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Bombas para Saneamento, Tratamento de Água e Esgoto: Guia Técnico para Concessionárias Brasileiras

Seleção de bombas centrífugas para captação de água bruta, recalque de água tratada, boosters, estações elevatórias e processos de ETA e ETE: fluido e sólidos, materiais, arranjos de vedação, NPSH e os limites documentados da linha FBCN — e onde a tecnologia certa é outra.

Motobomba centrífuga da série FBCN sobre base
Série FBCN — fotografia do acervo FB Bombas.

Resposta técnica FB Bombas

Em saneamento e abastecimento público de água, a bomba certa depende do ponto: captação de água bruta, recalque de água tratada, booster entre setores de pressão, estação elevatória de esgoto e processos internos de ETA e ETE — o mesmo mapa vale para a ETE industrial e o reúso de água. A FB Bombas atende os pontos com líquidos limpos ou turvos com a FBCN, centrífuga normalizada back pull-out com saneamento entre as aplicações listadas (MTEC-03/00), com estes critérios de seleção: carcaça em ferro fundido, aço carbono WCB ou inox CF8M, arranjos de vedação por tipo de fluido, limite de velocidade periférica por material do rotor, pressão de sucção de até 10 bar e máximos de série de 2.200 m³/h e 135 m, não simultâneos. Esgoto bruto com sólidos grosseiros e poço profundo pedem bombas para sólidos ou submersas, fora do escopo dos catálogos FB analisados. As normas ABNT de saneamento tratam do projeto do sistema; citá-las não certifica a bomba.

Bomba FB para este caso

1. Os cinco pontos críticos de bombeamento em saneamento

Captação, recalque, booster, elevatória e tratamento são pontos com exigências distintas. Caracterize o líquido e seus sólidos, a pressão de sucção e o regime de operação em cada um; a palavra “água” não informa tudo o que a seleção precisa.

O primeiro é a captação de água bruta superficial, com areia e silte em suspensão e nível variável ao longo do ano; captação em poço profundo (poço tubular, com projeto pela NBR 12212) usa bomba submersa ou de eixo vertical. O segundo é o recalque de água tratada da ETA para os reservatórios, com água potável e residual de desinfetante.

O terceiro é o booster em linha entre setores de pressão, que recebe a pressão da rede na sucção e muitas vezes opera com controle de rotação. O quarto é a estação elevatória de esgoto, onde o desafio são os sólidos, fibras e areia que passam pelo gradeamento. O quinto é o processo interno da ETA e da ETE: água de lavagem de filtros, água de serviço, recirculação de lodo e efluente tratado, cada um com fluido diferente.

Fluidos viscosos do processo são avaliados na FBE, de engrenagem externa, que também lista o saneamento entre as aplicações (MTEC-01/01, p.1).

Deslize a tabela para ver todas as colunas. A primeira coluna permanece à esquerda.

Os cinco pontos de bombeamento em saneamento — fluido, critério FB e norma de projeto do sistema
PontoFluido e sólidosCritério na FBCNNorma de projeto do sistema
Captação de água bruta superficialÁgua com areia e silte; nível variávelNPSH no nível mínimo; vedação S2/S3 para partículasABNT NBR 12213 (captação) e NBR 12214 (estação de bombeamento)
Recalque de água tratadaÁgua potável com residual de desinfetanteCarcaça FoFo, WCB ou CF8M conforme a especificação da concessionáriaNBR 12214; potabilidade: Anexo XX da Portaria de Consolidação GM/MS nº 5/2017
Booster em linha entre setoresÁgua potável com pressão da rede na sucçãoSucção até 10 bar; pressão de recalque pelas Figuras 1 a 4NBR 12214; rede de distribuição: NBR 12218
Estação elevatória de esgotoEsgoto com sólidos, fibras e areiaSólidos em suspensão: consultar a FB; esgoto bruto: bomba para sólidos (fora da linha FB)NBR 12208 (estação elevatória de esgoto); rede coletora: NBR 9649
Processos de ETA e ETEÁgua de lavagem e de serviço, lodo, efluente tratadoFBCN nos líquidos limpos ou turvos; lodo avaliado caso a casoNBR 12216 (ETA) e NBR 12209 (ETE)

2. Bombeamento de água bruta vs água tratada — diferenças críticas

Compare sólidos em suspensão, química e níveis de operação. Areia e silte podem desgastar componentes; pH, cloretos, metais dissolvidos e residual de desinfetante entram na compatibilidade. Tanto a captação quanto o reservatório de água tratada têm níveis mínimo e máximo a verificar. O histórico de inspeções da concessionária ajuda a avaliar desgaste e manutenção; não há vida útil única por tipo de água.

