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Bomba de Incêndio NFPA 20 e NBR 16704: Sistemas, Aplicações e Seleção

Guia central da FB Bombas para bomba de incêndio: o que cada norma cobre, como organizar vazão, pressão e NPSH, o que muda entre acionamento elétrico e diesel e quais documentos pedir para o conjunto. Os guias por ocupação e por componente aprofundam cada decisão.

Bombas de incêndio sobre pallets em galpão, do acervo FB Bombas
Série FBFS — fotografia do acervo FB Bombas.

Resposta técnica FB Bombas

A bomba de incêndio fornece a vazão e a pressão que o cálculo hidráulico exige nos hidrantes, mangotinhos e chuveiros automáticos. A NFPA 20 trata da instalação de bombas estacionárias de proteção contra incêndio, a NBR 16704 estabelece os requisitos dos conjuntos de bombas estacionárias para sistemas automáticos, e a NBR 10897 e a NBR 13714 tratam dos sistemas que a bomba alimenta. A seleção parte da demanda do memorial, da condição de sucção e da energia disponível; o conjunto é elétrico, diesel ou combinado, com jockey quando a rede precisa ficar pressurizada. Esta página organiza normas, dimensionamento, documentos e os guias por ocupação e componente.

Bomba FB para este caso

1. Normas da bomba de incêndio: NFPA 20, NBR 16704 e NBR 13714

A NFPA 20 (Standard for the Installation of Stationary Pumps for Fire Protection) é a norma da NFPA para a instalação de bombas estacionárias de proteção contra incêndio. Ela trata das bombas centrífugas, das verticais tipo turbina e das de deslocamento positivo, do acionamento elétrico e diesel com seus controladores, da fonte de energia, do tanque de combustível e dos ensaios de aceitação.

A NBR 16704 estabelece os requisitos dos conjuntos de bombas estacionárias para sistemas automáticos de proteção contra incêndios.

A NBR 13714 (sistemas de hidrantes e de mangotinhos) trata do sistema que a bomba alimenta e, com isso, da demanda. A ficha do ABNT Catálogo a registra em vigor, confirmada em 25/04/2024.

Quem fixa o tipo de sistema, a vazão, a pressão e a reserva de incêndio exigidos na obra é a Instrução Técnica do Corpo de Bombeiros do estado, nas Tabelas 2 e 3 da IT 22 de São Paulo e da NT 22 de Goiás; o artigo da NBR 13714 traz os valores com o estado de cada um.

Cada estado publica a regulamentação que o Corpo de Bombeiros aplica na análise e na vistoria. Em São Paulo, a IT 22 do CBPMESP trata de hidrantes e mangotinhos e reúne no Anexo C as regras das bombas de incêndio; a IT 23 trata de chuveiros automáticos.

Em Goiás, a NT 23 do CBMGO manda os conjuntos de bombas de sprinklers seguirem o anexo C da NT 22 e a NBR 16704 e exige que essas bombas trabalhem em pressão positiva, sem reservatório de escorva. Essas regras valem na jurisdição que as publicou.

Nota

Norma de projeto, certificação de produto e aprovação da instalação são coisas diferentes. A NFPA e a ABNT publicam normas; a listagem ou a certificação de um modelo só se comprova pelo documento emitido pelo organismo que a concedeu; em São Paulo, o AVCB é emitido pelo Corpo de Bombeiros para a edificação (Decreto estadual 69.118/2024, art. 3º, XI). Peça a evidência de cada uma pelo nome do documento.

1.1 NBR 16704: instalação do conjunto de bombas

Pela ficha do ABNT Catálogo, a NBR 16704 estabelece os requisitos mínimos para a seleção e a instalação de conjuntos de bombas estacionárias para sistemas automáticos de proteção contra incêndio, e está em vigor. É a referência brasileira de instalação do conjunto, ao lado da NFPA 20. Em Goiás, a NT 23 manda os conjuntos de bombas de sprinklers seguirem o anexo C da NT 22 e a NBR 16704.

A ficha registra que a norma possui programa de certificação. A certificação de um modelo só se comprova pelo certificado emitido para ele; a FB declara o projeto do conjunto conforme a NFPA 20.

