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Substituir Bomba Importada por Nacional: Guia de Migração para a Série FBCN

A FBCN pode ser avaliada para substituir a bomba instalada. Envie a placa, o desenho dimensional e as condições de operação. A engenharia verifica dimensões, conexões, curva, potência, materiais, vedação e condições de sucção. A proposta confirma os componentes aproveitáveis e as adaptações necessárias.

Resposta técnica FB Bombas

A FBCN pode ser avaliada para substituir uma bomba centrífuga instalada, importada ou nacional. O manual da FBCN declara construção mecânica conforme ASME B73.1, o que não garante que base, bocais e furação coincidam com os da bomba atual. Envie a placa, o desenho dimensional e as condições de operação: a engenharia compara os desenhos dos dois equipamentos, a curva, a potência, o NPSH, os materiais e a vedação, e a proposta indica o que pode ser reaproveitado e o que precisa ser adaptado.

1. Quando vale avaliar a troca — e o que comparar entre fornecedores

A troca de uma bomba centrífuga que ainda funciona costuma ser motivada pela operação, não por um defeito do projeto original: peças de reposição com prazo incerto, modelo descontinuado, suporte técnico distante da planta, falhas repetidas no mesmo componente ou mudança de processo que tirou a bomba do ponto para o qual foi selecionada. Cada motivo pede uma verificação diferente.

Falha repetida de selo ou de mancal, por exemplo, pode vir de operação longe do ponto de melhor eficiência, NPSH insuficiente ou desalinhamento — e pode voltar a ocorrer se a causa não for identificada no levantamento.

Prazos de entrega variam com modelo, material, carteira de produção e logística; esta página não publica prazos genéricos para bombas importadas nem para a FBCN.

O que dá para comparar de forma objetiva é o que cada fornecedor informa por escrito na proposta: prazo da bomba completa; prazo e disponibilidade de cada peça de reposição recomendada; documentos entregues (data sheet, curva, desenho dimensional, lista de peças, manual de instalação e operação); ensaios incluídos e se serão testemunhados; garantia; e canal de atendimento técnico. O critério vale para a FB e para qualquer outro fornecedor.

Da FBCN, o manual técnico (MTEC-03/00) documenta: construção back-pull-out, que permite retirar o conjunto do mancal sem desconectar a tubulação da voluta; lista de peças com numeração DIN EN 24250 — carcaça (102), eixo (210), rotor (230), rolamentos (321), selo mecânico (433) ou gaxetas (461), anéis de desgaste do corpo (502) e do rotor (503), luva protetora do eixo (524); rolamentos especificados por tamanho de mancal na Tabela 1 (por exemplo, 6306 C3 ou 6310 C3, com arranjos diferentes nos maiores tamanhos); e lubrificação a óleo, com vareta de nível ou copo de resuprimento automático opcional.

Com essa lista, as peças de reposição podem ser especificadas já na compra da bomba, com prazo pedido item a item.

Nota

Atendimento em português e no mesmo fuso horário ajuda no diagnóstico, mas o que encurta uma parada é ter os documentos certos antes da falha: curva do modelo com o ponto de operação, desenho dimensional, lista de peças com códigos, manual de instalação e operação e os registros de partida (pressões, corrente, vibração, temperatura dos mancais). Peça esses documentos na compra — de qualquer fornecedor.

2. Compatibilidade: comparar os desenhos e a instalação

Uma bomba centrífuga normalizada adota requisitos padronizados de construção ou dimensões. Verifique qual norma e qual escopo estão declarados para cada equipamento. O manual FBCN descreve a construção mecânica conforme ASME B73.1; a compatibilidade com uma instalação existente deve ser confirmada pelos desenhos dos dois equipamentos.

Na ASME B73.1, a intercambialidade dimensional vale entre bombas de mesma designação dimensional da própria norma e cobre dimensões de montagem, tamanho e posição dos bocais de sucção e recalque, eixo de entrada, base e furação de fundação. A denominação da FBCN segue outra lógica — FBCN 150-400 indica flange de recalque DN 150 e rotor nominal de 400 mm — e o manual não a relaciona às designações dimensionais da ASME B73.1.

Por isso, a referência à norma não substitui a comparação cota a cota. E, mesmo quando as cotas coincidem, ponto Q×H, rotação, potência, NPSHr, classe e faceamento de flange, materiais e vedação continuam sendo verificados separadamente.

O que comparar no desenho: DN e posição dos bocais de sucção e recalque, distância do eixo ao flange de sucção, altura eixo–base, comprimento total, dimensões e furação dos pés ou da base e a ponta de eixo (diâmetro, comprimento e chaveta).

