A ABNT NBR 16704 — Conjuntos de bombas estacionárias para sistemas automáticos de proteção contra incêndios: Requisitos — estabelece os requisitos mínimos para a seleção e a instalação dos conjuntos de bombas que abastecem sistemas automáticos, como os chuveiros automáticos (sprinklers). Elaborada no comitê ABNT/CB-024, consta como em vigor no catálogo da ABNT. Em São Paulo (IT 23) e em Goiás (NT 23), o conjunto de bombas dos sprinklers deve seguir a NBR 16704 e o anexo de bombas da instrução de hidrantes.
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Citar a norma não certifica o conjunto: o atendimento se demonstra com a curva e os documentos do equipamento fornecido. A FB Bombas fabrica conjuntos de incêndio com projeto conforme a NBR 16704 ou a NFPA 20, quando o projeto especifica.
Bomba FB para este caso

FBFS
Procura um conjunto de bombas de incêndio?
Os conjuntos FBFS levam bomba principal FBCN, jockey, painel de comando e base, com acionamento elétrico, diesel ou elétrico mais diesel, em projeto conforme NFPA 20 e NBR 16704.
Fonte: FBFS
Em resumo
- A NBR 16704 estabelece os requisitos mínimos para selecionar e instalar conjuntos de bombas estacionárias de sistemas automáticos de incêndio; está em vigor na versão corrigida de 2020, confirmada em 2024.
- Em São Paulo (IT 23) e em Goiás (NT 23), o conjunto de bombas dos sprinklers segue a NBR 16704 e o anexo de bombas da instrução de hidrantes, em pressão positiva e sem reservatório de escorva.
- Pela NFPA 20, a bomba entrega pelo menos 65% da pressão nominal a 150% da vazão, com shutoff de até 140%; a maior demanda de um único sistema não passa de 150% da vazão nominal.
- A jockey repõe o vazamento admissível e, em rede só aérea, tem vazão menor que a de um sprinkler; a regra de 1% da vazão da principal não vem da norma.
- Na aceitação, a bomba instalada precisa reproduzir a curva certificada do fabricante; “conforme NBR 16704” é declaração de projeto, não certificado.
Guia do fabricante para entender o que ela trata e onde é exigida, quais bombas a NFPA 20 admite, a curva que a bomba precisa cumprir, o papel da jockey e os ensaios e documentos da aceitação.
1. O que é a NBR 16704 e quando ela se aplica
A ABNT NBR 16704 é a norma brasileira dos conjuntos de bombas estacionárias para sistemas automáticos de proteção contra incêndio. O objetivo registrado no catálogo da ABNT é estabelecer os requisitos mínimos para a seleção e a instalação desses conjuntos. A norma foi publicada em 27/02/2019 e vale hoje na versão corrigida de 2020, que incorpora a Errata 1, de 30/09/2020; a ABNT a confirmou em 25/04/2024, e o catálogo a mantém em vigor.
É do comitê ABNT/CB-024 (Segurança Contra Incêndio) e tem 89 páginas. O texto integral é vendido pela ABNT, e este guia não o reproduz: o que segue explica o que a norma é, onde ela é exigida e o que as fontes citadas dizem sobre o conjunto.
Onde ela se aplica é definido pela regra de segurança contra incêndio de cada estado. Em São Paulo, a Instrução Técnica 23 (IT 23) do Corpo de Bombeiros, de chuveiros automáticos, determina que os conjuntos de bombas estacionárias dos sprinklers sigam o anexo C da IT 22 e a NBR 16704, e repete, na seção sobre a bomba de incêndio, que o conjunto deve atender aos requisitos da norma.
Em Goiás, a Norma Técnica 23 (NT 23) do Corpo de Bombeiros Militar faz a mesma exigência, com o anexo C da NT 22. As duas instruções acrescentam que as bombas dos sprinklers devem ser instaladas em pressão positiva, e nenhuma delas admite reservatório de escorva.
Na família normativa, cada documento tem um papel. A NBR 10897 (chuveiros automáticos) e a NBR 13714 (hidrantes e mangotinhos) tratam dos sistemas, e é do projeto deles que sai a demanda de vazão e pressão; a NBR 16704 trata do conjunto de bombas dos sistemas automáticos; e a IT ou NT do estado diz o que o licenciamento exige.
A divisão tem consequência prática: em São Paulo, a IT 22 de hidrantes não cita a NBR 16704, e as bombas da rede de hidrantes seguem o anexo C da própria IT.
2. Quais bombas compõem o conjunto — e o papel de cada uma
A NBR 16704 trata de conjuntos; para os tipos de bomba, a NFPA 20, norma norte-americana de bombas estacionárias de incêndio, trata as centrífugas em dois capítulos. Um cobre as de rotor em balanço, de sucção axial (end suction) ou in-line, com um ou dois estágios, e as de rotor entre mancais, com carcaça bipartida axial ou radial e um ou mais estágios; essas bombas não podem ser usadas onde é necessária altura estática de sucção.
