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FB BOMBAS

Dicionário de Bombas Industriais

Termos técnicos essenciais para quem especifica, opera ou mantém bombas industriais — definições curtas, citáveis e verificadas pela engenharia FB Bombas.

Glossário Técnico

Hidráulica

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NPSH

Net Positive Suction Head · Altura Líquida Positiva de Sucção

Hidráulica

NPSH é a pressão absoluta disponível no flange de sucção de uma bomba acima da pressão de vapor do líquido, expressa em metros de coluna de líquido. É o parâmetro que determina se uma bomba vai ou não cavitar em uma aplicação específica.

Existem dois NPSH: o NPSH disponível (NPSHa), calculado pelo projetista da instalação a partir da altura de sucção, perdas de carga e pressão de vapor do fluido; e o NPSH requerido (NPSHr), fornecido pelo fabricante da bomba na curva característica. A regra prática é NPSHa > NPSHr + margem de segurança (tipicamente 0,5 a 1,5 m), sob pena de cavitação e dano ao rotor. Fluidos quentes, voláteis ou próximos do ponto de vaporização exigem atenção especial no dimensionamento.

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Cavitação

Hidráulica

Cavitação é a formação de bolhas de vapor dentro da bomba quando a pressão local cai abaixo da pressão de vapor do líquido, seguida do colapso dessas bolhas em regiões de maior pressão — gerando microjatos que erodem o rotor e a voluta.

Os sintomas clássicos da cavitação são ruído característico (som de "pedras dentro da bomba"), vibração excessiva, queda de vazão e rendimento, e desgaste erosivo prematuro no lado de aspiração do rotor. A prevenção é feita pelo correto dimensionamento do NPSH disponível, por manter a bomba próxima da cota de sucção, por evitar restrições na linha de sucção e por escolher materiais resistentes em aplicações críticas. Bombas de engrenagem externa (FBE) são menos sensíveis à cavitação que centrífugas normalizadas (FBCN) pelo princípio de deslocamento positivo.

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Vazão Volumétrica (Q)

Vazão · Capacidade de bombeamento

Hidráulica

Vazão volumétrica (Q) é o volume de fluido que uma bomba movimenta por unidade de tempo, expresso em L/min, m³/h ou GPM, dependendo do contexto e da ordem de grandeza.

Em bombas centrífugas (como a FBCN), a vazão depende diretamente da altura manométrica da instalação — quanto maior a altura, menor a vazão. Em bombas de deslocamento positivo (como a FBE e FBEI), a vazão é praticamente constante e proporcional à rotação, independente da pressão de descarga, o que as torna ideais para dosagem precisa. A FBCN cobre vazões de até 2.200 m³/h; a FBE, de 0,5 a 6.500 L/min; e os sistemas de incêndio FB Bombas vão até 10.000 L/min.

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Altura Manométrica (H)

AMT · Head

Hidráulica

Altura manométrica (H) é a energia por unidade de peso que uma bomba entrega ao fluido, expressa em metros de coluna de líquido. Representa a soma da altura estática de elevação, perdas por atrito e diferenças de pressão entre sucção e descarga.

A altura manométrica total é a soma de: altura geométrica (diferença de nível entre sucção e descarga), perdas de carga na tubulação (atrito em tubos, válvulas e conexões) e pressão residual necessária no ponto de entrega. Diferente da pressão manométrica em bar ou kgf/cm², a altura em metros é independente da densidade do fluido — a conversão é direta: H(m) = P(bar) × 10,2 / densidade relativa. A linha FBCN atende até 135 m de altura manométrica, com curvas Q×H disponíveis para cada um dos 53 modelos (43 standard + 10 grande capacidade); para alturas maiores, são usadas bombas em série ou de múltiplos estágios. A seleção correta exige que a curva da bomba cruze a curva do sistema no ponto de operação desejado, preferencialmente próximo ao BEP.

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BEP — Ponto de Melhor Eficiência

Ponto ótimo de operação

Hidráulica

O BEP é o ponto da curva característica onde a bomba opera com a máxima eficiência hidráulica para uma dada rotação — correspondendo à combinação ideal de vazão e altura manométrica para aquele rotor específico.

Operar longe do BEP (por exemplo, com válvula de descarga parcialmente fechada) causa recirculação interna, vibração, desgaste acelerado de mancais e selos, e consumo desnecessário de energia. A boa prática é selecionar uma bomba cujo BEP fique entre 80% e 110% da vazão de operação prevista. Os manuais técnicos da FBCN trazem curvas características com o BEP claramente marcado para cada um dos 53 modelos da série (43 standard + 10 grande capacidade).

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Curva Característica de Bomba

Curva de performance

Hidráulica

A curva característica de uma bomba centrífuga é o gráfico que relaciona vazão (Q) com altura manométrica (H), eficiência, potência absorvida e NPSH requerido, para uma dada rotação e rotor.

A curva é o documento técnico central para seleção de bombas: o ponto de operação é determinado pela interseção entre a curva da bomba e a curva de perda de carga da instalação. Para seleção correta, o projetista deve sobrepor as duas curvas e verificar se o ponto de cruzamento está próximo do BEP da bomba escolhida. Os manuais técnicos FBE (12 sizes) e FBCN (53 modelos) trazem as curvas para 1750 e 3500 rpm em 60 Hz.

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Pressão de Descarga

Pressão de recalque

Hidráulica

Pressão de descarga é a pressão manométrica medida no flange de recalque (saída) da bomba em operação, expressa geralmente em bar, kgf/cm² ou psi. É o parâmetro usado para especificar a capacidade da bomba em atingir a pressão exigida pela aplicação.

A pressão máxima admissível depende do material da carcaça e da temperatura do fluido — o manual FBCN traz gráficos (Figuras 1-4) mostrando como a pressão máxima reduz com a temperatura para ferro fundido, aço carbono A216 WCB e inox A743 CF8M. Para ferro fundido, o limite típico é 20 bar a -50 a 120°C, caindo para 10 bar a 260°C. Operar acima desses limites compromete a integridade mecânica da bomba.