Para os 43 tamanhos padrão, essas cotas estão na tabela dimensional do manual e na página de cada modelo; na FBCN 50-200, por exemplo, sucção DN 80, recalque DN 50, altura eixo–base de 160 mm e ponta de eixo de Ø 24 mm (m6) por 50 mm. Para o 100-500 e os dez tamanhos de grande porte (150-500 a 300-340), o desenho dimensional é fornecido pela engenharia sob consulta.

O reaproveitamento de fundação e conexões depende dessa comparação; não deve ser presumido pela referência à norma.

A comparação leva a um de três resultados, que a proposta deixa explícitos antes do pedido: as cotas coincidem e a FBCN assenta sobre a base existente, com realinhamento do acoplamento; há diferenças de posição ou de flange que se resolvem com carretel, redução ou adaptação da base; ou as cotas não fecham e o conjunto motobomba entra com base nova, com revisão da tubulação e, se necessário, da fundação.

Em qualquer caso, a tubulação deve chegar alinhada aos bocais, sem ser forçada para compensar diferença de cota.

3. A folha de levantamento: o que a engenharia precisa da bomba instalada

A avaliação começa pelos dados da instalação: fluido, vazão em m³/h, altura manométrica em m, temperatura, viscosidade nessa temperatura, rotação e potência do acionamento disponível. Se algum dado ainda não existir, informe a lacuna na consulta. A placa, o desenho dimensional, as condições de sucção e o histórico de operação completam o levantamento para comparar a bomba proposta com a instalada e identificar adaptações antes da montagem.

Placa de identificação. A foto da placa é o dado mais útil do levantamento: fabricante, modelo e tamanho, número de série, rotação e, em geral, o ponto de projeto. Com o número de série, o data sheet e o desenho certificado podem ser pedidos ao fabricante original ou localizados no arquivo da planta.

Atenção às denominações: na FBCN, os números indicam o DN do flange de recalque e o diâmetro nominal do rotor, em mm, e o DN de sucção é outro — na FBCN 150-400, sucção DN 200. Denominações parecidas de outras linhas não significam as mesmas cotas nem a mesma curva.

Interfaces mecânicas. Classe e faceamento dos flanges; sentido de rotação; tipo e tamanho do acoplamento; potência, rotação, carcaça e forma construtiva do motor. Na FBCN, os flanges de ferro fundido são ANSI B16.1 125 lb FF ou 250 lb FF, conforme o tamanho, e os de aço ou ferro nodular, ANSI B16.5/B16.42 150 lb RF; o sentido de rotação é horário, visto do lado do acionamento (manual, Tabela 1).

Se a bomba instalada tem classe ou faceamento diferentes, junta e conexão são definidas no projeto da troca. O manual também prevê acionamento por motor elétrico ou a diesel, acoplamento flexível com ou sem espaçador, protetor de acoplamento em aço carbono ou material anticentelhante e base em aço estrutural soldado.

Condição de sucção e processo. NPSH disponível (ou os dados para calculá-lo: cota do nível, pressão no reservatório, perdas na linha de sucção e pressão de vapor na temperatura de bombeamento), sólidos em suspensão, ciclo de operação e a faixa real de trabalho — não só o ponto de projeto.

O manual da FBCN indica vazão mínima de 0,1 ou 0,15 Qot e máxima de 1,1 Qot, conforme o grupo de tamanho, sendo Qot a vazão no ponto ótimo, e pressão máxima na sucção de 10 bar (Tabela 1). Se a bomba instalada opera parte do tempo fora dessa faixa, a troca precisa resolver isso — com outro tamanho, outro diâmetro de rotor, variação de rotação ou recirculação — e não apenas repor o equipamento.

Materiais e vedação. Material do corpo e do rotor da bomba instalada, vedação em uso e histórico de falhas. A FBCN tem carcaça em ferro fundido, aço carbono ASTM A216 WCB ou inox ASTM A743 CF8M, cada um com seus limites de pressão × temperatura no manual; a escolha sai do fluido e da temperatura, não do que estava instalado.

A vedação pode ser por gaxeta — execução padrão ST, lubrificada pelo próprio fluido, para fluidos limpos e não agressivos; S1, com selagem por líquido limpo externo, para fluidos tóxicos, agressivos ou de mau odor e sucção sob vácuo; S2, para fluidos com partículas ou fibras; S3, com lavagem externa, para abrasivos ou risco de cristalização — ou por selo mecânico conforme a aplicação.

