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Manutenção

NFPA 25: Inspeção, Teste e Manutenção da Bomba de Incêndio

Guia do fabricante para a rotina da bomba de incêndio depois da entrega.

Bombas de incêndio sobre pallets em galpão, do acervo FB Bombas
Série FBFS — fotografia do acervo FB Bombas.
Resposta direta

É a norma da NFPA de inspeção, teste e manutenção (ITM) dos sistemas de proteção contra incêndio à base de água, bombas de incêndio incluídas. Na bomba, pede teste sem vazão semanal com motor diesel, por no mínimo 30 minutos, e mensal na maioria das elétricas, por no mínimo 10 minutos; ensaio anual com vazão; inspeção semanal da casa de bombas; e manutenção pelo fabricante e pela tabela da norma.

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No Brasil, ela vale quando o projeto, o contrato ou outra exigência aplicável a adotam, ao lado da NBR 13714, em hidrantes e mangotinhos, e das regras estaduais.

Bomba FB para este caso

Bombas de incêndio sobre pallets, do acervo FB Bombas

FBFS

Tem uma bomba de incêndio para testar e manter?

Os conjuntos FBFS levam bomba principal FBCN, jockey, painel de comando e base, com acionamento elétrico, diesel ou elétrico mais diesel, em projeto conforme NFPA 20 e NBR 16704.

Fonte: FBFS

Em resumo

  • A NFPA 25 é a norma de inspeção, teste e manutenção dos sistemas à base de água; a NFPA 20 trata da instalação e do ensaio de aceitação e não cobre a rotina periódica.
  • Teste sem vazão: semanal na bomba diesel, por no mínimo 30 minutos; mensal na maioria das elétricas, por no mínimo 10 minutos, com quatro casos que continuam semanais.
  • A partida do teste é automática, drenando a linha de sensor de pressão, e pessoal qualificado acompanha a bomba em operação, salvo teste automatizado conforme a norma.
  • No ensaio anual com vazão, a bomba precisa entregar 100% da vazão nominal e, em cada ponto, pressão líquida de no mínimo 95% da curva de referência.
  • No Brasil, em sistemas de hidrantes e mangotinhos, a manutenção e as vistorias periódicas seguem a NBR 13714, como registra o modelo de relatório do Anexo F da IT 22 de São Paulo.
Neste artigo · 6

O que a NFPA 25 pede no teste sem vazão, no ensaio anual com vazão, na inspeção semanal e na manutenção, e o que a NBR 13714 e as instruções técnicas acrescentam no Brasil.

1. O que é a NFPA 25 e o que ela cobre na bomba de incêndio

A NFPA 25 é a norma da NFPA de inspeção, teste e manutenção (ITM) dos sistemas de proteção contra incêndio à base de água, com um capítulo próprio para as bombas de incêndio. Projeto, instalação e ensaio de aceitação deixam a bomba pronta no dia da entrega. Depois que a edificação passa ao proprietário, lembra a própria NFPA, nada garante que ela continue pronta sem inspeção, teste e manutenção de rotina.

A norma separa três atividades. Inspeção é o exame visual que confirma que o sistema parece em condição de operar e está sem danos físicos. Teste é o procedimento que determina a condição de operação por tarefas físicas periódicas. Manutenção é o trabalho que mantém o equipamento operável. Na bomba, o teste confirma a partida automática ou manual e a entrega contínua do que o sistema exige, e revela deficiências que a inspeção não mostra.

A frequência mínima de inspeção, teste e manutenção da bomba segue as recomendações do fabricante e a tabela-resumo da norma. Ela vai de itens semanais, como a casa de bombas, a bomba e os sistemas elétrico e diesel, a itens anuais, como o ensaio com vazão e a calibração dos instrumentos, e a componentes de transmissão com elastômero, como os acoplamentos torcionais, a cada cinco anos ou conforme o fabricante.

A norma também define indisponibilidade (impairment): a condição em que o sistema, ou parte dele, está fora de operação e pode não funcionar num incêndio. A planejada vem de um serviço programado, como uma obra na tubulação ou no abastecimento de água; a de emergência vem de um evento não planejado ou é encontrada durante a própria inspeção, o teste ou a manutenção.

A tabela de exemplos do anexo da NFPA 25 classifica como indisponibilidade a bomba que não partiu automaticamente no teste, a válvula de sucção ou de descarga não totalmente aberta, o seletor do controlador diesel fora do automático e o tanque de combustível vazio. O próprio anexo avisa que a tabela orienta, sem fixar a classificação.