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Viscosidade (SSU, cSt)

Viscosidade cinemática · Segundos Saybolt Universais

Hidráulica

Viscosidade é a resistência de um fluido ao escoamento. As unidades mais usadas em bombas industriais são o Saybolt Universal Second (SSU) e o centistoke (cSt). Quanto maior a viscosidade, mais o fluido precisa de bombas de deslocamento positivo em vez de centrífugas.

Valores de referência: água (1 cSt ≈ 31 SSU), óleo diesel (3 cSt ≈ 37 SSU), óleo SAE 30 a 40°C (150 cSt ≈ 700 SSU), mel (10.000 cSt ≈ 46.500 SSU), asfalto aquecido (50.000 cSt ≈ 230.000 SSU). A linha FBE suporta até 100.000 SSU — acima desse valor, a engenharia FB Bombas recomenda a FBEI com configuração específica. Centrífugas normalizadas (FBCN) perdem eficiência dramaticamente acima de 500 SSU.

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Recalque

Linha de recalque · Descarga

Hidráulica

Recalque é a tubulação que conduz o fluido bombeado da saída (descarga) da bomba até o ponto de uso ou reservatório elevado, contrastando com a aspiração (linha de sucção) que precede a bomba.

A altura de recalque (Hr) é a diferença geométrica entre o nível de descarga e o eixo da bomba. Junto com a altura de aspiração (Ha), forma a altura geométrica total (Hg = Ha + Hr). A altura manométrica total (AMT) inclui ainda perdas de carga distribuídas e localizadas. Na fase de projeto hidráulico, dimensiona-se o diâmetro do recalque para velocidades de 1,5 a 3,0 m/s em líquidos pouco viscosos, evitando golpe de aríete e ruído. Em sistemas de incêndio, a NFPA 20 exige válvula de retenção e válvula de bloqueio na linha de recalque.

Aspiração / Sucção

Linha de sucção · Suction lift

Hidráulica

Aspiração (sucção) é a tubulação e o trecho a montante da bomba, do reservatório até o flange de sucção. É onde a pressão atmosférica empurra o líquido para dentro da bomba — limitada pela pressão de vapor do fluido (NPSH).

Existem dois cenários: aspiração afogada (bomba abaixo do nível do reservatório, mais segura para NPSH) e aspiração negativa ou suction lift (bomba acima do reservatório, máximo teórico de 10,33 m em água a 20 °C ao nível do mar — na prática, 6 a 8 m considerando perdas e margem de NPSH). Boas práticas: tubulação de sucção com diâmetro maior que a descarga, mínimo de curvas e válvulas, redução excêntrica antes do flange (face plana para cima) para evitar bolsas de ar e excentricidade hidráulica.

Leis de Afinidade

Relações de afinidade

Hidráulica

As leis de afinidade descrevem como vazão (Q ∝ N), altura manométrica (H ∝ N²) e potência (P ∝ N³) variam com a rotação ou o diâmetro do rotor de uma bomba centrífuga, mantida a geometria.

São essenciais para dimensionamento com inversor de frequência (VFD): reduzir 20% da rotação reduz vazão em 20%, altura em 36% e potência em 49%, gerando economia de energia. Validas para rotações próximas (±20% da nominal); fora dessa faixa, eficiência cai e os modelos perdem precisão. Para variação de diâmetro do rotor, valem dentro da família hidráulica (mesmo casing) e até ±10% do diâmetro nominal. Em bombas FBCN, a redução do diâmetro do rotor (recorte) é prática comum em obra para ajustar curva ao ponto de operação.

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Pressão de Shut-off

Pressão de bloqueio · Vazão zero

Hidráulica

Pressão de shut-off é a pressão desenvolvida por uma bomba centrífuga com a válvula de descarga totalmente fechada (vazão zero), correspondendo ao ponto extremo esquerdo da curva característica.

É um parâmetro crítico para dimensionamento mecânico da carcaça e da tubulação a jusante: a pressão máxima do sistema deve considerar shut-off + pressão de sucção, não apenas o ponto de operação. Em testes de aceitação (FAT), o shut-off é medido como referência da curva. Operação prolongada em shut-off é proibida em centrífugas — gera aquecimento por recirculação interna, podendo vaporizar o líquido em segundos. Em sistemas de incêndio, NFPA 20 limita o shut-off a 140% da pressão nominal para evitar sobrecarga das tubulações.

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SSU (Saybolt Second Universal)

Segundos Saybolt Universal · Viscosidade Saybolt

Hidráulica

SSU (Saybolt Second Universal) é a unidade empírica de viscosidade que mede o tempo, em segundos, para 60 mL de fluido escoarem pelo orifício calibrado de um viscosímetro Saybolt a temperatura controlada. Quanto maior o valor em SSU, mais viscoso o fluido.

A escala segue tradicional nos catálogos de óleos industriais e bombas de engrenagem no Brasil e nos EUA, convivendo com o centistoke (cSt) do sistema internacional. Referências úteis: a água tem cerca de 31 SSU a 38 °C; acima de aproximadamente 250 SSU vale a conversão prática cSt ≈ SSU ÷ 4,62. A linha FBE da FB Bombas opera até 100.000 SSU (≈ 21.600 cSt) — faixa de asfalto, melaço e resinas. Regra de ouro da especificação: informe sempre a viscosidade na temperatura real de bombeamento, não a de catálogo a 40 °C — em fluidos térmicos a viscosidade pode cair ordens de magnitude entre o tanque frio e a linha aquecida.