2. Guias técnicos por tipo de ocupação

A ocupação muda os dados de entrada, não o método de seleção. A regra local enquadra a edificação por área construída e ocupação e, com isso, define o tipo de sistema e a reserva mínima; em São Paulo, esse enquadramento está na Tabela 3 da IT 22. A bomba sai do cálculo hidráulico do memorial, com os dois jatos mais desfavoráveis em uso simultâneo, e a IT 22 não admite referência a outro projeto para justificar o dimensionamento.

Os guias abaixo detalham as decisões de cada tipo de edificação. Use-os com a revisão atual do memorial para preparar a consulta técnica.

  • Galpões e armazéns: a proteção depende da mercadoria e da forma de armazenamento; em Goiás, a NT 23 manda proteger qualquer armazenamento, mesmo transitório, pela NBR 16981.
  • Shoppings, hospitais e condomínios: edificações ocupadas, com hidrantes e, conforme o enquadramento, chuveiros automáticos; a IT 22 de São Paulo (C.1.2) e a NT 22 de Goiás (C.1.1) pedem casa de bombas com acesso em toda a volta das bombas e espaço para remover qualquer uma delas.
  • Usinas, refinarias e terminais: em São Paulo, a proteção de tanques e parques de tanques segue a IT 25; quando esses tanques estão separados das demais construções conforme a IT 25, a reserva dos hidrantes não se soma à dos sistemas de resfriamento e de espuma (IT 22, 4.12.2 e 4.12.6).
  • Skid pré-montado: o conjunto é montado numa base metálica conforme o arranjo contratado; as interfaces de sucção, recalque, energia e escape ficam definidas no projeto, e os componentes e o escopo do fornecimento, na proposta.

3. Guias técnicos por componente do sistema

O conjunto reúne bomba principal, bomba de pressurização (jockey), acionador, painel e válvulas.

A NT 22 de Goiás define a bomba fixa como a destinada a recalcar água para os sistemas de combate a incêndio (item 4.4), a bomba de reforço como a que fornece água aos hidrantes ou mangotinhos mais desfavoráveis quando o reservatório elevado sozinho não os abastece (item 4.3) e a jockey como o dispositivo hidráulico centrífugo que mantém o sistema pressurizado em uma faixa preestabelecida (item 4.5).

Em São Paulo, o Anexo C da IT 22 fixa regras que valem para qualquer acionamento. A bomba de incêndio serve só a esse fim e fica protegida contra danos mecânicos, intempéries, agentes químicos, fogo e umidade. A principal é acoplada diretamente por luva elástica, sem correias nem correntes, com válvula de paragem a montante e válvulas de retenção e de paragem a jusante.

Depois da partida automática, o desligamento é só manual, no painel da casa de bombas, e a bomba deve atingir pleno regime em cerca de 30 s.

  • Motor elétrico: alimentação independente do consumo geral, chave sinalizada “ALIMENTAÇÃO DA BOMBA DE INCÊNDIO – NÃO DESLIGUE”, partida magnética e aceleração em até 10 s (IT 22, C.2.7, C.2.11 e C.2.18).
  • Motor diesel: operação a plena carga por 6 h ininterruptas, controlador de rotação com tolerância de 10%, dois jogos de baterias com carregador duplo e recarga de uma bateria descarregada em até 24 h (IT 22, C.3.1.4, C.3.2, C.3.10 e C.3.11).
  • Jockey: exigida em São Paulo quando a rede tem mais de seis saídas, salvo com reservatório elevado; vazão máxima de 20 L/min e pressão máxima igual ao shutoff da principal, com cerca de 10 mca recomendados entre partidas sequenciais (IT 22, C.1.15 e C.1.15.1).
  • Sprinklers e hidrantes: a demanda de cada sistema sai da sua norma, e a IT 22 admite interligar as reservas nos parâmetros da IT 23.

4. Fluxo de decisão: qual guia consultar em cada fase do projeto

O guia de partida depende da fase do projeto. No anteprojeto, comece pelo guia da ocupação, que organiza enquadramento, sistemas exigidos e dados de entrada. Na especificação, siga para os guias de componente e para o artigo de dimensionamento. Na execução e na aceitação, use os guias de casa de bombas, comissionamento e manutenção.