Cada caso tem seu critério na FBCN (MTEC-03/00). Carcaça em ferro fundido, aço carbono A216 WCB ou inox A743 CF8M (Figuras 1 e 2). Vedação por arranjo (item 10): ST, lubrificada pelo próprio fluido, para fluidos limpos e não agressivos; S2, com líquido externo, para partículas sólidas ou pequenas fibras em suspensão; S3, com lavagem externa, para partículas abrasivas ou tendência a cristalizar; ou selo mecânico definido para a aplicação.

E o material do rotor limita a velocidade periférica: até 40 m/s em ferro fundido, 60 m/s em ferro nodular ou aço carbono e 80 m/s em aço inoxidável (item 6).

Nota de engenharia

Exemplo de cálculo com o item 6 (MTEC-03/00): um rotor de 250 mm a 3.500 rpm tem velocidade periférica de π × 0,25 × 3.500 / 60 ≈ 45,8 m/s — acima do limite de 40 m/s do ferro fundido; o rotor precisa ser de nodular, aço ou inox. O mesmo rotor a 1.750 rpm fica em ≈ 22,9 m/s. Boosters de altura elevada em 3.500 rpm são justamente onde esse limite aparece.

3. Estações elevatórias de esgoto — a janela técnica da FBCN

A FBCN é uma centrífuga normalizada de processo: a Engenharia da FB Bombas a indica para líquidos limpos ou turvos e pede consulta à FB para fluidos com sólidos em suspensão (item 2.3). O rotor é radial, de simples sucção, com anel de desgaste (item 2.2) — não é rotor de passagem livre nem triturador. Isso define onde ela entra no esgotamento sanitário.

Esgoto bruto com fibras, panos, plásticos e areia pede bomba para sólidos, submersível ou de poço seco, com rotor de passagem livre, vórtice ou triturador. Essas bombas estão fora do escopo dos catálogos FB analisados. A FBCN entra nas correntes em que a análise confirma líquido sem sólidos grosseiros: efluente tratado, água de reúso, água de serviço e drenagens limpas.

Em esgoto após gradeamento e desarenação, a aplicação depende da avaliação da FB sobre os sólidos que passam pelo gradeamento e a passagem do rotor. O projeto da elevatória segue a ABNT NBR 12208.

4. NPSH e variação de nível na captação de água bruta

O nível do rio ou reservatório altera a altura geométrica e o NPSH disponível. Recalcule o encontro entre curva da bomba e curva do sistema nos níveis mínimo e máximo, considerando perdas e temperatura. Confira vazão, potência e NPSH requerido nas curvas do modelo em cada condição; não presuma o mesmo comportamento para qualquer rotor ou sistema de controle.

As curvas publicadas da FBCN valem para água limpa a 20 °C, como diz o cabeçalho de cada curva; temperatura e sólidos diferentes disso entram na análise da seleção.

Critério: calcule o NPSH disponível no nível mínimo de projeto, com a temperatura máxima da água e as perdas da sucção com a tubulação envelhecida, e compare com o NPSH requerido da curva do modelo na maior vazão prevista. A margem entre os dois é critério do projeto do sistema; a FB informa o NPSH requerido do modelo selecionado.

A FBCN é horizontal de superfície: poço com nível dinâmico abaixo do alcance de sucção pede bomba submersa ou de eixo vertical, fora da linha FB. A pressão máxima de sucção de 10 bar (Tabela 1) é o limite relevante no outro extremo, em boosters em linha.

Nota de engenharia

Exemplo de cálculo, com dados hipotéticos: captação ao nível do mar (atmosfera padrão, 101,325 kPa), água a 30 °C (pressão de vapor de 4,247 kPa e massa específica de 995,6 kg/m³, NIST), nível mínimo 3,0 m abaixo do eixo da bomba e 1,0 m de perdas na sucção. NPSH disponível = (101.325 Pa − 4.247 Pa) / (995,6 kg/m³ × 9,81 m/s²) − 3,0 m − 1,0 m ≈ 9,94 − 4,0 ≈ 5,9 m. Em altitude, a pressão barométrica local é menor e o resultado cai; com o nível máximo, sobe. O valor é comparado com o NPSH requerido da curva na maior vazão prevista.

5. Normas de projeto do sistema e cadastro de fornecedor nas concessionárias

As normas ABNT de saneamento tratam do projeto do sistema, não da bomba. No abastecimento público de água: estudos de concepção (NBR 12211), poço tubular para água subterrânea (NBR 12212), captação de água de superfície (NBR 12213), estação de bombeamento ou elevatória de água (NBR 12214), estação de tratamento de água (NBR 12216), reservatório de distribuição (NBR 12217) e rede de distribuição (NBR 12218).

No esgotamento sanitário: estudo de concepção (NBR 9648), redes coletoras (NBR 9649), estação de bombeamento ou elevatória de esgoto (NBR 12208) e estação de tratamento de esgoto (NBR 12209).