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Tipos de Bomba

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Bomba Centrífuga

Tipos de Bomba

Bomba centrífuga é um equipamento que transfere energia a um líquido através da rotação de um rotor (impulsor) dentro de uma voluta — o líquido entra pelo centro, é acelerado radialmente pelas pás do rotor e sai pelo bocal de descarga com pressão aumentada.

É o tipo mais comum de bomba industrial para líquidos de baixa viscosidade em média e alta vazão. Ideal para água, soluções aquosas, solventes leves, combustíveis finos e fluidos de processo. A linha FBCN da FB Bombas segue a norma ASME B73.1 (mecânica), com construção back pull-out que permite manutenção do rotor sem desconectar a tubulação. Existem variações end-suction (FBCN), de dupla sucção, multi-estágio e verticais.

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Bomba de Engrenagem Externa

Tipos de Bomba

Bomba de engrenagem externa é um tipo de bomba de deslocamento positivo em que duas engrenagens paralelas giram em sentidos opostos dentro de uma carcaça, transportando o fluido no volume formado entre os dentes e a parede externa.

É o tipo ideal para fluidos viscosos — óleos lubrificantes, combustíveis pesados, asfalto, resinas, biodiesel, melaço, chocolate e químicos viscosos. A FB Bombas é a fabricante brasileira original deste tipo de bomba em escala industrial, operando continuamente desde 1944. A linha FBE tem 12 tamanhos padronizados de 1/8" a 6", cobrindo vazões de 0,5 a 6.500 L/min, pressões até 22 kgf/cm² e viscosidade até 100.000 SSU com engrenagens helicoidais em aço-liga tratado termicamente.

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Bomba de Engrenagem Interna

Tipos de Bomba

Bomba de engrenagem interna é uma bomba de deslocamento positivo em que um rotor interno menor gira excêntrico dentro de um rotor externo maior, criando câmaras crescentes que transportam o fluido com pulsação muito baixa.

A principal vantagem sobre a engrenagem externa é o fluxo praticamente contínuo, com pulsação mínima, o que torna este tipo ideal para dosagem precisa, aplicações de hot-melt, polímeros, látex e fluidos muito viscosos. A FBEI da FB Bombas tem 10 modelos catalogados de 1" a 4" (manual técnico MAN001-10) em três configurações construtivas — com válvula de alívio integrada, compacta e reforçada 3" — e oferece a versão FBEI-LS engineered-to-order para grandes capacidades em asfalto, betume e óleos pesados. Conta com válvula de alívio integrada de série e camisa de aquecimento opcional (vapor até 185°C, fluido térmico até 232°C, ambos a 10 bar).

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Bomba Volumétrica (Deslocamento Positivo)

Bomba de deslocamento positivo

Tipos de Bomba

Bomba volumétrica, ou de deslocamento positivo, é aquela que movimenta o fluido em volumes discretos e constantes por ciclo, independente da pressão de descarga. As bombas de engrenagem (FBE, FBEI), diafragma, pistão e parafuso são todas deslocamento positivo.

A característica mais importante é que a vazão depende quase exclusivamente da rotação — o que permite dosagem precisa. Em contraste, bombas centrífugas entregam vazão variável com a pressão do sistema. Bombas volumétricas nunca devem ser operadas com a descarga fechada sem válvula de alívio, sob pena de atingir pressão destrutiva. A linha FBE e FBEI traz válvula de alívio integrada como opcional (FBE) ou padrão (FBEI).

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Bomba Centrífuga Normalizada

Centrífuga normalizada · Bomba ANSI B73.1 · Bomba back pull-out

Tipos de Bomba

Bomba centrífuga normalizada é uma bomba cujas dimensões de montagem (flanges, distância entre eixos, footprint) seguem a norma ASME B73.1 (ANSI), permitindo intercâmbio entre fabricantes sem alterar tubulação ou base.

A normalização dimensional surgiu para reduzir custo de spare parts e tempo de troca em plantas industriais. A linha FBCN da FB Bombas é dimensionalmente conforme ASME B73.1, com construção back pull-out (remoção do conjunto rotativo sem desconectar tubulação) e cobre vazões até 2.200 m³/h e altura manométrica até 135 m, com 53 modelos (43 standard + 10 grande capacidade DN150-300). Atende setores petroquímico, sucroalcooleiro, papel e celulose, mineração e tratamento de água industrial. Materiais disponíveis: ferro fundido, aço carbono, aço inox 304/316, duplex e super duplex, com selo mecânico simples ou tandem conforme API 682.

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Bomba de Óleo Térmico

Bomba para fluido térmico · Bomba de fluido de aquecimento

Tipos de Bomba

Bomba de óleo térmico é uma bomba centrífuga projetada para movimentar fluidos térmicos a alta temperatura (até 350°C), com materiais resistentes à dilatação térmica, selo mecânico refrigerado e construção que evita ponto de vaporização do fluido.

A série FBOT da FB Bombas cobre aplicações com fluidos térmicos sintéticos (Therminol, Marlotherm, Dowtherm) e minerais, em sistemas fechados de aquecimento industrial — usinas sucroalcooleiras, indústria têxtil, química, alimentícia (chocolate), asfáltica e processamento de óleos. Construção crítica: caixa de selo com refrigeração por convecção ou serpentina interna, mancal duplo com lubrificação por banho ou névoa de óleo, eixo em aço alloy 4140 ou similar, construção end-suction com desmontagem back pull-out; quando o projeto exige requisitos API 610, a adequação é avaliada requisito por requisito como projeto especial de engenharia. Cuidados: bombas de óleo térmico exigem partida com aquecimento gradual (1-2°C/min) para evitar choque térmico em selo e mancais, e operação em sistemas com tanque de expansão para acomodar a dilatação volumétrica do fluido (~30% entre ambiente e 300°C).

