A ABNT NBR 13714:2000 fixa as condições mínimas exigíveis para dimensionamento, instalação, manutenção, aceitação e manuseio, bem como as características, dos componentes de sistemas de hidrantes e de mangotinhos para uso exclusivo de combate a incêndio. A ficha do ABNT Catálogo (consulta de 28/10/2026) a registra em vigor, confirmada em 25/04/2024. Se a ocupação exige o sistema e de que tipo, a Instrução Técnica do Corpo de Bombeiros do estado é quem define; ela e o projeto aprovado prevalecem para a edificação.
Bomba FB para este caso

FBFS
Precisa da bomba para hidrantes e mangotinhos?
Os conjuntos FBFS levam bomba principal FBCN, jockey, painel de comando e base, com acionamento elétrico, diesel ou elétrico mais diesel, em projeto conforme NFPA 20 e NBR 16704.
Fonte: FBFS
Em resumo
- A NBR 13714 diz como projetar hidrantes e mangotinhos; a IT do Corpo de Bombeiros do estado diz se a ocupação exige o sistema e qual tipo adotar.
- O tipo de sistema do projeto sai da IT do estado: a IT 22 de São Paulo e a NT 22 de Goiás trazem cinco tipos na Tabela 2, em que o tipo 1 é o mangotinho, com a vazão e a pressão mínimas de cada tipo.
- O projeto considera as duas saídas mais desfavoráveis em uso simultâneo, e a reserva de incêndio sai da Tabela 3 da IT 22 de São Paulo e da NT 22 de Goiás, que cruza a área construída com o grupo de ocupação.
- O dispositivo de recalque, conexão passiva para o caminhão dos bombeiros e não uma bomba, tem o diâmetro da tubulação principal. No passeio, a NT 22 de Goiás pede válvula gaveta ou esfera; contra vandalismo, a IT 22 de São Paulo admite retenção.
- A periodicidade dos testes de partida da bomba vem do plano de manutenção do projeto e da exigência do Corpo de Bombeiros do estado; confira a IT do estado da obra e o projeto aprovado.
Quem exige o hidrante, o tipo de sistema e a reserva de incêndio é a Instrução Técnica do Corpo de Bombeiros do estado: aqui estão os valores da IT 22 de São Paulo e da NT 22 de Goiás e o que eles pedem da bomba. Guia do fabricante da bomba.
NBR 13714 atualizada: a edição em vigor e o que a norma trata
A edição em vigor é a ABNT NBR 13714:2000. A ficha do ABNT Catálogo, consultada em 28/10/2026, registra a publicação em 30/01/2000, a confirmação em 25/04/2024 e a situação "em vigor". Quem procura a "NBR 13714 atualizada" encontra a mesma edição de 2000: a ficha não lista edição mais recente.
O escopo, nas palavras da ficha: a norma fixa as condições mínimas exigíveis para dimensionamento, instalação, manutenção, aceitação e manuseio, bem como as características, dos componentes de sistemas de hidrantes e de mangotinhos para uso exclusivo de combate a incêndio. O texto completo é vendido pelo ABNT Catálogo e este artigo não o reproduz.
Os números das seções seguintes — tipos de sistema, vazão, pressão, reserva de incêndio e dispositivo de recalque — vêm de duas Instruções Técnicas públicas, sempre com o estado: a IT 22 do Corpo de Bombeiros de São Paulo e a NT 22 do Corpo de Bombeiros de Goiás.
A NBR 13714 trata de hidrantes e mangotinhos; a NBR 10897, de sistemas de proteção contra incêndio por chuveiros automáticos (sprinklers). A NBR 16704 fixa, pela ficha, os requisitos mínimos para a seleção e a instalação de conjuntos de bombas estacionárias para sistemas automáticos de proteção contra incêndio, e a NFPA 20 é o padrão para a instalação de bombas estacionárias de proteção contra incêndio.
O que a IT 22 pede da bomba do sistema de hidrantes está na seção sobre a bomba de incêndio e a jockey, mais adiante.
Quem exige hidrante: a norma ou o Corpo de Bombeiros do estado?
Quem exige o sistema é a legislação de cada estado e a Instrução Técnica do Corpo de Bombeiros competente. A IT 22 de São Paulo e a NT 22 de Goiás fixam o enquadramento por ocupação e por área construída (Tabela 3) e os tipos de sistema (Tabela 2). Em outro estado, o texto e os valores podem ser diferentes: confira a IT do estado da obra e o projeto aprovado.