Qual guia consultar conforme a fase do projeto
Fase do projetoGuia recomendado
Anteprojeto e memorial: enquadramento, sistemas exigidos e reservaGuia da ocupação: galpão, shopping e hospital, usina e refinaria
Especificação da bomba: vazão, pressão, sucção e curvaArtigo: Como dimensionar bomba contra incêndio NFPA 20
Escolha do acionamento: energia disponível, partida e combustívelGuias de motor elétrico e de motor diesel
Pressurização da rede: faixa de pressão e sequência de partidasGuia da bomba jockey
Delimitação do fornecimento: escopo, interfaces e aceitaçãoGuia do skid pré-montado
Sistemas combinados: hidrantes e chuveiros automáticosGuia de sprinklers e hidrantes
Instalação e operação: casa de bombas, testes e manutençãoArtigos de casa de bombas e de NFPA 25

5. Como dimensionar: vazão, pressão, NPSH e curva

A vazão de projeto é a maior demanda simultânea do memorial. Em São Paulo, os sistemas de hidrantes e mangotinhos vão do tipo 1 ao tipo 5 da Tabela 2 da IT 22, com vazão mínima de 100 a 600 L/min na válvula do hidrante mais desfavorável, e o cálculo considera os dois jatos mais desfavoráveis em uso simultâneo.

Nos chuveiros automáticos, a classificação de risco e a área de operação vêm das normas técnicas do sistema; em Goiás, a NT 23 aceita a NFPA 13 no que as normas brasileiras não contemplam.

A altura manométrica soma o desnível, as perdas de carga e a pressão exigida no ponto mais desfavorável. A IT 22 aceita Darcy-Weisbach ou Hazen-Williams e dá o fator C de tubo novo por material: 100 para ferro fundido ou dúctil sem revestimento e aço preto em tubo seco, 120 para aço preto em tubo molhado e aço galvanizado, 140 para ferro fundido ou dúctil com revestimento de cimento e 150 para cobre e plástico.

A pressão de trabalho nos esguichos não pode passar de 100 mca, e a IT 22 não recomenda bomba de incêndio acima de 100 mca.

Na sucção, a IT 22 limita a velocidade a 2 m/s em sucção negativa e a 3 m/s em sucção positiva, e a 5 m/s no restante da tubulação (item 4.8.11 e 4.8.12 da IT de São Paulo; itens 5.8.9 e 5.8.10 da NT de Goiás). Com sucção negativa, o NPSH disponível é calculado com 1,5 vez a vazão nominal do sistema e deve ser maior ou igual ao NPSH requerido da curva da bomba nessa vazão.

A IT 22 prefere a sucção positiva e só admite bombas com sucção acima do nível de água nos sistemas tipos 1, 2 e 3, com tubulação de sucção própria, válvula de pé com crivo e reservatório de escorva.

A curva precisa cobrir a demanda do memorial dentro da faixa que a norma de projeto adotada admite para a bomba. Os pontos de leitura do ensaio de aceitação em campo vêm do capítulo de ensaios da norma adotada (na NFPA 20, o capítulo 14): peça o procedimento e os pontos na proposta.

Em São Paulo, a IT 22 pede que bombas com vazão nominal acima de 600 L/min tenham fluxo contínuo de água por tubo ou placa de orifício de 6 mm, derivado da voluta, para evitar superaquecimento.

Ponto-chave

O artigo “Como dimensionar bomba contra incêndio NFPA 20” mostra a conta completa, do ponto nominal ao ponto de 150%, com exemplos numéricos de vazão, altura manométrica, NPSH, tanque diesel e ajustes da jockey.

6. Bomba principal de incêndio industrial: o que verificar na proposta

Uma centrífuga de catálogo pode ter o mesmo ponto nominal do projeto e ainda assim não servir como bomba de incêndio. O que decide é a curva do shutoff a 150% da vazão, o acoplamento, o acionamento, o painel e a documentação do conjunto. A tabela organiza o que a regra pede e a evidência que a proposta deve trazer.