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Mecânica e Construção

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Back Pull-Out

Remoção traseira do conjunto rotativo

Mecânica e Construção

Back pull-out é uma configuração construtiva de bombas centrífugas em que o conjunto rotativo (rotor, eixo, mancais e tampa do selo) pode ser removido pela parte traseira da bomba sem desmontar o corpo principal nem desconectar a tubulação de sucção e descarga.

A grande vantagem é o tempo de manutenção: troca de rotor, inspeção de selo mecânico e ajuste de luva são feitos em horas, não em dias. É um requisito da norma ASME B73.1 para centrífugas normalizadas de processo. A linha FBCN da FB Bombas atende esta norma e mantém o alinhamento do acoplamento mesmo após intervenção no conjunto rotativo.

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Selo Mecânico

Mecânica e Construção

Selo mecânico é um dispositivo de vedação do eixo de uma bomba composto por duas faces planas — uma fixa na carcaça e outra girante no eixo — pressionadas uma contra a outra com filme lubrificante muito fino entre elas.

É a opção preferida sobre gaxeta quando se exige zero vazamento visível, operação com fluidos tóxicos, inflamáveis ou de alto valor, e manutenção espaçada. As configurações incluem selo simples, duplo (com fluido de barreira), cartucho, balanceado e não balanceado. Materiais típicos das faces: carbeto de silício, carbeto de tungstênio, cerâmica. A linha FBCN traz 6 configurações de câmara de selagem (ST, S1, S2, S3, S4 e S) descritas no manual técnico para atender diferentes combinações de fluido, temperatura e sólidos em suspensão.

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Gaxeta / Engaxetamento

Caixa de gaxeta

Mecânica e Construção

Gaxeta é um elemento de vedação do eixo da bomba composto por anéis trançados (tipicamente de fibra sintética, grafite, PTFE ou carbono) que são comprimidos axialmente por uma sobreposta contra a luva do eixo para reduzir o vazamento.

Diferente do selo mecânico, a gaxeta opera com um gotejamento intencional e controlado — essa pequena vazão é necessária para lubrificar e resfriar os anéis. É a escolha econômica para água, fluidos não agressivos e aplicações onde um pequeno vazamento é aceitável. Os manuais técnicos FB Bombas trazem a tabela de vazão de líquido de vedação requerido para cada tamanho de bomba, tipicamente 1 a 5 L/min. A gaxeta exige reaperto periódico e troca a cada 6-12 meses conforme o serviço.

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Termos relacionados

Rotor Radial (Impulsor)

Rotor · Impulsor

Mecânica e Construção

Rotor radial é o componente giratório de uma bomba centrífuga em que as pás direcionam o fluido do centro para a periferia em ângulo de 90° com o eixo — transferindo energia cinética ao líquido que depois é convertida em pressão pela voluta.

Existem três tipos básicos de rotor centrífugo pelo ângulo de saída: radial (pá perpendicular ao eixo, alta pressão, baixa vazão), semi-axial (intermediário) e axial (pá paralela ao eixo, alta vazão, baixa pressão). A linha FBCN usa rotor radial com pá de sucção simples — adequado para a maioria das aplicações de processo industrial. Para desgaste em fluidos com sólidos leves, há anel de desgaste no lado de pressão (exceto nos modelos menores 25-150, 32-125 e 32-125.1).

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Voluta

Corpo em espiral

Mecânica e Construção

Voluta é a parte externa (carcaça) de uma bomba centrífuga em formato de espiral, cuja função é coletar o fluido descarregado pelo rotor e desacelerá-lo de forma gradual — convertendo energia cinética em energia de pressão antes da saída pelo bocal de descarga.

O perfil espiral da voluta é projetado de forma que a velocidade do fluido caia de forma contínua à medida que a seção transversal aumenta na direção da descarga — minimizando perdas por turbulência. A FBCN tem voluta fundida em peça única em ferro fundido, aço carbono A216 WCB ou aço inoxidável A743 CF8M, com anel de desgaste do lado da sucção para manter a folga ideal mesmo após horas de operação.

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Mancal

Rolamento

Mecânica e Construção

Mancal é o componente que sustenta o eixo rotativo da bomba, absorve cargas radiais e axiais, e mantém o alinhamento preciso entre o rotor e a voluta. Pode ser do tipo rolamento (rigid ball, angular contact) ou deslizante (buchas).

A linha FBCN usa pares de rolamentos de esferas dimensionados em cinco grupos por faixa de tamanho (folga interna C3 para operação contínua), com lubrificação a óleo via vareta de nível ou copo de reabastecimento automático opcional. A linha FBE usa mancais deslizantes em bronze TM23 autolubrificantes — robustos, silenciosos e sem necessidade de lubrificação externa em condições normais. O MTBF (tempo médio entre falhas) dos mancais é um dos principais indicadores de confiabilidade de uma bomba industrial.

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Conjunto Motobomba

Motobomba

Mecânica e Construção

Conjunto motobomba é a unidade integrada composta por bomba, motor elétrico, base metálica comum e acoplamento flexível, montada e alinhada em fábrica para instalação direta em campo.

A FB Bombas entrega conjuntos motobomba completos para todas as séries (FBCN, FBE, FBEI, FBOT), com motor WEG ou equivalente, acoplamento flexível dimensionado, proteção de acoplamento (NR-12) e base em aço carbono ou inox. O alinhamento é feito em fábrica com instrumentos de precisão, eliminando a principal causa de falha em bombas instaladas em campo. A reserva de potência do motor segue o manual FBCN: 20% até 2 cv, 15% até 20 cv, 10% acima de 20 cv.

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Bomba Autoescorvante

Bomba auto aspirante

Mecânica e Construção

Bomba autoescorvante é capaz de aspirar fluido e expelir o ar da linha de sucção sem necessidade de válvula de pé ou dispositivo auxiliar de escorva, desde que tenha sido previamente preenchida com fluido na câmara de bombeamento.