O outro cobre a turbina vertical, que é a solução da norma para esse caso. Nos sistemas fixos, segundo o Hydraulic Institute, as bombas de deslocamento positivo ficam restritas a névoa d'água e espuma. Nas configurações de incêndio da FB Bombas, a bomba principal é a centrífuga normalizada FBCN, de construção back pull-out: o conjunto do mancal sai da voluta sem desconectar nem desalinhar a tubulação (MTEC-03/00).
A construção facilita a manutenção, mas não demonstra, sozinha, o atendimento à NBR 16704.
O conjunto tem três papéis. A bomba principal atende a demanda de incêndio; a reserva entra quando a principal ou a sua fonte de energia falha; e a jockey mantém a rede pressurizada numa faixa preestabelecida, repondo pequenas perdas para que a principal só parta quando houver fluxo de combate.
Em Goiás, o anexo C da NT 22, que a NT 23 estende aos sprinklers, define a composição mínima pela função da bomba: de reforço, com uma principal e fonte de energia reserva, ou fixa, com principal e reserva, a reserva com fonte de energia reserva e, se necessário, uma jockey. Nas edificações de risco baixo (carga de incêndio até 300 MJ/m²) com bomba fixa, a reserva é dispensada, e a principal passa a ter fonte de energia reserva.
Principal e reserva não funcionam ao mesmo tempo, e a autonomia mínima a plena carga vai de 2 a 6 horas, conforme a carga de incêndio.
A jockey merece cálculo próprio. A NFPA 20 não exige que ela seja listada, mas exige que seja aprovada, e pede que reponha a pressão perdida por vazamento admissível e por quedas normais, com vazão nominal não menor que o vazamento normal.
O anexo da norma lembra que, em rede só aérea de sprinklers e de hidrantes internos (standpipes), a vazão da jockey deve ser menor que a de um único sprinkler, para que a principal parta quando um bico abrir, e cita uma diretriz usada com sucesso: repor o vazamento admissível em 10 minutos, ou 1 gpm (3,8 L/min), o que for maior. A regra de 1% da vazão da principal é prática de muitos projetistas, não requisito da norma.
Em São Paulo e em Goiás, a jockey da rede de hidrantes é obrigatória acima de seis saídas, salvo com reservatório elevado, tem vazão máxima de 20 L/min e pressão máxima de operação igual ao shutoff da principal.
O objeto da NBR 16704 é o conjunto, não a bomba isolada, e os anexos estaduais detalham o que ele envolve. Em São Paulo, o anexo C da IT 22 pede acoplamento direto por luva elástica, sem correias nem correntes, válvula de paragem a montante, válvulas de retenção e de paragem a jusante e desligamento da principal só no seu painel, na casa de bombas. Nas configurações de incêndio da FB Bombas, o conjunto é montado numa base metálica conforme o arranjo contratado, e componentes, interfaces e escopo do fornecimento são definidos na proposta.
3. A curva de desempenho que o conjunto precisa cumprir
O texto da NBR 16704 está à venda no catálogo da ABNT, e este guia não o reproduz; os números a seguir são os da NFPA 20, que padroniza a forma da curva da bomba de incêndio. A bomba é classificada pela pressão líquida que entrega a 100% da vazão nominal, com vazões nominais padronizadas de 25 a 5.000 gpm (95 a 18.925 L/min) e pressão líquida de pelo menos 40 psi (276 kPa).
A 150% da vazão nominal, a pressão não pode cair abaixo de 65% da nominal: é a capacidade de sobrecarga, que prepara a bomba para um aumento de demanda durante o incêndio. Sem vazão, a pressão de shutoff não passa de 140% da nominal, para qualquer tipo de bomba; o Hydraulic Institute resume a faixa como 101% a 140%.
Na seleção, isso muda o critério: a curva inteira precisa caber no envelope, não só o ponto nominal. A maior demanda de um único sistema ligado à bomba não pode passar de 150% da vazão nominal. Na prática, a ASPE desaconselha operar acima de cerca de 140% ou abaixo de cerca de 90% da vazão nominal, e o ponto de trabalho fica, de preferência, na parte central da curva.
Na aceitação, vale a curva certificada do fabricante para a bomba fornecida: a NFPA 20 exige uma cópia dela para comparação com o ensaio de campo, e a bomba instalada precisa reproduzi-la em todas as condições de vazão, inclusive nas ensaiadas, dentro da precisão dos instrumentos. Em São Paulo, o modelo de relatório de inspeção da IT 23 pergunta se foi apresentada a curva de desempenho, vazão × pressão, preparada pelo fabricante antes da instalação.
4. Ensaios, instalação e documentação: o que comprova a conformidade
A evidência se constrói em duas etapas. A primeira é a documentação do fabricante, com a curva da bomba fornecida.