No Brasil, a NFPA 25 vale quando o projeto, o contrato ou outra exigência aplicável a adotam: as regras estaduais consultadas (IT 22 e IT 23 de São Paulo, NT 22 de Goiás e NT 13 do Distrito Federal) não a citam. Para hidrantes e mangotinhos, a NBR 13714 torna obrigatória a manutenção preventiva periódica, com plano elaborado pelo projetista. As seções 5 e 6 mostram como as rotinas se somam.

2. NFPA 20 × NFPA 25: qual é a diferença

A divisão entre as duas normas é temporal. A NFPA 20 trata da seleção e da instalação das bombas estacionárias e do ensaio de aceitação, e declara no próprio escopo que não cobre os requisitos de inspeção, teste e manutenção periódicos. Esses ficam com a NFPA 25, que rege a rotina pelo resto da vida do sistema e toma da NFPA 20 as definições da bomba, como vazão nominal, pressão nominal e condição sem vazão.

As duas normas se encontram na curva. O ensaio de aceitação gera a curva de campo que o ensaio anual da NFPA 25 usa como referência, ao lado da curva original do fabricante e da curva da placa. Por isso, a documentação de entrega, com a curva do fabricante, a curva de campo e o relatório de aceitação, é o ponto de partida da manutenção, e não um papel de arquivo.

NFPA 20 e NFPA 25 lado a lado
AspectoNFPA 20NFPA 25
O que regeSeleção e instalação de bombas estacionárias, com o ensaio de aceitaçãoInspeção, teste e manutenção dos sistemas à base de água
Quando se aplicaDa especificação até o ensaio de aceitaçãoDa entrada em operação até o fim da vida útil
Quem usa no dia a diaProjetista, fabricante, instaladorEquipe de manutenção, gestor da edificação, inspetor
Referência brasileira para o mesmo temaNBR 16704 (conjuntos de bombas estacionárias) e as ITs estaduaisNBR 13714 em hidrantes e mangotinhos (manutenção preventiva e vistorias periódicas) e as ITs estaduais
Relação com regras locaisConfirmar referências de instalação do projetoConfirmar plano, manuais e requisitos da jurisdição
Nota de engenharia

Pela NBR 13714, em hidrantes e mangotinhos, o plano de manutenção é elaborado pelo projetista: ele nasce com o projeto, não depois da vistoria. Planeje junto com a instalação a inspeção, os ensaios, a manutenção, os registros e o tratamento das indisponibilidades, com responsáveis definidos.

3. Teste sem vazão (churn test): frequência, partida e duração

No teste sem vazão, também chamado de churn, a bomba roda sem entregar água ao sistema. Pela definição da norma, a única água que passa por ela é um pequeno fluxo descarregado pela válvula de alívio de circulação, ou a água de arrefecimento do motor diesel. Esse pequeno fluxo existe para a bomba não superaquecer, e a NFPA pede confirmar durante o teste, nas bombas elétricas e nas diesel arrefecidas por radiador, que a válvula está de fato descarregando.

A frequência depende do acionamento. A bomba diesel faz o teste sem vazão toda semana. A maioria das bombas elétricas pode fazê-lo por mês, mas quatro casos continuam semanais: bomba que atende edificação além da capacidade de bombeamento do Corpo de Bombeiros, bomba com controlador de serviço limitado, bomba de turbina vertical e bomba com sucção de tanque ao nível do solo ou de fonte sem pressão útil sem a bomba. Com bomba redundante, esses casos podem passar a mensal.

As duas frequências podem mudar com análise de risco aprovada, que o anexo recomenda ser preparada e revisada por pessoal qualificado. O anexo da norma cita um relatório de dados de campo de 2011: supondo a falha, em média, no meio do intervalo entre testes, a confiabilidade estimada da bomba elétrica é de cerca de 99,4% com teste semanal e 97,3% com mensal; na diesel, de 99,1% e 96,0%. Reduzir a frequência exige mais que economia de custo.

A partida do teste é automática. A bomba liga porque se drena água da linha de sensor de pressão, simulando a queda de pressão do sistema, e não pelo botão de partida do painel. A norma admite um temporizador automático, com válvula solenoide de dreno na linha de controle de pressão nos controladores acionados por pressão, ou outro meio nos demais. Nas configurações FB de incêndio, o painel do motor diesel traz teste semanal programado.