O projetista aplica essas normas para definir vazões, alturas, número de conjuntos e reserva; a bomba é selecionada para o ponto resultante. O padrão de potabilidade da água para consumo humano está no Anexo XX da Portaria de Consolidação GM/MS nº 5/2017, atualizado pelas Portarias GM/MS nº 888/2021 e nº 2.472/2021. Nenhuma dessas normas certifica a bomba, e a FB não declara conformidade de produto com elas.

Cadastro de fornecedor: cada concessionária mantém o próprio processo de cadastro e habilitação, com exigências técnicas, jurídicas e fiscais definidas no edital. A FB não publica lista de cadastros em concessionárias; a documentação pedida em cada processo fica definida na proposta: atestados, catálogos, folha de dados, curva do modelo e, quando contratado, o certificado de material.

6. O que a FBCN oferece ao saneamento — e o que conferir

A FBCN é uma centrífuga normalizada horizontal com construção back pull-out: o conjunto do mancal sai sem desconectar a tubulação (MTEC-03/00). A construção mecânica é conforme ASME B73.1; as dimensões são as das tabelas do MTEC-03/00. Intercambialidade com bomba de outro fabricante não é presumida: a substituição é conferida modelo a modelo pelo desenho dimensional (base, bocais, flanges e eixo).

Na operação, isso significa manutenção de rotor, vedação e mancal sem mexer na tubulação, e peças identificadas pela lista de peças, com numeração conforme DIN EN 24250 (Tabela 5). O mancal tem dois rolamentos lubrificados a óleo, com vareta de nível ou copo de reposição automática opcional (Tabela 1). Tempos de intervenção e vida de rolamentos dependem da instalação e da operação; a FB não publica esses valores.

  • Vazão até 2.200 m³/h e altura até 135 m como máximos da série, não simultâneos: 43 modelos até DN 150 com dimensional publicado e 11 sob consulta: o 100-500 e os 10 de grande capacidade (150-500 a 300-340)
  • Carcaça em ferro fundido, aço carbono A216 WCB ou inox A743 CF8M; flanges ANSI B16.1 no ferro fundido e B16.5/B16.42 em aço e nodular — se a rede usa outro padrão de flange, informe na consulta
  • Vedação por gaxeta nos arranjos ST, S1, S2 ou S3, ou selo mecânico conforme a aplicação (item 10)
  • Limites a conferir: pressão de sucção até 10 bar, vazão mínima de 0,1 a 0,15 × a vazão ótima, pressão × temperatura pelas Figuras 1 a 4 e velocidade periférica pelo material do rotor
  • Documentação: a FBCN tem construção mecânica conforme ASME B73.1 (MTEC-03/00); folha de dados e curva de cada fornecimento são definidas na proposta

Orçamento de bomba centrífuga FBCN

Envie o fluido, a vazão e a altura manométrica para avaliar a linha FBCN. Para substituição, inclua a placa e o desenho da bomba instalada. A engenharia confirma o modelo e as interfaces na proposta.

Solicitar orçamento FBCN

Perguntas frequentes

Respostas técnicas sobre seleção, instalação e operação nesta aplicação.

Qual bomba usar em ETA e em ETE?

Depende da corrente, não do nome da estação. Na ETA, a FBCN é avaliada para a captação de água bruta superficial (NPSH no nível mínimo e vedação para partículas, S2 ou S3, se houver areia), a água de lavagem de filtros, a água de serviço e o recalque de água tratada. Na ETE, para o efluente tratado, a água de reúso e a água de serviço; esgoto bruto com sólidos grosseiros pede bomba para sólidos, fora do escopo dos catálogos FB analisados, e o lodo é avaliado caso a caso. Fluido viscoso de processo é avaliado na FBE. Para a seleção, envie vazão, altura, análise da água e nível de sucção.

Qual bomba centrífuga usar para tratamento de efluente e reúso industrial?

A FBCN pode ser avaliada para efluente clarificado, reúso e água de serviço compatíveis com seus limites documentados. Envie química, temperatura e sólidos remanescentes; FoFo, WCB e CF8M são as carcaças documentadas. Se nenhuma atender, uma construção diferente depende de confirmação técnica e comercial antes do pedido. Efluente com sólidos grosseiros exige tecnologia própria, e o pré-tratamento não dispensa a análise da corrente que chega à bomba.

Quando usar FBCN e quando usar bomba submersível em saneamento?

A FBCN é horizontal de superfície e precisa de sucção afogada ou altura de sucção verificada. Poços profundos e esgoto bruto com fibras ou plásticos podem exigir tecnologias submersíveis ou para sólidos, fora do escopo dos catálogos analisados. Efluente tratado e água de reúso entram na avaliação da FBCN somente com química, sólidos remanescentes e hidráulica confirmados.

A FB Bombas é cadastrada nas companhias estaduais de saneamento?