Um mesmo empreendimento pode juntar hidrantes, sprinklers e um conjunto de bombas, cada bloco com a sua referência. A IT 22 de São Paulo (item 4.9.2) e a NT 22 de Goiás (item 5.9.2) admitem que a reserva de incêndio alimente outros sistemas de proteção, sob comando ou automáticos, por interligação das tubulações dos reservatórios, desde que atendidos os parâmetros da IT 23 de São Paulo e da NT 23 de Goiás, as normas de chuveiros automáticos de cada estado.
| Referência | Escopo |
|---|---|
| NBR 13714 | Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para uso exclusivo de combate a incêndio (dimensionamento, instalação, manutenção, aceitação e manuseio) |
| NBR 10897 | Projeto e instalação de sistemas de proteção contra incêndio por chuveiros automáticos (sprinklers) |
| NBR 16704 | Seleção e instalação de conjuntos de bombas estacionárias para sistemas automáticos de proteção contra incêndio |
| NFPA 20 | Instalação de bombas estacionárias de proteção contra incêndio |
| IT estadual | Exigência por ocupação e área; tipos de sistema, vazão, pressão e reserva de incêndio |
Tipos de hidrantes e mangotinhos: vazão e pressão pela IT 22 (SP) e NT 22 (GO)
A IT 22 do Corpo de Bombeiros de São Paulo e a NT 22 do Corpo de Bombeiros de Goiás dividem os sistemas em cinco tipos, com os mesmos valores na Tabela 2. O tipo 1 é o mangotinho, com mangueira de 25 mm; os tipos 2 a 5 usam mangueiras de 40 ou 65 mm.
Para cada tipo, a tabela dá o esguicho, a mangueira, o número de expedições e a vazão e a pressão mínimas na válvula do hidrante mais desfavorável.
As vazões valem na saída da válvula do hidrante mais desfavorável hidraulicamente (IT de São Paulo, item 4.6.1.2). A nota 2 da tabela admite pressão menor no esguicho quando o cálculo hidráulico e os catálogos dos fabricantes comprovam que a vazão e o alcance do jato são atingidos. As pressões estão em mca; 1 mca equivale a cerca de 0,1 kgf/cm².
Outros estados publicam a própria IT: confira a numeração e os valores do estado da obra antes de pedir a bomba.
Deslize a tabela para ver todas as colunas. A primeira coluna permanece à esquerda.
| Tipo | Esguicho regulável (DN) | Mangueira (DN × comprimento) | Expedições | Vazão mínima (L/min) | Pressão mínima (mca) |
|---|---|---|---|---|---|
| Tipo 1 (mangotinho) | 25 | 25 mm × 30 m | simples | 100 | 80 |
| Tipo 2 | 40 | 40 mm × 30 m | simples | 150 | 30 |
| Tipo 3 | 40 | 40 mm × 30 m | simples | 200 | 40 |
| Tipo 4 (com mangueira de 40 mm) | 40 | 40 mm × 30 m | simples | 300 | 65 |
| Tipo 4 (com mangueira de 65 mm) | 65 | 65 mm × 30 m | simples | 300 | 30 |
| Tipo 5 | 65 | 65 mm × 30 m | duplo | 600 | 60 |
A escolha do tipo de sistema não é do fabricante da bomba: ela decorre da ocupação e da área, na Tabela 3 da IT do estado (próxima seção). A vazão e a pressão da bomba partem da linha do tipo adotado. Informe o tipo e a IT adotados ao pedir a bomba.
Reserva de incêndio por ocupação e área: o que a Tabela 3 define
A Tabela 3 da IT 22 de São Paulo e da NT 22 de Goiás cruza a área construída com o grupo de ocupação e dá, em cada célula, o tipo de sistema e o volume mínimo da reserva técnica de incêndio (RTI). O volume sai da tabela (IT de São Paulo, item 4.9.1; NT de Goiás, item 5.9.1), e o dimensionamento do sistema segue os parâmetros da tabela conforme a ocupação (IT de São Paulo, item 4.12.3).
Os volumes são os mesmos nas duas ITs; as listas de ocupações por coluna não são idênticas (a de Goiás, por exemplo, põe M-1 e M-10 na coluna do tipo 4), e é a lista do estado da obra que vale.
Para ler a tabela: ache a faixa de área na primeira coluna e a coluna do grupo de ocupação. A primeira coluna de ocupações traz duas alternativas, tipo 1 e tipo 2, cada uma com a sua RTI; a última traz o tipo 4 até 5.000 m² e o tipo 5 acima disso. A tabela tem notas que mudam a leitura: cinco na IT 22 de São Paulo e quatro na NT 22 de Goiás.