O que a regra pede e a evidência a pedir na proposta
AspectoO que a regra pedeEvidência na proposta
CurvaA curva cobre a demanda do memorial dentro da faixa da norma de projeto adotada (NFPA 20 ou NBR 16704)Curva do modelo, rotor e rotação ofertados
EnsaioNFPA 20: ensaio de aceitação em campo pelo capítulo 14, com os pontos de leitura do procedimentoProcedimento de aceitação em campo e registro das leituras
AcoplamentoIT 22 (SP): direto, por luva elástica, sem correias nem correntesDesenho do conjunto com base e acoplamento
Placa da bombaIT 22 (SP): fabricante, número de série, modelo, vazão e pressão nominais, rotação e diâmetro do rotorDados de placa na folha de dados
Motor elétricoIT 22 (SP): partida magnética e aceleração em até 10 sDiagrama elétrico e lista de materiais do painel
Motor dieselNFPA 20 (edição vigente, 11.4.1.3.1): 12 h de motor pelo consumo publicado, mais 5% de expansão e 5% de fundo; IT 22 (SP): o dobro do tempo da reserva de águaMemória de cálculo do tanque e especificação das baterias
SucçãoIT 22 (SP): NPSH disponível a 1,5 vez a vazão nominal, com sucção negativaCálculo do NPSH disponível e curva de NPSH requerido

Atenção

Norma citada na proposta não substitui evidência. Peça curva, folha de dados, desenhos e relatórios que identifiquem o equipamento efetivamente ofertado.

7. Documentação para vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB)

Em São Paulo, o AVCB é emitido pelo Corpo de Bombeiros para a edificação (Decreto estadual 69.118/2024, art. 3º, XI). Ele é da edificação, não da bomba: o fornecedor entrega os documentos do conjunto, e o projeto e a instalação completam o processo. A IT 22 exige um memorial com cálculos, dimensionamento e perspectiva isométrica da tubulação e não admite referência a outro projeto para justificar qualquer informação.

Depois da vistoria, o regulamento paulista atribui ao proprietário ou ao responsável pelo uso a manutenção e os testes periódicos das medidas de segurança, conforme as normas técnicas específicas (Decreto estadual 69.118/2024, art. 15, II). A lista abaixo reúne os documentos do conjunto que alimentam o processo.

  • Folha de dados e curva Q×H do modelo, rotor e rotação ofertados.
  • Placa da bomba com fabricante, número de série, modelo, vazão e pressão nominais, rotação e diâmetro do rotor (IT 22, C.2.15).
  • Placa do motor elétrico com fabricante, tipo, modelo, número de série, potência em CV, rotação, tensão, corrente e frequência (C.2.16), ou do motor diesel com potência em regime contínuo e rotação nominal (C.3.8).
  • Painel com desenhos dimensionais, leiaute, diagrama elétrico, régua de bornes, diagrama interno e lista de materiais (C.2.18.4).
  • Desenho dimensional do conjunto e das interfaces de obra.
  • Manuais de instalação, operação e manutenção dos equipamentos.
  • Relatório de comissionamento do sistema; a IT 22 traz um modelo no Anexo F.

8. Etapas de planejamento: do pedido à aceitação

O prazo depende das aprovações, dos componentes e da prontidão da obra, e é confirmado na proposta. Na aceitação em campo, o teste da bomba segue o procedimento da norma adotada, com as leituras registradas ponto a ponto.

Etapas, condições e registros; prazos e responsabilidades são definidos no contrato.
EtapaCondição para avançarRegistro esperado
Análise e propostaMemorial, níveis da reserva e energia disponívelSeleção, escopo e lista de documentos
Aprovação de desenhosInterfaces compatibilizadas com a casa de bombasRevisão aprovada dos desenhos
Fabricação e montagemComponentes e requisitos definidosPlacas de identificação e lista de componentes
Transporte e recebimentoIçamento e destino planejadosConferência de recebimento
Instalação e comissionamentoSucção lavada, energia e combustível disponíveisTeste em campo pelo procedimento de aceitação da norma adotada
Entrega operacionalAceitação e responsáveis definidosRelatório de comissionamento e plano de manutenção

9. Erros a evitar em projetos de bomba de incêndio

Cada item abaixo tem uma verificação objetiva no memorial, na proposta ou na instalação. Registre a resposta na documentação do fornecimento. As referências à IT 22 valem para São Paulo.