A FB não publica lista de cadastros em concessionárias. O cadastro e a habilitação de fornecedores são específicos de cada companhia e de cada edital, com exigências técnicas, jurídicas e fiscais próprias. Informe a concessionária e o processo na consulta: a documentação exigida fica definida na proposta: atestados, catálogos, folha de dados, curva do modelo e, quando contratado, o certificado de material.

Qual material usar para bomba de água bruta com sedimentos?

Informe teor, granulometria, dureza dos sólidos e química da água antes de escolher material e vedação. O uso da FBCN com sólidos em suspensão exige consulta à FB (MTEC-03/00). A série documenta limites periféricos de 40 m/s em rotor de ferro fundido, 60 m/s em nodular ou aço carbono e 80 m/s em inox; esses limites mecânicos não comprovam resistência à abrasão. Os arranjos S2/S3 atendem necessidades de selagem com partículas, mas não aprovam por si só qualquer concentração de areia ou silte.

Quais normas ABNT precisam ser atendidas em projeto de bombeamento de saneamento?

As normas são do projeto do sistema. No abastecimento público de água: NBR 12211 (concepção), NBR 12213 (captação de água de superfície), NBR 12214 (estação de bombeamento ou elevatória de água), NBR 12216 (ETA) e NBR 12218 (rede de distribuição). No esgoto: NBR 9648 (concepção), NBR 9649 (redes coletoras), NBR 12208 (estação elevatória de esgoto) e NBR 12209 (ETE). A potabilidade segue o Anexo XX da Portaria de Consolidação GM/MS nº 5/2017, atualizado pelas Portarias GM/MS nº 888/2021 e nº 2.472/2021. Para a bomba, o edital define folha de dados, curva e documentos. A FBCN declara construção mecânica conforme ASME B73.1 (MTEC-03/00) — não intercambialidade dimensional nem certificação por norma de saneamento.

Vale a pena usar VFD em recalque urbano de água tratada?

Pode valer, com cálculo. Quando a demanda varia ao longo do dia, o inversor ajusta a rotação ao ponto da curva do sistema em vez de estrangular a válvula. O ganho depende da parcela de altura estática: com estática alta, a faixa útil de redução de rotação é pequena. Na FBCN, respeite a vazão mínima de 0,1 a 0,15 × a vazão ótima (Tabela 1) e recalcule o NPSH em cada condição. Rampas de partida e parada reduzem transientes de manobra, mas não substituem o estudo de golpe de aríete para queda de energia.

Qual o intervalo de manutenção preventiva de FBCN em elevatória 24/7?

A FB não publica intervalos fixos para a FBCN; o plano segue o MTEC-03/00 e o histórico da instalação. Pontos de rotina: nível e estado do óleo do mancal (vareta ou copo de reposição automática, Tabela 1), vazamento da gaxeta ou do selo, temperatura de mancal, vibração e pressões de sucção e recalque. Folgas de rotor e anéis de desgaste são medidas nas paradas programadas; a construção back pull-out permite retirar o conjunto sem desmontar a tubulação. Registre horas e falhas por bomba para ajustar os intervalos com dados da própria operação.

A FB Bombas atende projeto greenfield de ETA ou ETE completa?

A FB fornece as bombas e os conjuntos motobomba de projetos novos e ampliações, com escopo definido na proposta: seleção com a engenharia do projeto, folha de dados, curva do modelo, fornecimento do conjunto e, quando contratados, partida e comissionamento (serviços publicados em /servicos). O projetista ou o EPC responde pelo projeto do sistema, que abrange captação e tratamento, além das elevatórias. Visitas e levantamento de campo são feitos mediante solicitação, com condições na proposta.

Como a FBCN ajuda na padronização de almoxarifado de companhia estadual?

A FBCN reúne 43 modelos até DN 150 com dimensional publicado, agrupados por tamanho de suporte de mancal na Tabela 1, e a lista de peças segue numeração conforme DIN EN 24250 (Tabela 5). Isso permite organizar o almoxarifado por suporte e por posição de peça. A intercambialidade de peças com bombas de outros fabricantes não é presumida. A FBCN declara construção mecânica conforme ASME B73.1, não intercambialidade; cada peça é conferida pelo desenho. Disponibilidade e prazo de peças são confirmados na cotação.

Próximos passos

Continue pela documentação da linha, pelas aplicações relacionadas ou converse com a equipe técnica.

Para iniciar a avaliação

Informe o fluido, a vazão, a pressão e a temperatura de operação. Inclua as condições de sucção e os dados do equipamento instalado, quando houver. Com esse contexto, a equipe FB Bombas avalia sua aplicação.

  • Fluido e condições de operação
  • Vazão e pressão requeridas
  • Instalação e equipamento atual

Bombas para Saneamento, Tratamento de Água e Esgoto: Guia Técnico para Concessionárias Brasileiras