As notas 1 e 2 tratam de chuveiros automáticos; a 3, da área considerada no grupo A; a 4 manda a divisão M-2 para a IT 25 em São Paulo (em Goiás, para a NT 25 ou a NT 28) e pede que as demais áreas do mesmo terreno adotem os maiores valores de reserva de incêndio e de altura manométrica da bomba; a 5, só em São Paulo, considera apenas as áreas de apoio no grupo K.
Nessa linha, a IT de São Paulo imprime “Acima de 20.000 m²”; a NT de Goiás, com os mesmos volumes, escreve “acima de 20.000 até 50.000 m²”. Os códigos de ocupação (A-2, C-1, F-6 e assim por diante) são os da Tabela 1 do regulamento de segurança contra incêndio do estado. Exemplo de leitura, sem cálculo: uma ocupação da coluna 2, com 7.000 m², cai na faixa acima de 5.000 até 10.000 m², tipo 3 e RTI de 25 m³.
Os grupos de ocupação da coluna, pela IT 22 de São Paulo:
- Coluna 1 (tipo 1 ou 2):A-2, A-3, C-1, D-1 (até 300 MJ/m²), D-2, D-3 (até 300 MJ/m²), D-4 (até 300 MJ/m²), E-1 a E-6, F-1 (até 300 MJ/m²), F-2, F-3, F-4, F-8, G-1 a G-4 (até 300 MJ/m²), H-1, H-2, H-3, H-5, H-6, I-1, J-1, J-2 e M-3
- Coluna 2 (tipo 3):D-1, D-3 e D-4 (acima de 300 MJ/m²), B-1, B-2, C-2 (acima de 300 até 1.000 MJ/m²), C-3, F-1 (acima de 300 MJ/m²), F-5, F-6, F-7, F-9, F-10, F-11, H-4, I-2 (acima de 300 até 800 MJ/m²), J-3 (acima de 300 até 800 MJ/m²) e K-1
- Coluna 3 (tipo 4):C-2 (acima de 1.000 MJ/m²), G-1 a G-4 (acima de 300 MJ/m²), I-2 (acima de 800 MJ/m²), J-3 (acima de 800 MJ/m²) e L-1
- Coluna 4 (tipo 4 ou 5):G-5, I-3, J-4, L-2, L-3 e M-7
Deslize a tabela para ver todas as colunas. A primeira coluna permanece à esquerda.
| Área construída | Coluna 1, tipo 1 | Coluna 1, tipo 2 | Coluna 2, tipo 3 | Coluna 3, tipo 4 | Coluna 4 |
|---|---|---|---|---|---|
| Até 2.500 m² | 5 m³ | 8 m³ | 12 m³ | 28 m³ | Tipo 4: 32 m³ |
| Acima de 2.500 até 5.000 m² | 8 m³ | 12 m³ | 18 m³ | 32 m³ | Tipo 4: 48 m³ |
| Acima de 5.000 até 10.000 m² | 12 m³ | 18 m³ | 25 m³ | 48 m³ | Tipo 5: 64 m³ |
| Acima de 10.000 até 20.000 m² | 18 m³ | 25 m³ | 35 m³ | 64 m³ | Tipo 5: 96 m³ |
| Acima de 20.000 até 50.000 m² | 25 m³ | 35 m³ | 48 m³ | 96 m³ | Tipo 5: 120 m³ |
| Acima de 50.000 m² | 35 m³ | 48 m³ | 70 m³ | 120 m³ | Tipo 5: 180 m³ |
Quais componentes formam um sistema de hidrantes e mangotinhos?
O sistema tem cinco blocos: reserva técnica de incêndio, tubulação exclusiva, hidrantes ou mangotinhos em abrigos, dispositivo de recalque acessível ao Corpo de Bombeiros e, quando a gravidade não basta, conjunto de bombas. A reserva e a rede atendem à demanda; o dispositivo permite reforço externo; as bombas mantêm o ponto hidráulico do projeto.
A reserva de incêndio é o volume de água exclusivo para o combate, com o mínimo da Tabela 3 (seção anterior). As válvulas dos hidrantes são do tipo globo angular de DN65 (2½″); nos sistemas dos tipos 1 e 2 podem ser de DN50 (2″) quando a tubulação tem esse diâmetro (IT 22 de São Paulo, itens 4.5.1 e 4.5.1.1; NT 22 de Goiás, item 5.5.1).