A bomba elétrica roda no mínimo 10 minutos; a diesel, no mínimo 30 minutos. Pessoal qualificado acompanha a bomba sempre que ela está em operação, salvo quando a inspeção e o teste são automatizados conforme a norma. Na definição da NFPA 25, pessoal qualificado é quem é competente e capaz, com os requisitos e o treinamento da área aceitos pela autoridade competente.

Com a bomba parada, registram-se as leituras dos manômetros de sucção e de descarga. Nas bombas controladas por sensor eletrônico de pressão, registram-se também a maior e a menor pressão do registro de eventos do controlador, quando disponíveis sem abrir o controlador energizado. Um valor fora da faixa esperada pede o registro de toda a informação do registro de eventos que ajude a identificar a anomalia.

Com a bomba rodando, registram-se a pressão de partida lida no pressostato ou no transdutor e os manômetros de sucção e descarga. Confere-se se a gaxeta goteja levemente, ajustando o aperta-gaxeta se preciso, e se há ruído ou vibração anormais ou superaquecimento da caixa de gaxetas, dos mancais ou da carcaça. A leitura do pressostato ou do transdutor é comparada com a do manômetro de descarga.

No sistema elétrico, observam-se o tempo de aceleração do motor até a rotação plena, o tempo no primeiro estágio nos controladores de partida com tensão ou corrente reduzida e o tempo de funcionamento depois da partida nos controladores com parada automática. No diesel, observam-se o tempo de arranque e o tempo até a rotação de trabalho, acompanham-se pressão do óleo, rotação e temperaturas da água e do óleo, e confere-se o fluxo de água no trocador de calor.

4. Ensaio anual com vazão: a curva contra a referência

Uma vez por ano, a bomba passa pelo ensaio com vazão, que mede o desempenho em condição real de trabalho. A curva de campo não ajustada inclui a vazão zero (churn), 100% da vazão nominal e a vazão máxima, até 150% da nominal, com as leituras do manômetro de descarga sem correção de rotação nem de pressão dinâmica. O teste sem vazão confirma que a bomba parte; o ensaio anual confirma que ela bombeia.

O ensaio também verifica a carga de pico, a maior potência exigida para acionar a bomba em qualquer vazão até 150% da nominal. Numa bomba centrífuga, essa potência máxima costuma ocorrer entre 130% e 150% da vazão nominal e pode ser lida na curva de potência fornecida pelo fabricante. Por isso, vale guardar a curva de potência do fabricante junto com a curva de vazão e pressão.

O critério da norma exige que todas as condições listadas sejam atendidas. Entre elas: a bomba atende à vazão e à pressão do sistema mais exigente que alimenta, pelos dados de projeto do proprietário; entrega 100% da vazão nominal; e tem, em cada ponto medido, pressão líquida de no mínimo 95% de uma de três referências: a curva original do fabricante, a curva de campo não ajustada original ou a curva gerada pelos dados da placa.

O anexo recomenda comparar a curva do ensaio com a do ensaio de aceitação, quando disponível, lembrando que a de aceitação pode superar o mínimo da bomba; uma queda deve ser avaliada contra as características nominais. Plotar também as pressões de sucção e de descarga ajuda a separar desgaste interno de perda no abastecimento. Pressões acima da referência são aceitas, mas o anexo alerta que o ensaio pode conter erro e pede revisão cuidadosa por pessoal qualificado.

Os instrumentos entram na rotina anual: medidores de vazão, manômetros, transdutores e demais dispositivos do teste. O anexo pede equipamento calibrado nos últimos 12 meses por laboratório aprovado, manômetro com exatidão de até 1% do fundo de escala, manômetro de tubo Bourdon usado até 75% da escala e amortecedor de pulsação em todos. Com o medidor de vazão em circuito de volta à sucção, a calibração anual vale para os sensores do medidor.

Na bomba diesel, o combustível passa por ensaio anual, e o tanque é verificado todo ano quanto a água e materiais estranhos. Para ter a referência certa desde o primeiro ensaio, peça a curva junto com o conjunto.

Atenção

Pela NBR 13714, o responsável pelo sistema produz o relatório de vistoria periódica e o assina com o responsável operacional da área protegida, e toda manutenção corretiva é relatada e anexada. Guarde cada ensaio com data, condições, leituras e responsável: sem esse histórico, a curva do ano não tem com o que ser comparada.

5. Inspeção semanal e manutenção da casa de bombas

A inspeção semanal da casa de bombas confere temperatura de no mínimo 4 °C, ou 21 °C na sala de bomba diesel sem aquecedor do motor, venezianas de ventilação livres para operar, piso sem excesso de água e protetor do acoplamento no lugar. Na bomba, as válvulas de sucção, de descarga e de bypass ficam totalmente abertas, a tubulação sem vazamento e as pressões da linha de sucção e do sistema dentro do normal.