  • Selecionar só pelo ponto nominal, sem conferir a demanda até 150% da vazão e o shutoff no envelope da norma adotada.
  • Calcular o NPSH disponível na vazão nominal: com sucção negativa, a IT 22 pede 1,5 vez a vazão nominal do sistema.
  • Prever sucção acima do nível de água em sistema tipo 4 ou 5: a IT 22 só admite essa condição nos tipos 1, 2 e 3.
  • Usar correia ou corrente entre motor e bomba principal, quando a IT 22 pede acoplamento direto por luva elástica.
  • Ligar a bomba elétrica depois da chave geral da edificação, de modo que o desligamento geral corte também a bomba; a IT 22 pede alimentação independente do consumo geral.
  • Programar desligamento automático da bomba principal: depois da partida, o desligamento deve ser manual, no painel da casa de bombas.
  • Dimensionar o tanque diesel sem o consumo do motor escolhido ou sem a regra aplicável (NFPA 20 ou IT 22).
  • Ajustar a jockey acima do shutoff da principal ou sem diferencial entre as partidas; a IT 22 recomenda cerca de 10 mca entre os acionamentos sequenciais.
  • Casa de bombas sem acesso em toda a volta das bombas, sem espaço para remover qualquer uma delas ou com máquinas que não sejam de combate a incêndio com água ou de água de consumo.
  • Aplicar a regra de outro estado ou copiar outro projeto: a IT 22 não admite referência a outro projeto no memorial.

Nota

Para uma consulta objetiva, envie a revisão atual do memorial, os níveis da reserva, a energia disponível e a lista de documentos exigidos.

Orçamento de sistema de incêndio com projeto conforme NFPA 20

Envie a vazão, a pressão, os acionamentos previstos e as normas exigidas no projeto de incêndio. A proposta deve identificar a configuração, a curva e os documentos incluídos no fornecimento.

Orçar sistema NFPA 20

Perguntas frequentes

Respostas técnicas sobre seleção, instalação e operação nesta aplicação.

O que é a norma NFPA 20?

A NFPA 20 (Standard for the Installation of Stationary Pumps for Fire Protection) é a norma da NFPA para a instalação de bombas estacionárias de proteção contra incêndio. Ela trata das bombas centrífugas, das verticais tipo turbina e das de deslocamento positivo, do acionamento elétrico e diesel com seus controladores e dos ensaios de aceitação. O fornecimento da FB é projeto conforme NFPA 20, comprovado por curva e documentos do conjunto.

Qual norma rege a bomba de incêndio no Brasil?

Não há uma norma única. A NBR 16704 estabelece os requisitos dos conjuntos de bombas estacionárias para sistemas automáticos de proteção contra incêndios, e a NFPA 20 entra quando o projeto ou o contratante a adota. A NBR 10897 (chuveiros automáticos) e a NBR 13714 (hidrantes e mangotinhos) tratam dos sistemas atendidos. Além disso, vale a regulamentação do Corpo de Bombeiros do estado: em São Paulo, a IT 22 reúne as regras da bomba de incêndio no Anexo C; em Goiás, a NT 23 remete as bombas de sprinklers ao anexo C da NT 22 e à NBR 16704.

Qual bomba de incêndio industrial usar?

A bomba de incêndio industrial certa é a que atende a demanda do memorial com a curva dentro do envelope da norma adotada e com sucção compatível com a instalação. Com sucção positiva, usam-se centrífugas de sucção terminal, in-line ou bipartidas; onde há altura estática de sucção, a NFPA 20 não admite essas centrífugas e o caso é o da bomba vertical tipo turbina. O acionamento elétrico, diesel ou combinado sai da energia disponível e da regra aplicável. A FB Bombas monta as configurações FBFS elétrica, diesel e elétrica + diesel, com jockey e painel.

Bomba de incêndio elétrica ou diesel: qual escolher?

A ocupação, sozinha, não decide. Compare a confiabilidade da energia, a independência das fontes e a regra aplicável. Com motor elétrico, em São Paulo, a IT 22 pede alimentação independente do consumo geral e admite gerador de segurança; a NFPA 20 trata da fonte alternativa e da transferência no controlador. Com diesel, a NFPA 20 pede tanque para no mínimo 12 horas de motor, pelo consumo publicado pelo fabricante, mais 5% para expansão e 5% para o fundo (a revisão em curso da NFPA 20 propõe 8 horas; confira a edição adotada no projeto); em São Paulo, a IT 22 pede combustível para o dobro do tempo de funcionamento da reserva de água e dois jogos de baterias. Quando o projeto exige redundância, a configuração FBFS elétrica + diesel reúne os dois acionamentos.

Posso eliminar a bomba jockey para reduzir custo?