As válvulas dos mangotinhos são de esfera (abertura rápida), de passagem plena e de DN25 (1″) no mínimo (IT de São Paulo, item 4.5.3). A edificação com sistema tipo 1 precisa de um ponto de tomada de água de engate rápido para mangueira de incêndio de 40 mm (1½″) (IT de São Paulo, item 4.6.1.3; NT de Goiás, item 5.6.1.3).
Os abrigos de mangueiras seguem o Anexo D da IT, e cada ponto de hidrante ou mangotinho leva os materiais da Tabela 4 (IT de São Paulo, item 4.6.1.4).
O quarto bloco é o dispositivo de recalque: a conexão que permite ao Corpo de Bombeiros injetar água do caminhão na rede do prédio. Nas duas ITs, ele é um prolongamento com o mesmo diâmetro da tubulação principal, com engates compatíveis com os do Corpo de Bombeiros, e ganha uma segunda entrada quando a vazão do sistema passa de 1.000 L/min (IT de São Paulo, itens 4.3.1 e 4.3.3; NT de Goiás, itens 5.3.1 e 5.3.3).
Atenção ao vocabulário: o "hidrante de recalque" não é uma bomba; quem pressuriza a rede no dia a dia é o quinto bloco, o conjunto de bombas de incêndio.
- Reserva técnica de incêndio (RTI) — volume exclusivo, com o mínimo da Tabela 3 da IT do estado
- Rede de tubulação exclusiva — independente da rede de consumo predial
- Hidrantes e mangotinhos em abrigos sinalizados — com mangueiras, esguichos e chaves
- Dispositivo de recalque — conexão para o caminhão do Corpo de Bombeiros, no passeio, na fachada ou no muro
- Conjunto de bombas de incêndio — bomba principal elétrica ou de combustão interna e jockey, segundo o Anexo C da IT
Hidrante de recalque: medidas, localização e válvula pela IT 22
O hidrante de recalque, que as ITs chamam de dispositivo de recalque, é uma conexão passiva para o Corpo de Bombeiros injetar água na rede; não é uma bomba. Todo sistema leva o dispositivo, com o mesmo diâmetro da tubulação principal e engates compatíveis com os do Corpo de Bombeiros (IT de São Paulo, item 4.3.1).
A IT 22 de São Paulo pede o tipo coluna na fachada ou em abrigo embutido no muro e só admite o passeio público onde há impossibilidade técnica comprovada (item 4.3.2); a NT 22 de Goiás o quer preferencialmente do tipo coluna, com o passeio na impossibilidade técnica (item 5.3.2).
O mercado chama o dispositivo de recalque de hidrante de recalque, registro de recalque ou tomada de recalque. Dois cuidados de vocabulário: ele não é o hidrante urbano de coluna da rua (que pertence à rede pública da concessionária) e não é uma bomba de recalque — é uma conexão passiva, para uso do Corpo de Bombeiros.
Na fachada principal ou no muro da divisa com a rua, a introdução fica voltada para a rua e para baixo, em ângulo de 45°, a uma altura entre 0,60 m e 1,50 m do piso do passeio da propriedade (IT de São Paulo, item 4.3.4; NT de Goiás, item 5.3.4).
Em qualquer posição, a regra que decide a vistoria é a mesma: o local precisa permitir a aproximação da viatura a partir do logradouro público, para o livre acesso dos bombeiros.
No passeio público, a NT 22 de Goiás (item 5.3.5) pede caixa de alvenaria enterrada, com fundo permeável ou dreno; tampa articulada e requadro em ferro fundido ou material similar, com a palavra "HIDRANTE", de 0,40 m × 0,60 m; afastamento de 0,50 m da guia; introdução voltada para cima, a 45°, a no máximo 0,15 m de profundidade em relação ao piso do passeio; volante de manobra a no máximo 0,50 m do piso acabado; e tubulação de diâmetro mínimo DN50 (Figura 2 da NT).
A válvula é do tipo gaveta ou esfera, com fluxo nos dois sentidos (item 5.3.5.6).
Contra vandalismo, a IT 22 de São Paulo (item 4.3.5) admite que a junta de engate rápido seja soldada e tenha válvula de retenção; a NT 22 de Goiás (item 5.3.4.2) admite a junta soldada, sem mencionar a retenção. Acima de 1.000 L/min, o sistema leva duas entradas de recalque (IT de São Paulo, item 4.3.3; NT de Goiás, item 5.3.3).