Os limites de temperatura de cada execução estão no manual e são confirmados na seleção; para fluidos com sólidos em suspensão, o manual pede consulta à FB. Se a bomba instalada circula óleo térmico, inclua a série FBOT, dedicada a esse serviço, na comparação.

Documentos a conferir na proposta. Confira o modelo FBCN, a rotação e o diâmetro de rotor, a curva com o ponto de operação marcado, o NPSHr no ponto, o desenho dimensional para conferência contra a instalação existente, materiais e vedação, a lista de adaptações e as peças de reposição recomendadas. Ensaio de desempenho, testemunho e certificados de material entram quando especificados no pedido.

Como referência de alcance, o manual indica para a série DN 25 a 300, vazão até 2.200 m³/h, altura até 135 m, temperatura até 260 °C e rotação até 3.500 rpm. São limites da série, não de um mesmo modelo, e não simultâneos: parte dos tamanhos é limitada a 1.750 rpm, e os dez tamanhos de grande porte são sob consulta.

u = π × D × n / 60 → D = 0,250 m; n = 3.500 rpm → u ≈ 45,8 m/s (> 40 m/s)

Velocidade periférica do rotor (u em m/s, D em m, n em rpm). O manual FBCN limita u pelo material do rotor: ferro fundido até 40 m/s; ferro nodular e aço carbono até 60 m/s; aços inoxidáveis até 80 m/s. Confira sempre que a troca mudar a rotação.

Dado da bomba instaladaPara que serveOnde obter
Placa de identificação (foto)Fabricante, modelo, tamanho, número de série, rotação e, em geral, ponto de projetoNa bomba; com o número de série, data sheet e desenho podem ser pedidos ao fabricante original
Desenho dimensional ou medidas de campoComparar bocais, altura eixo–base, pés ou base, furação e ponta de eixoArquivo técnico da planta; na falta, croqui com as medidas levantadas
Ponto de operação real e faixa de trabalhoPosicionar o ponto na curva da FBCN e conferir a faixa de vazão do manualMedidor de vazão e manômetros de sucção e recalque; sem medidor, estimativa pela curva com incerteza declarada
Fluido, temperatura, viscosidade e sólidosMateriais, arranjo de vedação e correção de desempenho para viscosidadeFicha com dados de segurança (FDS) e dados de processo
NPSH disponível ou dados para calculá-loComparar com o NPSHr do modelo no ponto e na maior vazão previstaCota do nível, pressão no reservatório, perdas na sucção e pressão de vapor na temperatura
Motor e acoplamento instaladosAvaliar reaproveitamento: potência com reserva, rotação, carcaça e ponta de eixoPlacas do motor e do acoplamento
Histórico de falhasNão repetir a causa: selo, mancal, desgaste, cavitaçãoRegistros de manutenção da planta
Folha de levantamento: dados mínimos para comparar a bomba instalada com a FBCN

Nota de engenharia

Como validar a troca no papel: peça a curva do modelo FBCN proposto com o ponto de operação marcado e sobreponha a curva da bomba instalada e a curva do sistema. Confira quatro itens: o ponto dentro da faixa de vazão do manual (0,1 ou 0,15 a 1,1 Qot); o NPSHr no ponto e na maior vazão prevista contra o NPSHa, com a margem adotada no projeto; a potência absorvida na maior vazão prevista contra o motor, com a reserva da Tabela 2 do manual (a reserva é definida por faixa de potência; confirme o motor selecionado na proposta); e a velocidade periférica do rotor contra o limite do material. Se algum item falhar, a proposta muda modelo, rotor, rotação ou motor antes do pedido.

4. Checklist técnico do processo de migração: do levantamento ao comissionamento

O processo tem cinco etapas, com a engenharia de aplicação da FB Bombas e a equipe de manutenção do cliente. O tempo de cada uma depende do tamanho, das adaptações e do escopo contratado e é informado na proposta — não há duração padrão.

Etapa 1 — Levantamento. O cliente envia a folha de levantamento da seção 3: placa, desenho dimensional ou medidas de campo, data sheet e curva originais quando existirem, ponto de operação medido (vazão por medidor; na falta dele, estimativa por pressões e curva, com a incerteza declarada), fluido e temperatura, NPSH disponível, dados do motor e do acoplamento e histórico de falhas.