Bombas de engrenagem (FBE e FBEI da FB Bombas) são naturalmente autoescorvantes — o engrenamento das engrenagens cria vácuo suficiente para aspirar fluido. Bombas centrífugas convencionais (como a FBCN) não são autoescorvantes e requerem escorva prévia ou válvula de pé na sucção. A capacidade autoescorvante das bombas de engrenagem é uma vantagem importante em instalações onde a bomba fica acima do nível do fluido.

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Rotor de Bomba (Impelidor)

Impelidor

Mecânica e Construção

O rotor (impelidor) é o componente rotativo de uma bomba centrífuga, com pás curvadas que transferem energia cinética ao fluido por meio de força centrífuga, definindo a vazão e altura manométrica da bomba.

Na série FBCN da FB Bombas, o rotor é tipo radial de simples sucção, com anel de desgaste no lado pressão (exceto modelos 25-150, 32-125 e 32-125.1). O diâmetro do rotor define a altura manométrica — rotores maiores geram mais pressão. Materiais disponíveis: ferro fundido cinzento, ferro fundido nodular, aço inox AISI 316 e AISI 304, Duplex e ligas especiais sob consulta. O rotor é balanceado dinamicamente em fábrica para minimizar vibrações.

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Aço Duplex

Duplex · Aço inox austeno-ferrítico

Mecânica e Construção

Aço Duplex é uma família de aços inoxidáveis com microestrutura austeno-ferrítica (50/50), oferecendo o dobro do limite de escoamento dos austeníticos comuns (AISI 316) e resistência superior à corrosão por pite e cloretos.

O índice PRE (Pitting Resistance Equivalent = %Cr + 3,3·%Mo + 16·%N) classifica a família: Lean Duplex (PRE 25-30), Duplex padrão UNS S31803/S32205 (PRE 35), Super Duplex S32750/S32760 (PRE 40+) e Hyper Duplex (PRE 48+). Aplicações típicas: manuseio de água do mar, fertilizantes (uréia, fosfatos), polpa de papel e fluidos clorados em refinarias. A FB Bombas oferece rotores e carcaças em Duplex sob consulta para bombas FBCN destinadas a fluidos com cloretos > 200 ppm ou pH < 4.

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Câmara de Aquecimento

Encamisamento térmico · Jaqueta de vapor · Bomba encamisada

Mecânica e Construção

Câmara de aquecimento é um envoltório externo no corpo da bomba, projetado para circulação de vapor, óleo térmico ou água quente, mantendo o fluido de processo na temperatura ideal de viscosidade durante toda a operação.

Aplicação típica em bombeamento de asfalto, CAP (cimento asfáltico de petróleo), betume, gorduras animais, açúcar de mel, glicerina, resinas e qualquer fluido que solidifica ou aumenta viscosidade abaixo de uma temperatura crítica. Sem o encamisamento, o produto frio dentro da bomba pode entupir a engrenagem ou impedir a partida no ciclo seguinte. A FB Bombas oferece variantes encamisadas da linha FBE (engrenagem externa) — FBE-J — com aquecimento por vapor saturado a 6-10 bar ou por óleo térmico, dimensionado conforme a temperatura mínima de bombeamento exigida pelo fluido. Em conjuntos críticos (CAP, betume), o encamisamento estende-se também à carcaça, tampas e tubulação de descarga curta até a primeira válvula.

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Normas e Padrões

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ASME B73.1

Normas e Padrões

ASME B73.1 é a norma norte-americana que especifica requisitos mecânicos e de construção para bombas centrífugas horizontais end-suction usadas em processos químicos — incluindo back pull-out, pressão hidrostática de teste, alinhamento e materiais.

A ASME B73.1 foca na mecânica interna de centrífugas normalizadas horizontais: construção back pull-out obrigatória, sobreespessura de corrosão mínima de 3 mm, teste hidrostático a 1,5× a pressão máxima de operação, e folga mínima entre rotor e voluta. A FBCN atende integralmente esta norma e todos os modelos passam por teste hidrostático conforme ANSI B73.1 antes da expedição.

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API 610

Normas e Padrões

API 610 é a norma do American Petroleum Institute para bombas centrífugas usadas nas indústrias de petróleo, petroquímica e gás natural. É considerada uma das especificações mais rigorosas do mundo para bombas de processo.

A norma exige construção robusta para operação contínua 24/7 em condições severas, materiais resistentes a corrosão e alta temperatura, vedação redundante para fluidos perigosos, e testes de aceitação detalhados. Bombas API 610 são classificadas em tipos (OH, BB, VS) conforme orientação do eixo e configuração construtiva. A FB Bombas possui bombas em conformidade com requisitos API 610 e é fornecedora cadastrada no CRCC (Cadastro de Fornecedores) da Petrobras.

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Termos relacionados

NFPA 20

Standard for the Installation of Stationary Pumps for Fire Protection

Normas e Padrões

NFPA 20 é a norma internacional da National Fire Protection Association que estabelece requisitos para projeto, instalação, manutenção e teste de bombas estacionárias de proteção contra incêndio — incluindo bombas centrífugas, motores diesel e elétricos, painéis de controle e acessórios.

A norma exige configuração redundante (bomba principal + bomba reserva + bomba jockey para pressurização), fonte de energia independente (motor diesel além do elétrico para garantir operação mesmo com queda de energia), painel de controle automático certificado, e teste de curva de performance conforme NFPA. No Brasil, é complementada pelas normas ABNT NBR 10897 (sprinklers), NBR 13714 (hidrantes) e NBR 16704 (bombas de incêndio). Os sistemas FB Bombas para combate a incêndio atendem integralmente esta norma.

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Termos relacionados

NBR 16704

ABNT NBR 16704

Normas e Padrões

NBR 16704 é a norma brasileira da ABNT que estabelece requisitos para sistemas fixos de combate a incêndio com bombas — análoga à NFPA 20, mas com adaptações para o contexto regulatório e construtivo do Brasil.