Dispositivo de recalque e conjunto de bombas são complementares no projeto: o dispositivo garante que o Corpo de Bombeiros reforce a rede com os caminhões; a autonomia da edificação nos primeiros minutos depende da reserva técnica de incêndio e do conjunto de bombas partindo sozinho na queda de pressão.
Bomba de incêndio e jockey: o que a IT 22 exige para hidrantes
A bomba entra quando o abastecimento disponível não mantém a vazão e a pressão da Tabela 2 nas saídas mais desfavoráveis. As duas ITs mandam dimensionar para o uso simultâneo dos dois jatos de água mais desfavoráveis, com no mínimo as vazões da Tabela 2 (IT de São Paulo, item 4.8.3; NT de Goiás, item 5.8.2), e definem o local mais desfavorável como o de menor pressão dinâmica na saída do hidrante (itens 4.8.4 e 5.8.3).
É essa condição de pior caso, e não a média do sistema, que fixa o ponto de operação: a altura da bomba soma a pressão mínima da Tabela 2 na válvula do hidrante mais desfavorável, o desnível e as perdas de carga da rede até ele, e o modelo é escolhido nesse ponto vazão–altura.
O Anexo C das ITs fixa o que a bomba do sistema de hidrantes precisa ter. Os itens abaixo são da IT 22 de São Paulo, com o item equivalente da NT 22 de Goiás quando conferido:
- Pelo menos uma bomba elétrica ou de combustão interna, usada somente para o sistema (IT de São Paulo, C.1.1 e C.1.3; NT de Goiás, C.1.2). Em Goiás, a quantidade mínima depende da função (C.1.3): a bomba de reforço é uma bomba principal com fonte de energia reserva; a bomba fixa são duas bombas, principal e reserva, a reserva com fonte de energia reserva, salvo em edificação de risco baixo (carga de incêndio até 300 MJ/m²), em que basta a principal com fonte de energia reserva. A fonte reserva pode ser dispensada quando a bomba é a combustão interna (C.1.3.2.1)
- Partida automática pela abertura de qualquer ponto de hidrante, desligamento só manual e pelo menos um ponto de acionamento manual em local seguro e de fácil acesso (IT de São Paulo, C.1.6 a C.1.8; NT de Goiás, C.1.7 a C.1.9). Em São Paulo, o desligamento é no painel de comando da casa de bombas; em Goiás, o ponto de acionamento manual pode também desligar a bomba
- Bomba de pressurização (jockey) quando o sistema tem mais de seis saídas, com vazão máxima de 20 L/min; fica dispensada quando o reservatório de incêndio é elevado (IT de São Paulo, C.1.15; NT de Goiás, C.2.1)
- Pressão: a pressão máxima de trabalho nos esguichos não passa de 100 mca (1.000 kPa), e não se recomenda bomba de incêndio com pressão acima de 100 mca (1 MPa) (IT de São Paulo, 4.8.8 e C.1.14; NT de Goiás, 5.8.7 e C.1.15)
- Sucção e rede: velocidade da água na sucção de no máximo 2 m/s (sucção negativa) ou 3 m/s (sucção positiva) e, na tubulação, de no máximo 5 m/s (IT de São Paulo, 4.8.11 e 4.8.12; NT de Goiás, 5.8.9 e 5.8.10)
- NPSH: com sucção negativa (eixo da bomba acima do que o item C.1.12 admite, de 2 m sobre o nível 'X' de água ou 1/3 da capacidade efetiva do reservatório, o que for menor), calcular o NPSH disponível com 1,5 vez a vazão nominal do sistema; ele deve ser maior ou igual ao NPSH requerido da curva da bomba nessa mesma vazão (IT de São Paulo, 4.8.15 e C.1.12; NT de Goiás, 5.8.13 e C.1.13)
A bomba FB para hidrantes e mangotinhos
A FB Bombas fornece a bomba, o painel e a base (skid) do conjunto de incêndio; o hidrante, o mangotinho, o abrigo e a rede ficam com o projeto e a obra. O conjunto é moto-bomba diesel ou elétrica sobre base única, fixa ou móvel, com bomba jockey na mesma base ou separada. A FB projeta o conjunto conforme a NFPA 20 e a aprovação da edificação continua dependendo do projeto e da vistoria do Corpo de Bombeiros.