Etapa 2 — Proposta técnica. Confira modelo, rotação, diâmetro de rotor, curva com o ponto de operação, dimensões, materiais, vedação e adaptações necessárias. Peça a comparação com a curva e o desenho da bomba instalada, quando disponíveis, e confirme quais documentos, sobressalentes e serviços integram a proposta. Prazo e condições comerciais devem corresponder a esse escopo. Antes do pedido, valide as interfaces com a equipe responsável pela instalação.

Etapa 3 — Fabricação e ensaios. Prazo conforme a proposta. O manual da FBCN indica pressão de teste hidrostático conforme a ANSI B73.1 (Tabela 1). Ensaio de desempenho, pontos e tolerâncias, testemunho e certificados de material são definidos no pedido; a FB Bombas informa bancada de ensaio própria. A curva de ensaio, quando contratada, é a referência para comparar o desempenho medido em campo depois da partida.

Etapa 4 — Substituição em campo. Com a planta em parada, a equipe de montagem retira a bomba antiga e instala a FBCN sobre a base existente ou sobre a base nova, conforme a proposta.

A tubulação é conectada alinhada aos bocais, sem esforço sobre a bomba; o sentido de rotação do motor é conferido com a bomba desacoplada; o alinhamento do acoplamento segue a tolerância do fabricante do acoplamento e é conferido de novo depois de conectada a tubulação; o nível de óleo dos mancais é verificado antes da partida. A duração depende do tamanho, do acesso e das adaptações previstas.

Etapa 5 — Partida e verificação. Siga o manual de instalação e operação da bomba fornecida, com bomba e linha de sucção cheias de líquido e válvula de sucção totalmente aberta, sem operar por tempo prolongado abaixo da vazão mínima do manual. Registre pressões de sucção e recalque, vazão (se houver medidor), corrente do motor, temperatura dos mancais e vibração, e compare pressão × vazão com a curva do modelo.

Limites de vibração e de temperatura seguem a especificação do projeto e as normas adotadas pelo cliente. O acompanhamento da partida pela FB é um serviço de start-up e comissionamento, com forma de atendimento, verificações e registros definidos no escopo contratado.

5. CRC Petrobras e requisitos de projeto: o que o cadastro cobre

A FB Bombas informa registro no cadastro de fornecedores da Petrobras (CRC, antigo CRCC). Segundo a Petrobras, o CRC é emitido para fornecedores que atendem a critérios da família de interesse, vale para fins de habilitação por até um ano e não é necessário para participar das contratações; não é certificação de produto. Solicite a documentação na consulta para conferir as famílias e a validade do cadastro.

Na troca de uma bomba em instalação da Petrobras ou de outro comprador com especificação própria, quem decide é a folha de dados do comprador: normas exigidas, materiais, vedação, ensaios, inspeção e documentação. A FBCN é oferecida pelo que o manual documenta — entre outros pontos, construção mecânica conforme ASME B73.1.

Se a especificação pede algo além disso, como API 610 para a bomba ou API 682 para a selagem, peça que a proposta responda item a item: atendido, não atendido ou com exceção.

O CRC também não substitui a verificação técnica da troca: desenho, curva, NPSH, materiais e vedação continuam sendo conferidos equipamento a equipamento, como nas seções 2 e 3. Para hidrocarbonetos em área classificada, serviço com H2S ou requisitos específicos de refino, os guias de aplicação de petroquímica e de óleo e gás detalham o que verificar.

Pronto para orçar a bomba centrífuga?

Envie o fluido, a vazão e a altura manométrica para avaliar a linha FBCN. Para substituição, inclua a placa e o desenho da bomba instalada. A engenharia confirma o modelo e as interfaces na proposta.

Solicitar orçamento FBCN

Perguntas frequentes

Respostas técnicas sobre seleção, instalação e operação nesta aplicação.

A FBCN substitui a bomba instalada sem obra civil?

Pode substituir, mas isso só se confirma comparando os desenhos. O manual da FBCN declara construção mecânica conforme ASME B73.1 e não relaciona a denominação da FBCN às designações dimensionais dessa norma; portanto não se deve presumir que base, bocais e furação coincidam com os da bomba atual, seja qual for o padrão dela. Com o desenho dimensional da bomba instalada, ou as medidas levantadas em campo, a engenharia compara cota a cota e informa na proposta se a FBCN assenta na base existente, se precisa de adaptação (carretel, redução, adaptação da base) ou se o conjunto motobomba deve vir com base nova. Curva, potência, NPSH, flanges, materiais e vedação são verificados à parte.

O que diferencia a FBCN de outra centrífuga normalizada fabricada no Brasil?