O anexo da NFPA 25 registra que, pela experiência, válvulas fechadas são a principal causa de falha dos sistemas de proteção contra incêndio à base de água nas ocupações protegidas.

Também entram o nível de água do reservatório de sucção, as telas de sucção do poço úmido no lugar e desobstruídas e as válvulas do teste de vazão fechadas, sem água na linha de teste. No sistema elétrico, as lâmpadas piloto de energia do controlador e da chave de transferência ficam acesas, a chave de isolamento fechada e o alarme de inversão de fase apagado; confere-se ainda o óleo no visor do motor vertical e a energia da bomba jockey.

No sistema diesel, a inspeção semanal confere tanque de combustível com pelo menos dois terços da capacidade, seletor do controlador em automático, tensão das baterias e corrente de carga normais, lâmpadas de falha de bateria e de alarme apagadas, horímetro registrando, óleo do cárter e da engrenagem em ângulo reto no nível, água de arrefecimento visível no nível, eletrólito acima das placas, terminais sem corrosão e aquecedor da camisa d’água funcionando.

Em hidrantes e mangotinhos, a NBR 13714 soma a sua rotina. A vistoria periódica é feita pela brigada ou por pessoal especialmente treinado e pergunta, entre outros itens, se o cavalete de automatização das bombas está em condições de uso e se a automatização está conforme o especificado.

Na manutenção, a NFPA 25 pede troca de óleo lubrificante, filtro de óleo e filtro de combustível do motor diesel a cada 50 horas de operação ou uma vez por ano; mancais e acoplamento da bomba e do motor uma vez por ano ou conforme necessário; baterias, conexões elétricas e manômetros e sensores anualmente; e componentes de transmissão com elastômero a cada cinco anos ou conforme o fabricante. Controlador, motor elétrico e motor diesel seguem o fabricante.

O plano de manutenção da NBR 13714 inclui verificar os dispositivos de controle de pressão e os instrumentos e medidores, inspecionar e limpar as interligações elétricas, verificar, regular ou substituir as gaxetas de motores e bombas, com a lubrificação indicada pelo fabricante, e inspecionar os quadros de comando e de alarme. Sem recomendação do fabricante para a manutenção preventiva, o anexo da NFPA 25 traz uma tabela alternativa.

Partidas frequentes da bomba jockey pedem investigação de perdas, ajustes e controle, sem assumir vazamento como única causa. O anexo da NFPA 25 dá uma pista antes da partida: manômetros com leitura acima da pressão de sucção indicam retorno da pressão do sistema pela bomba de incêndio ou pela jockey.

Na bomba horizontal com gaxeta, o mesmo anexo pede conferir a drenagem dos coletores de gotejamento sob as gaxetas: água parada ali é a causa mais comum de falha de mancal. A gaxeta precisa de cerca de uma gota por segundo para ficar lubrificada.

A segurança elétrica também é rotina. Como a alimentação da bomba elétrica muitas vezes não tem proteção contra sobrecorrente a montante, abrir o controlador energizado expõe o técnico a choque e arco elétrico. A NFPA 25 passou a exigir as práticas de segurança da NFPA 70E, ou equivalente, além das precauções legais, e dispensa as leituras e inspeções que só seriam possíveis abrindo o controlador energizado.

6. Documentação, AVCB e responsabilidade legal no Brasil

No Brasil, a responsabilidade pela manutenção aparece nas próprias regras. O modelo de relatório de comissionamento e inspeção da IT 22 de São Paulo termina com o responsável técnico atestando a conformidade e registrando que o proprietário ou o responsável pelo uso está ciente das responsabilidades de manutenção e vistorias periódicas conforme a NBR 13714. No Distrito Federal, a NT 13 põe a manutenção dos chuveiros automáticos a cargo do proprietário ou do usuário.

A mesma NT 13 exige que esse serviço seja feito por profissionais ou empresas credenciadas pelo CBMDF, com responsabilidade técnica. Em São Paulo, na renovação da vistoria de edificação com chuveiros automáticos, a IT 23 recomenda ao responsável técnico pela manutenção preencher o relatório de inspeção do seu Anexo C, colher a assinatura do proprietário ou do responsável pelo uso e manter o documento em arquivo na edificação.