Os conjuntos levam painel elétrico principal e painel local para partida manual e automática e, conforme a configuração, tanque de combustível, jogo de baterias, silencioso e válvulas de alívio. A base pode ser aberta, coberta, em cabine termoacústica ou em carreta. Os motores vão até 3.500 rpm (elétricos) e até 1.800 rpm (diesel).
A linha de jockey do catálogo vai de 0,5 a 40 m³/h e de 2,0 a 30,0 kgf/cm²; num sistema de hidrantes sob a IT 22 ou a NT 22, a jockey se escolhe dentro do limite de 20 L/min (1,2 m³/h), com pressão máxima igual à da bomba principal sem vazão (shut-off). O tanque de combustível vai de 250 a 3.000 L. O painel do conjunto diesel traz programador de partida semanal automático.
Nos sistemas FBFS, a bomba principal é a centrífuga da série FBCN. Os dados de vazão e pressão do conjunto saem do seu memorial e do ponto de operação, não de um máximo de catálogo.
Vai cotar o conjunto de bombas do projeto? Consulte as configurações FBFS e envie o memorial e os requisitos definidos pelo responsável técnico. Organize a consulta com os dados abaixo:
- Memorial hidráulico: vazão de projeto e pressão exigida nas duas saídas mais desfavoráveis (Tabela 2 da IT do estado) e, se houver sprinklers, a demanda combinada (NBR 10897)
- Dados de sucção: tipo de reservatório, nível mínimo e desnível até a bomba
- Acionamento pretendido (elétrico, diesel ou os dois) e a alimentação elétrica disponível
- Estado da obra, normas adotadas (NBR 16704 ou NFPA 20) e lista de documentos exigidos
Comissionamento e relatório de inspeção: o que a IT 22 manda conferir
O Anexo F da IT 22 de São Paulo traz um exemplo de relatório de comissionamento e de inspeção periódica do sistema de hidrantes e mangotinhos, com o responsável técnico e o número do registro do profissional. É um checklist de sim ou não, e serve de roteiro para a obra e para a manutenção. A NT 22 de Goiás, na versão aberta nesta consulta, não traz esse anexo.
Para quem compra a bomba, o relatório pergunta se o conjunto está bem instalado, se a jockey existe e está bem instalada, se a bomba está em compartimento protegido contra o fogo e sem acúmulo de material combustível, sem vazamentos (teste), e se opera com a vazão e a pressão do projeto aprovado. Pergunta também se manômetros e pressostatos funcionam, se as válvulas de bloqueio estão travadas na posição prevista e se a fixação da bomba está adequada.
Na parte do sistema, confere hidrantes desobstruídos e sinalizados, mangueiras em bom estado, abrigos com esguichos e chaves, conexão de recalque sinalizada e desobstruída e reservatório com o volume do projeto.
A periodicidade dos testes de partida da bomba vem do plano de manutenção do projeto e da exigência do Corpo de Bombeiros do estado. O painel do conjunto diesel da FB traz programador de partida semanal automático. O processo de licenciamento varia por estado: confira os documentos que a autoridade competente exige.
Antes de agendar a vistoria, teste a partida automática abrindo um hidrante de teste e confira o registro das partidas — com equipe treinada e aviso prévio de que o sistema ficará em teste.
Erros comuns de especificação em sistemas de hidrantes
Quatro erros de especificação comprometem sistemas de hidrantes. Primeiro: dimensionar a bomba pela saída média, e não pelas duas saídas mais desfavoráveis simultâneas — o sistema passa no papel e falha no hidrante do último pavimento. Segundo: classificar o tipo de sistema sem conferir a IT do estado da obra, ou levar os valores de outro estado para o projeto.
Terceiro: dispensar a jockey num sistema com mais de seis saídas e reservatório não elevado, em que a IT a exige — a bomba principal passa a partir a cada pequena perda e, pela IT, só desliga manualmente. Quarto: comprar a bomba antes do projeto hidráulico — quando o cálculo de perda de carga termina, o equipamento comprado não atende ao ponto de operação.
O caminho para evitar todos eles é o mesmo: começar pela classificação da ocupação na IT do estado, tirar dela a vazão e a pressão de projeto, calcular a rede e só então especificar o conjunto de bombas pela norma de projeto adotada, NBR 16704 ou NFPA 20. Envie o memorial hidráulico à engenharia de aplicação da FB Bombas, indicando os dados ainda pendentes: a resposta traz a especificação do conjunto e o escopo do fornecimento.
O projeto e a aprovação da edificação continuam com o responsável técnico.