A NBR 16704 cobre dimensionamento de bombas principal, jockey e auxiliar, painéis de comando, controladores diesel, instalação hidráulica e ensaio de aceitação. Convive com a NFPA 20 em projetos brasileiros: corpos de bombeiros estaduais costumam aceitar ambas, mas obras de seguradoras grandes exigem NFPA 20 explícita. A FB Bombas projeta seus skids FBFS atendendo simultaneamente aos requisitos de NBR 16704 e NFPA 20, garantindo aprovação em qualquer cenário regulatório.

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API 682

Shaft Sealing Systems

Normas e Padrões

API 682 é a norma do American Petroleum Institute para sistemas de selagem de eixo (selos mecânicos) em bombas centrífugas e rotativas, definindo categorias 1/2/3 e planos de fluxo (Plan 11, 13, 52, 53A/B/C, 62, etc.).

A 4ª edição (2014) consolida-se como referência mundial em refinarias e plantas químicas. Categoria 1 é para serviços não-críticos (Type A); Categoria 2 inclui qualificação adicional (Type A/B/C); Categoria 3 cobre fluidos perigosos com testes severos. Os planos de fluxo controlam a interface do selo: Plan 11 (recirculação simples), Plan 53 (sistema pressurizado com fluido barreira) e Plan 62 (quench externo) são os mais comuns. A FB Bombas oferece bombas API 610 com selagem dimensionada conforme API 682, atendendo CRCC Petrobras.

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ISO 2858

Bomba centrífuga end-suction ISO

Normas e Padrões

ISO 2858 é a norma internacional que padroniza as dimensões externas, flanges e bases de bombas centrífugas de sucção axial (end-suction) — garantindo que bombas de fabricantes diferentes sejam intercambiáveis sem alterar tubulação nem base.

A norma cobre bombas de processo de simples estágio com pressão nominal até 16 bar, definindo o envelope dimensional por tamanho (DN de recalque × diâmetro nominal de rotor) — é o equivalente internacional da ASME B73.1 usada no padrão químico americano. Importante: ISO 2858 é uma norma dimensional, não de desempenho — ela garante o encaixe físico, não o rendimento hidráulico, que continua sendo responsabilidade da curva de cada fabricante. A linha FBCN da FB Bombas é dimensionalmente normalizada conforme ASME B73.1, o que habilita substituição direta (drop-in) de bombas importadas no mesmo skid sem retrabalho de tubulação quando a envoltória dimensional coincide — confirmação modelo a modelo na folha de dados; argumento decisivo em retrofit e nacionalização de plantas.

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CRCC Petrobras

Certificado de Registro e Classificação Cadastral · Cadastro de fornecedores Petrobras

Normas e Padrões

CRCC é o Certificado de Registro e Classificação Cadastral da Petrobras — o registro que habilita uma empresa a fornecer bens e serviços para a companhia, emitido após avaliação técnica, econômica, jurídica e de SMS (saúde, meio ambiente e segurança).

O cadastro classifica cada fornecedor por famílias de materiais e serviços, e a posse do certificado na família correta é pré-requisito para participar de licitações e contratos da Petrobras. A avaliação técnica examina capacidade fabril, sistema de qualidade, rastreabilidade e histórico de fornecimento; a renovação é periódica e exige manter os critérios. Para quem especifica bombas em projetos de óleo e gás, exigir fornecedor com CRCC ativo reduz risco de qualificação tardia. A FB Bombas mantém CRCC ativo para suas linhas de bombas — uma das credenciais que sustentam fornecimento direto a refinarias, terminais e unidades da cadeia Petrobras.

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Sour Service

Serviço com H₂S · Serviço ácido

Normas e Padrões

Sour service é a condição de operação em que o fluido contém H₂S úmido em concentração suficiente para causar trincamento por sulfetos (SSC) em materiais metálicos — condição definida e regrada pela NACE MR0175 / ISO 15156.

A combinação de H₂S com água livre fragiliza aços de alta dureza: o hidrogênio atômico gerado na superfície migra para o metal e provoca trincas sob tensão, mesmo abaixo do limite de escoamento. Por isso a NACE MR0175 limita a dureza dos aços-carbono qualificados (tipicamente ≤ 22 HRC) e lista materiais aceitos por regime de serviço. Em bombas, a exigência alcança corpo, eixo, internos, parafusos e soldas — não basta trocar apenas o material do corpo. Ao especificar bombeamento de petróleo, nafta ou correntes com H₂S, declare a condição sour no data sheet: a engenharia seleciona materiais e durezas qualificados caso a caso.

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ATEX

Atmosferas explosivas · Diretiva 2014/34/UE

Normas e Padrões

ATEX é o conjunto de diretivas europeias (2014/34/UE) que regula equipamentos destinados a atmosferas potencialmente explosivas — áreas classificadas em zonas conforme a probabilidade de presença de gases, vapores ou poeiras inflamáveis.

A classificação divide áreas com gás em zonas 0, 1 e 2 (da presença contínua à ocasional) e áreas com poeira em zonas 20, 21 e 22. A marcação Ex indica o tipo de proteção (por exemplo, Ex d — invólucro à prova de explosão), o grupo de gás (IIA, IIB, IIC) e a classe de temperatura (T1 a T6, da superfície mais quente à mais fria admissível). Ponto crítico para projetos no Brasil: a certificação compulsória aqui é a do INMETRO para equipamentos Ex — tecnicamente equivalente à ATEX, mas juridicamente distinta; equipamento só com marcação ATEX não atende a exigência legal brasileira. Em conjuntos motobomba, a classificação se aplica ao motor, instrumentação e acessórios elétricos, conforme a zona definida pelo projeto da área classificada.