Em campo, o ensaio de aceitação mede a bomba já instalada: no procedimento de exemplo do anexo da NFPA 20, os pontos importantes são o shutoff, a vazão nominal e 150% dela, e em cada ponto se registram rotação, pressões de sucção e de recalque e vazão, além de corrente e tensão no motor elétrico ou, no diesel, dados do motor como pressão do óleo e temperatura.
Na documentação, separe o que vem do fabricante e o que vem da instalação. Do fabricante, peça folha de dados, curva, desenho dimensional e manuais; da instalação vêm o projeto aprovado e o comissionamento.
Em São Paulo, o modelo de relatório de inspeção da IT 23 mostra o que se confere no conjunto dos sprinklers: instalação e fixação da bomba, a curva preparada pelo fabricante antes da instalação e uma curva produzida nos últimos 36 meses, compartimento protegido contra o fogo e sem acúmulo de materiais combustíveis, ausência de vazamentos, vazão e pressão conforme o projeto aprovado, válvulas de bloqueio travadas abertas, medidor de vazão e cabeçote de teste para o teste anual e a supervisão das bombas pela central de alarme.
Na rede de hidrantes, o modelo de relatório de comissionamento da IT 22 traz conferências parecidas e é assinado pelo responsável técnico, com o registro profissional.
Norma, declaração de conformidade, relatório de ensaio e certificado são documentos diferentes. O catálogo da ABNT indica que a NBR 16704 tem programa de certificação, e a ABNT mantém uma busca pública de empresas certificadas; um certificado, quando existe, cobre um produto e um escopo definidos por quem o emitiu. “Conforme NBR 16704” numa proposta é declaração de projeto, não certificado. Confira emissor, produto, escopo e validade do que for apresentado.
5. NBR 16704 × NFPA 20: como as duas convivem no projeto brasileiro
A pergunta “sigo a NBR 16704 ou a NFPA 20?” se resolve pelo documento que o licenciamento e o contrato citam. As duas tratam de objetos próximos — a NFPA 20 é a norma de instalação de bombas estacionárias para proteção contra incêndio —, mas são documentos diferentes, de organismos diferentes, e este guia não afirma equivalência entre elas.
As regras estaduais mostram como a escolha aparece: em São Paulo, a IT 23 exige a NBR 16704 para o conjunto dos sprinklers, e a IT 22 de hidrantes não cita nenhuma das duas; em Goiás, a NT 23 exige a NBR 16704 para os sprinklers, e a NT 22 de hidrantes lista a NFPA 20 entre as suas referências.
Quando o memorial ou o contrato citam as duas, trate-as como exigências separadas: identifique a edição de cada uma, confira os requisitos de cada uma e registre com o projetista e a autoridade como cada divergência foi resolvida, antes da compra. A curva da NFPA 20 descrita neste guia não substitui o que a NBR 16704 exigir, nem o contrário.
A FB Bombas trabalha com as duas referências: o conjunto é projetado conforme a NBR 16704 ou a NFPA 20, de acordo com o que o projeto especificar, e a proposta diz quais documentos demonstram o atendimento.
6. Erros a evitar — e o caminho de especificação correto
Vários erros de especificação contrariam requisitos escritos e podem ser evitados antes da compra. Selecionar a bomba só pelo ponto nominal, sem conferir a pressão a 150% da vazão e o shutoff, contraria o envelope da NFPA 20 e aparece no ensaio de campo. Projetar a bomba dos sprinklers com sucção negativa ou reservatório de escorva contraria a IT 23 de São Paulo e a NT 23 de Goiás.
Automatizar o desligamento da bomba principal contraria o anexo C da IT 22 e o da NT 22, que só admitem desligá-la manualmente. Ajustar os pressostatos sem escalonar as partidas ignora a recomendação dos mesmos anexos: cerca de 10 mca (100 kPa) entre os acionamentos sequenciais das bombas. E entregar o conjunto sem a curva do fabricante deixa sem resposta uma pergunta do relatório de inspeção da IT 23.
O caminho de especificação segue a ordem das normas. A demanda sai do projeto dos sistemas: sprinklers pela IT ou NT do estado e pela NBR 10897; hidrantes pela IT ou NT e pela NBR 13714. A seleção confere o envelope da curva e a condição de sucção; o acionamento, elétrico, diesel ou os dois, e a fonte de energia reserva seguem a regra do estado; e o pacote de documentos entra no pedido.
Para a FB Bombas avaliar o conjunto, envie o memorial hidráulico com vazão e pressão exigidas, os dados de sucção (tipo de reservatório, nível mínimo e desnível), o estado da obra, as normas e edições adotadas, a alimentação elétrica disponível e a lista de documentos exigidos. A engenharia de aplicação responde com a configuração proposta, elétrica, diesel ou elétrica + diesel, com jockey, painéis e base, e com os documentos definidos na proposta.