Esta página não compara fabricantes. A comparação útil é a que cada fornecedor comprova por documento para a sua aplicação: curva do modelo com o ponto marcado, NPSHr no ponto, desenho dimensional, materiais com especificação ASTM, arranjo de vedação, lista de peças, manual técnico, ensaios incluídos e prazo das peças de reposição. Da FBCN, o manual documenta construção back-pull-out, construção mecânica conforme ASME B73.1, carcaça em ferro fundido, ASTM A216 WCB ou ASTM A743 CF8M, vedação por gaxeta nas execuções ST, S1, S2 e S3 ou por selo mecânico, pressão de teste hidrostático conforme ANSI B73.1 e lista de peças numerada. Para fornecimento à Petrobras, peça também o certificado CRC vigente.

Qual é o prazo de entrega da FBCN?

O prazo é informado na proposta para o modelo, o material, a vedação e os acessórios especificados, e depende da carteira de produção e da disponibilidade de fundidos e componentes no momento da cotação. Os dez tamanhos de grande porte (150-500 a 300-340) são sob consulta. Esta página não publica prazo padrão. Para comparar fornecedores, peça por escrito o prazo da bomba completa e o de cada peça de reposição recomendada.

As peças de reposição da FBCN ficam disponíveis no Brasil?

As peças originais são fornecidas pela FB Bombas, que fabrica a FBCN em Cabreúva-SP. Disponibilidade e prazo de cada item são confirmados na cotação; esta página não garante estoque. O manual traz a lista de peças com numeração DIN EN 24250 — rotor (230), eixo (210), rolamentos (321), selo mecânico (433) ou gaxeta (461), anéis de desgaste do corpo (502) e do rotor (503), luva protetora do eixo (524) — e a especificação dos rolamentos por tamanho de mancal. Para serviço crítico, defina na compra o lote de sobressalentes e peça o prazo de cada item.

A FBCN é API 610?

Não. O manual da FBCN declara construção mecânica conforme ASME B73.1 e não declara conformidade com a API 610; ela não deve ser tratada como bomba API 610. Se a folha de dados do comprador exige API 610, isso precisa ser tratado com a engenharia antes da cotação: a proposta deve deixar claro, item a item, o que atende e o que é exceção, e cabe ao comprador aceitar ou não os desvios.

A FBCN cobre vazões acima de 1.000 m³/h?

Sim, nos tamanhos de grande porte, sob consulta. O manual indica vazões até 2.200 m³/h para a série, e as curvas a 1.750 rpm dos modelos 250-300, 250-315, 250-400, 250-500 e 300-340 chegam a mais de 1.000 m³/h no fim da curva — com a altura caindo à medida que a vazão sobe; vazão e altura máximas não ocorrem juntas. Se a bomba instalada for de outra arquitetura, por exemplo bipartida axialmente, não presuma correspondência dimensional com uma bomba de sucção simples como a FBCN: a comparação é feita pelo ponto Q×H e pelo NPSH, com base e tubulação projetadas para a nova bomba.

Quem faz o comissionamento em campo na migração?

Depende do escopo contratado. Montagem e partida podem ser feitas pela equipe da planta, seguindo o manual de instalação e operação, ou com acompanhamento da FB no serviço de start-up e comissionamento, cuja forma de atendimento, verificações, critérios de aceitação e registros são definidos para o equipamento e para o escopo. Em qualquer caso, registre o alinhamento final do acoplamento, o sentido de rotação, as pressões de sucção e recalque, a vazão quando houver medidor, a corrente do motor, a temperatura dos mancais e a vibração; comparados com a curva do modelo, esses registros são a referência para diagnosticar desvios depois.

A FB Bombas tem fundição própria?

Não. Segundo a empresa, as capacidades próprias são usinagem CNC, ensaios não destrutivos, montagem e bancada de ensaio; as peças fundidas vêm de fundições externas. Para o comprador, o que importa é especificar no pedido o que quer comprovado: certificado de material dos fundidos (por exemplo, ASTM A216 WCB ou ASTM A743 CF8M), ensaios não destrutivos aplicáveis, teste hidrostático e ensaio de desempenho, com ou sem testemunho.

Seu processo. A especificação certa.

Informe o fluido, a vazão, a pressão e a temperatura de operação. Inclua as condições de sucção e os dados do equipamento instalado, quando houver. Com esse contexto, a equipe FB Bombas avalia sua aplicação.

Falar com a engenharia

Para iniciar a avaliação

  • Fluido e condições de operação
  • Vazão e pressão requeridas
  • Instalação e equipamento atual