônio, ureia, NPK granulado e NPK fluido. A terceira é a expedição e formulação final — incluindo soluções fluidas para aplicação foliar e suspensões para fertirrigação.
A FB Bombas atua em todos os três estágios, mas com diferenciação clara de escopo: ácidos concentrados (etapa 1) requerem materiais especiais que estão na fronteira do catálogo padrão; intermediários líquidos e fundidos (etapa 2) são território natural da FBCN inox e da FBE; expedição e formulação (etapa 3) são amplamente cobertas pela FBCN em ferro fundido revestido ou inox 316.
| Produto | Estágio | Material recomendado | Linha FB |
|---|---|---|---|
| Ácido sulfúrico 98% | Matéria-prima | Super-duplex (fora escopo) | — |
| Ácido fosfórico 30% diluído | Processo | Inox 316L | FBCN |
| Sulfato de amônio (solução) | Intermediário | Inox 316 | FBCN |
| Ureia em fusão (132 °C) | Intermediário | Inox 316L com camisa de aquecimento | FBE |
| NPK fluido (solução) | Produto final | Inox 316 | FBCN |
| Glicerina (subproduto biodiesel/agroquímico) | Subproduto viscoso | Aço carbono | FBE |
2. NPK fluido e suspensões — onde a FBCN inox 316 é a escolha
O NPK fluido é uma solução aquosa de N (ureia, nitrato de amônio), P (fosfato monoamônico ou diamônico) e K (cloreto ou sulfato de potássio) com concentração total entre 28% e 35%. O pH varia entre 5,5 e 7,0 e a salinidade é elevada — uma combinação que ataca aço carbono progressivamente e exige inox AISI 316 para vida útil acima de 5 anos.
Para a transferência de NPK fluido entre tanques, recalque para caminhões-tanque e dosagem em linha de mistura, a FBCN em construção inox 316 com selo mecânico tipo 21 (cerâmica × grafite × viton) e mola em AISI 304 cobre 90% das aplicações. Para suspensões com sólidos não dissolvidos (cargas minerais finas), passar a impulsor semi-aberto e ampliar a folga radial, mantendo a carcaça em inox.
3. Ureia em fusão — território da FBE com camisa térmica
A ureia funde a 132,7 °C e a partir desse ponto torna-se um líquido viscoso (~3-5 cP) com tendência a cristalização rápida assim que a temperatura cai abaixo de 110 °C. Centrífugas convencionais sofrem com a cristalização sob baixa rotação ou em paradas — o impulsor literalmente "trava" no lugar. A solução técnica é usar bomba de engrenagem com camisa de aquecimento que mantém o produto fluido durante operação e durante paradas controladas.
A FBE com camisa para vapor saturado a 6 bar (~165 °C) ou fluido térmico a 180 °C atende ureia fundida em transferência interna de planta de granulação prilling ou granulação humid. Construção em inox 316L é obrigatória — ferro fundido contamina o produto e gera carbamato amônico instável. Para sistemas de granulação maiores (>20 ton/h), considerar duas FBE em paralelo com VFD para manutenção sem parada de planta.
4. Ácidos sulfúrico e fosfórico diluídos — limites do catálogo padrão
O ácido sulfúrico em concentrações intermediárias (10-70%) é o regime mais agressivo da indústria de fertilizantes — tanto inox 316L quanto carbono são inadequados, e duplex 2205 é o material mínimo. Acima de 93%, paradoxalmente, o aço carbono volta a ser viável (passivação por sulfato ferroso) — mas a faixa de 10-93% exige super-duplex 2507 ou ligas Hastelloy.
A FBCN em duplex 2205 está disponível sob consulta para projetos específicos. Para concentrações acima de 70% e para ácido fosfórico industrial em alta concentração (>50% P₂O₅), a recomendação técnica honesta é especificar fornecedor especializado em ligas super-duplex/Hastelloy (FB Bombas pode indicar parceiros). Para diluições de processo (ácido sulfúrico <10%, fosfórico <30%), a FBCN inox 316L atende e é a escolha custo-benefício correta.
5. Normas regulatórias e segurança em planta de fertilizantes
Plantas brasileiras de fertilizantes operam sob conjunto restrito de normas: NR-15 (atividades insalubres), NR-20 (segurança em inflamáveis e combustíveis — relevante para ureia em fusão e amônia), NR-23 (proteção contra incêndio), NBR 14725 (FISPQ — ficha de informação de segurança de produto químico) e regulamentos do MAPA para registro de fertilizantes. ABNT NBR 13902 trata especificamente de bombas para serviço químico industrial e é a norma de referência para datasheets.
Para áreas classificadas (Zona 1 e Zona 2 segundo IEC 60079), o motor da bomba deve ser certificado Ex-d ou Ex-e por organismo brasileiro acreditado (INMETRO). A FB Bombas fornece o conjunto motor-bomba já configurado para a classe correta a partir do datasheet — o cliente especifica zona, gás e temperatura, FB entrega documentação completa de conformidade.