Para a bomba, esse modelo pergunta pela curva de desempenho preparada pelo fabricante antes da instalação, por uma curva produzida nos últimos 36 meses, pelas válvulas de bloqueio travadas totalmente abertas, pelo medidor de vazão e pelo cabeçote de teste do ensaio anual e pela central de alarme com os eventos de supervisão das bombas. Esses itens mostram o que os registros da manutenção precisam sustentar na renovação.

Defina responsáveis por inspeção, testes, manutenção, comunicação de falhas e restabelecimento. O gestor precisa saber quem executa, quem recebe os registros e como uma indisponibilidade será tratada. Um contrato escrito não substitui a realização das atividades, e as consequências para licença e seguro dependem das regras e das condições aplicáveis a cada edificação.

Ao especificar um conjunto FB Bombas, confirme na proposta os manuais, os registros de aceitação e os serviços incluídos. Os serviços pós-venda da FB Bombas são três: substituição de bomba instalada por bomba FB completa, partida e comissionamento e contratos de manutenção de equipamentos FB. Forma de atendimento, cobertura e peças dependem do fornecimento contratado e são definidas na proposta.

Perguntas frequentes

Respostas sobre os pontos tratados neste artigo.

O que é a NFPA 25?

É a norma da NFPA de inspeção, teste e manutenção (ITM) dos sistemas de proteção contra incêndio à base de água, com um capítulo para as bombas de incêndio. Enquanto a NFPA 20 trata da seleção, da instalação e do ensaio de aceitação e declara que não cobre a rotina periódica, a NFPA 25 rege a vida do sistema depois da entrega: frequências, procedimentos, critérios de aceitação e registros.

Com que frequência a bomba de incêndio deve ser testada?

Pela NFPA 25, o teste sem vazão é semanal na bomba diesel, por no mínimo 30 minutos, e mensal na maioria das elétricas, por no mínimo 10 minutos; quatro casos de bomba elétrica continuam semanais, salvo com bomba redundante. O ensaio com vazão é anual. Análise de risco aprovada pode mudar essas frequências. Nos sistemas de hidrantes e mangotinhos, a manutenção e as vistorias periódicas seguem também a NBR 13714 (relatório do Anexo F da IT 22 de São Paulo).

Qual é a diferença entre NFPA 20 e NFPA 25?

A divisão é temporal. A NFPA 20 trata da seleção e da instalação da bomba e do ensaio de aceitação, e o seu escopo exclui a inspeção, o teste e a manutenção periódicos. A NFPA 25 cuida dessa rotina pelo resto da vida útil e usa a curva do fabricante, a curva de campo da aceitação ou a curva da placa como referência do ensaio anual.

O teste da bomba de incêndio precisa ser registrado?

Sim. A NFPA 25 pede registrar leituras de pressão, tempos e anomalias de cada teste. Pela NBR 13714, o responsável pelo sistema produz o relatório de vistoria periódica, assinado com o responsável operacional da área, e anexa as manutenções corretivas. Em São Paulo, na renovação da vistoria de sistema de chuveiros automáticos, a IT 23 recomenda o relatório de inspeção do Anexo C, assinado pelo proprietário ou pelo responsável pelo uso e arquivado na edificação.

Fontes e como citar (10)
  1. NFPA 25 — Inspection, Testing, and Maintenance of Water-Based Fire Protection Systems
  2. NFPA — Weekly or Monthly No Flow Tests of Fire Pumps (2022)
  3. NFPA — Fire Pump Electrical Safety for Service Personnel (2020)
  4. NFPA 20 — Standard for the Installation of Stationary Pumps for Fire Protection
  5. ABNT Catálogo — ABNT NBR 16704:2019 Versão Corrigida:2020 — Conjuntos de bombas estacionárias para sistemas automáticos de proteção contra incêndios — Requisitos
  6. ABNT NBR 13714:2000 — Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio
  7. CBPMESP — Instrução Técnica 22: Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio
  8. CBPMESP — Instrução Técnica 23: Sistemas de chuveiros automáticos
  9. CBMGO — NT 22/2025: Hidrantes e Mangotinhos
  10. CBMDF — NT 13/2021: Sistema de Chuveiros Automáticos

Como citar

FB BOMBAS. NFPA 25: Inspeção, Teste e Manutenção da Bomba de Incêndio. In: FB BOMBAS. Artigos técnicos sobre bombas industriais. Cabreúva: FB Bombas, 2026. Disponível em: https://www.fbbombas.com.br/recursos/artigos/nfpa-25-inspecao-teste-manutencao. Acesso em: [data da consulta].

Tem uma bomba de incêndio para testar e manter?