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Operação e Manutenção

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FAT — Factory Acceptance Test

Teste de aceitação em fábrica

Operação e Manutenção

FAT é o teste de aceitação realizado na fábrica do fabricante, na presença (ou não) do cliente, para verificar que a bomba atende às especificações técnicas contratadas antes da expedição — incluindo teste hidrostático, curva de performance, vibração, ruído e inspeção dimensional.

O FAT gera um relatório formal assinado que documenta os resultados e serve como base para aceite do equipamento. É obrigatório em projetos de grande porte, contratos com Petrobras (CRCC) e aplicações críticas em refinarias e plantas petroquímicas. A FB Bombas possui bancada de testes própria em Cabreúva-SP com capacidade para testar todos os modelos padrão das linhas FBE, FBEI, FBCN e FBOT com instrumentação calibrada e documentação completa.

Termos relacionados

MTBF — Tempo Médio Entre Falhas

Operação e Manutenção

MTBF é o tempo médio de operação esperado de uma bomba entre duas falhas consecutivas — tipicamente expresso em horas. É o principal indicador de confiabilidade de um equipamento rotativo em ambiente industrial.

Os principais componentes que limitam o MTBF em bombas industriais são: selo mecânico (3.000 a 25.000 h), mancais (8.000 a 40.000 h), rotor (dependente de erosão e cavitação) e acoplamento. Boas práticas para maximizar o MTBF incluem operar próximo do BEP, evitar cavitação, manter alinhamento correto, usar lubrificação adequada e seguir o plano de manutenção preventiva. A construção robusta e a tradição de projeto FB Bombas contribuem para MTBF elevado mesmo em ambientes severos.

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Sobreespessura à Corrosão

Operação e Manutenção

Sobreespessura à corrosão é a quantidade extra de material (em milímetros) adicionada à espessura mínima estrutural de uma peça da bomba para compensar a perda esperada por corrosão ao longo da vida útil do equipamento.

A norma ASME B73.1 exige sobreespessura à corrosão mínima de 3 mm para bombas de processo químico. A FBCN da FB Bombas vem com 3,3 mm de sobreespessura, garantindo margem acima do mínimo normativo. Essa margem é crítica em fluidos moderadamente corrosivos e em ambientes com temperatura elevada que aceleram a taxa de corrosão. Para serviços altamente corrosivos, deve-se usar material mais nobre (inox 316, duplex) em vez de aumentar a sobreespessura.

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Termos relacionados

Bomba Booster

Bomba pressurizadora

Operação e Manutenção

Bomba booster é uma bomba utilizada para aumentar (reforçar) a pressão de um sistema que já possui pressão parcial, mas insuficiente para a aplicação desejada.

Aplicações típicas de bombas booster incluem: reforço de pressão da rede pública para prédios altos, alimentação de caldeiras, sistemas de combate a incêndio (bomba jockey é um tipo de booster), e linhas de processo industrial onde a pressão disponível não atende ao ponto mais distante. Bombas centrífugas FBCN são frequentemente usadas como booster em sistemas de água industrial e saneamento.

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Bomba Jockey

Bomba pressurizadora de incêndio

Operação e Manutenção

Bomba jockey é a bomba pressurizadora de um sistema de combate a incêndio, dimensionada em ~1% da vazão da bomba principal, que mantém a pressão estática da rede compensando pequenos vazamentos.

A prática consolidada de projeto dimensiona a bomba jockey em aproximadamente 1% da vazão da bomba principal; o anexo A.4.27 da NFPA 20 trata da bomba de manutenção de pressão e do método de definição dos setpoints. Sua função é impedir partidas repetitivas da bomba principal, que a desgastariam prematuramente. Opera com setpoints automáticos: liga quando a pressão cai (ex: 6,5 bar) e desliga ao atingir o setpoint superior (ex: 7,0 bar). Se operar continuamente, indica vazamento significativo no sistema. A FB Bombas fornece jockeys como parte integrada dos skids de incêndio.

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Hidrante de Recalque

Dispositivo de recalque · Registro de recalque · Tomada de recalque

Operação e Manutenção

Hidrante de recalque é o dispositivo — chamado de dispositivo de recalque na NBR 13714 — instalado no passeio ou na fachada que permite ao Corpo de Bombeiros injetar água da viatura na rede de hidrantes da edificação. É uma conexão passiva: não é bomba nem o hidrante urbano de coluna.

A NBR 13714 exige o dispositivo em todos os sistemas de hidrantes e mangotinhos: prolongamento do mesmo diâmetro da tubulação principal (DN 50 a DN 100), com engates compatíveis com os do Corpo de Bombeiros local; sistemas acima de 1.000 L/min recebem registro de recalque adicional. No passeio, fica em caixa de 0,40 × 0,60 m com tampa de ferro fundido identificada por "INCÊNDIO", afastada 0,50 m da guia, introdução a 45° a no máximo 0,15 m de profundidade; na fachada ou muro, a introdução fica entre 0,60 m e 1,00 m do piso, voltada para a rua e para baixo a 45°. A válvula é de gaveta ou esfera, com fluxo nos dois sentidos — diferente da tomada de recalque de sprinklers, que leva válvula de retenção pelas normas dos Corpos de Bombeiros. A FB Bombas dimensiona o conjunto de bombas considerando a rede que o dispositivo reforça.

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Alinhamento Bomba-Motor

Alinhamento de eixo · Desalinhamento angular e paralelo

Operação e Manutenção

Alinhamento bomba-motor é a precisão geométrica entre o eixo do motor e o eixo da bomba através do acoplamento, medida em tolerâncias angulares e paralelas. Desvios fora da tolerância reduzem MTBF de mancais e selo mecânico em mais de 50%.