A decisão sai da regra aplicável, não do custo. Em São Paulo, a IT 22 exige jockey quando a rede de hidrantes ou mangotinhos tem mais de seis saídas e a dispensa quando o reservatório de incêndio é elevado, qualquer que seja o número de saídas. A função da jockey é manter a rede pressurizada em uma faixa preestabelecida e compensar pequenas perdas de pressão, com vazão máxima de 20 L/min (item C.1.15 da IT de São Paulo; item C.2.1 da NT de Goiás). Confirme o critério e as exceções com o projetista antes de retirar o item da especificação.

Quando o skid completo pré-montado é a solução correta?

Quando o escopo permite integrar bombas, motores, painel e acessórios em uma base única e a casa de bombas comporta o conjunto com acesso em toda a volta e espaço para remover qualquer bomba, como pedem a IT 22 de São Paulo (C.1.2) e a NT 22 de Goiás (C.1.1). No skid FB, o conjunto é montado numa base metálica conforme o arranjo contratado; antes de comparar propostas, confira o escopo do fornecimento, o transporte, o içamento e as interfaces de sucção, recalque, energia e escape.

Qual o intervalo de manutenção de bomba de incêndio?

O intervalo sai da norma adotada para inspeção, teste e manutenção, como a NFPA 25, e dos manuais dos equipamentos. Em São Paulo, o regulamento de segurança contra incêndio atribui ao proprietário ou ao responsável pelo uso a manutenção e os testes periódicos, conforme as normas técnicas específicas (Decreto estadual 69.118/2024, art. 15, II), e a IT 22 traz no Anexo F um modelo de relatório de comissionamento e de inspeção periódica. Separe inspeção, teste e manutenção por componente e registre resultados e responsáveis.

A FB Bombas fornece documentação para aprovação no Corpo de Bombeiros?

A FB Bombas entrega a documentação do conjunto definida no contrato, como folha de dados, curva Q×H e desenho dimensional. A aprovação é do Corpo de Bombeiros, sobre o projeto e a instalação da edificação. Em São Paulo, a IT 22 pede placa de identificação na bomba e nos motores e, no painel elétrico, desenhos dimensionais, leiaute, diagrama elétrico, régua de bornes e lista de materiais; inclua esses itens na lista de documentos da proposta.

Preciso de bomba listada UL ou aprovada FM, ou a NBR 16704 basta?

Depende do que o projeto, o contratante ou a seguradora exigem. Listagem ou aprovação é uma evidência de produto, emitida por um organismo para um modelo específico; a NBR 16704 e a NFPA 20 são normas de requisitos, e a certificação de um modelo só se comprova pelo documento emitido para ele. Se a especificação pede listagem, solicite o documento do modelo ofertado, com escopo e validade; se pede conformidade de projeto, peça curva e folha de dados do conjunto.

Qual o prazo de entrega de um sistema de incêndio completo?

A FB Bombas informa o prazo na proposta, depois de definir o conjunto (bomba, acionamento, painel e jockey) e o local de entrega. Envie o memorial e a lista de documentos exigidos para que a proposta já considere essas etapas.

Qual a garantia e o suporte pós-venda em sistemas de incêndio?

As condições de garantia e de assistência constam da proposta e dos documentos de fornecimento de cada conjunto. Confirme ali a cobertura de bomba, motor e painel, a instalação, quando contratada, e os serviços de campo, como o comissionamento.

A FB Bombas faz retrofit de sistema de incêndio antigo?

Sim. O retrofit faz parte das soluções especiais da FB Bombas. Para avaliar, envie as placas da bomba e do motor, curvas, desenhos, histórico de testes e a demanda atual do memorial. A análise verifica se bomba, acionamento e painel atendem a norma adotada e a regra local, sem presumir adequação só pela troca da bomba.

Próximos passos

Continue pela documentação da linha, pelas aplicações relacionadas ou converse com a equipe técnica.

Para iniciar a avaliação

Informe o fluido, a vazão, a pressão e a temperatura de operação. Inclua as condições de sucção e os dados do equipamento instalado, quando houver. Com esse contexto, a equipe FB Bombas avalia sua aplicação.

  • Fluido e condições de operação
  • Vazão e pressão requeridas
  • Instalação e equipamento atual

Bomba de Incêndio NFPA 20 e NBR 16704: Sistemas, Aplicações e Seleção