Tolerâncias típicas (ANSI/ASA): desalinhamento paralelo ≤ 0,05 mm e angular ≤ 0,1 mm/100 mm de diâmetro de acoplamento para rotações até 1.800 rpm; metade desses valores para 3.500 rpm. Métodos de medição em ordem de precisão: régua + calço (rough), relógio comparador dial (industrial padrão), alinhamento a laser (preciso, recomendado FB Bombas para FBCN e FBOT). O alinhamento deve ser verificado em duas etapas: a frio (instalação) e a quente (após estabilização térmica em 30-60 min de operação) — a dilatação térmica do conjunto pode introduzir desvios de 0,1-0,3 mm que precisam ser pré-compensados.

Inversor de Frequência (VFD)

Variador de velocidade · Conversor de frequência

Operação e Manutenção

Inversor de frequência (VFD) é o dispositivo eletrônico que varia a frequência e a tensão entregues ao motor elétrico, controlando continuamente a rotação da bomba — e, com ela, a vazão e a pressão — sem válvula de estrangulamento.

Em bombas centrífugas, as leis de afinidade fazem do VFD a forma mais eficiente de controle: a vazão varia proporcionalmente à rotação, a altura com o quadrado e a potência com o cubo — reduzir 20% da rotação corta quase metade da potência consumida. Em bombas de deslocamento positivo como FBE e FBEI, a vazão é diretamente proporcional à rotação, o que transforma o inversor em um dosador de precisão. Dois cuidados de especificação: respeitar a rotação mínima que garante lubrificação e refrigeração do selo mecânico, e verificar o torque de partida em fluidos viscosos ou frios. A faixa de rotação permitida para cada modelo deve ser confirmada com a engenharia do fabricante.

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H₂S (Gás Sulfídrico)

Sulfeto de hidrogênio · Gás sulfídrico

Operação e Manutenção

H₂S (sulfeto de hidrogênio) é um gás incolor, inflamável e altamente tóxico presente em correntes de petróleo, gás natural, biogás e efluentes — corrosivo para aços e perigoso ao ser humano mesmo em concentrações de poucas partes por milhão.

O odor característico de ovo podre é detectável em frações de ppm, mas o gás anestesia o olfato em concentrações mais altas — o que o torna traiçoeiro e exige detecção instrumental em áreas de risco. Do lado dos materiais, H₂S com água livre causa trincamento por sulfetos (SSC) em aços de alta dureza, fenômeno que define a condição sour service da NACE MR0175 / ISO 15156. Em saneamento e biogás, o H₂S dissolvido ataca concreto, ferro fundido e elastômeros comuns. Para o bombeamento de fluidos com H₂S, especifique materiais qualificados, dureza controlada e vedação estanque — selo mecânico duplo pressurizado onde o vazamento for inadmissível.

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Biogás

Biometano (purificado) · Gás de digestor

Operação e Manutenção

Biogás é o gás combustível produzido pela digestão anaeróbia de matéria orgânica — composto tipicamente por 50 a 75% de metano e 25 a 50% de CO₂, com traços de H₂S e vapor d'água. Quando purificado até a especificação regulatória, passa a se chamar biometano.

As plantas brasileiras partem de vinhaça e torta de filtro no setor sucroenergético, dejetos animais, resíduos urbanos em aterros e lodo de ETE. O papel das bombas nesse processo está nos líquidos, não no gás: alimentação de substrato viscoso e com sólidos, recirculação e descarga de digestato, transferência de lodo e drenagem de condensado das linhas de gás. O H₂S residual e o ambiente biologicamente agressivo pedem atenção a materiais e elastômeros. Bombas de deslocamento positivo lidam melhor com substratos espessos; centrífugas atendem digestato clarificado e condensados — o ponto de operação e o teor de sólidos definem a escolha.

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TCO (Custo Total de Propriedade)

Custo do ciclo de vida (LCC)

Operação e Manutenção

TCO (Total Cost of Ownership) é a soma de todos os custos de um equipamento ao longo do ciclo de vida — aquisição, instalação, energia, manutenção, paradas de produção e descarte. É a base correta para comparar bombas, no lugar do preço de compra isolado.

Nos estudos de custo de ciclo de vida do Hydraulic Institute e da Europump, energia e manutenção dominam o TCO de bombas de operação contínua — o preço de aquisição costuma ser fração minoritária do total em 15-20 anos de serviço. As alavancas que de fato reduzem TCO: selecionar a bomba perto do BEP (rendimento e confiabilidade andam juntos), dimensionar materiais para o fluido real, elevar o MTBF com alinhamento e manutenção preditiva, e garantir reposição rápida de peças — onde o fabricante nacional, com estoque e engenharia no país, encurta semanas de parada. Uma bomba barata operando longe do BEP desperdiça em conta de energia o que economizou na compra.

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Manutenção Preditiva

Manutenção baseada em condição · Monitoramento de condição

Operação e Manutenção

Manutenção preditiva é a estratégia que monitora a condição real do equipamento — vibração, temperatura, análise de óleo, ultrassom — para intervir no momento certo, antes da falha funcional, em vez de seguir intervalos fixos de calendário.

Diferencia-se da manutenção corretiva (agir depois da quebra) e da preventiva (trocar por tempo, mesmo sem desgaste). Em bombas, a análise de vibração conforme ISO 10816/20816 identifica desbalanceamento, desalinhamento e degradação de rolamentos meses antes da falha — cada defeito tem assinatura espectral própria. Termografia revela sobreaquecimento de mancais e motores; a análise do óleo lubrificante detecta partículas de desgaste; o ultrassom flagra cavitação incipiente e vazamentos. O resultado prático: paradas planejadas em vez de emergências, MTBF maior e estoque de sobressalentes dimensionado por dados. Comece pelo básico bem-feito — alinhamento a laser e balanceamento — que elimina as duas causas mais comuns de vibração.

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Se o termo que você procura não está aqui, é porque a engenharia ainda não consolidou uma definição pública sobre ele. Mande a dúvida para a nossa equipe em Cabreúva-SP — respondemos com o cálculo, a referência normativa e o critério de seleção aplicável ao seu caso.

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