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Fachada da fábrica FB Bombas em Cabreúva-SP
Empresa 100% Brasileira
FB BOMBAS
Química e Farmacêutica

Bombas para Indústria Química e FarmacêuticaGuia de Seleção por Material e Família de Fluido

Seleção de bombas para ácidos inorgânicos e orgânicos, bases cáusticas, solventes orgânicos, polímeros, intermediários e APIs farmacêuticas — critérios de material, selagem, ATEX e compliance com ANVISA, GMP e boas práticas de fabricação para o parque industrial brasileiro Braskem, Unigel, Oxiteno, EMS, Eurofarma e Aché.

Atualizado em 16 min de leitura·Equipe de Engenharia FB Bombas

Resposta técnica FB Bombas

A indústria química e farmacêutica é o setor mais diversificado em termos de seleção de bombas: cada fluido tem sua própria combinação de pH, temperatura, corrosividade, volatilidade, toxicidade e exigências regulatórias específicas. O parque brasileiro reúne químicos commodities (Braskem petroquímica, Unigel, Elekeiroz), especialidades (Oxiteno, Petrom, Basf Brasil, Clariant, Evonik) e farmacêuticas (EMS, Eurofarma, Aché, Hypera, Cristália, Libbs), com requisitos que vão do ferro fundido simples no resfriamento de utilidades ao aço superaustenítico em ácidos concentrados. A FB Bombas atende esse setor com a linha FBCN de bombas centrífugas para processo químico, em todas as variantes metálicas (316L, duplex, superaustenítico), a linha FBE para fluidos viscosos e lube oil, e a linha FBOT para loops de óleo térmico de reatores e destiladores. Este guia apresenta a matriz de seleção por família química e os critérios de compliance GMP/ANVISA para a indústria farmacêutica.

1. Bomba centrífuga para processo químico: matriz de materiais por família

A seleção de material para uma bomba centrífuga de processo químico começa sempre pela identificação da família do fluido.

Não existe uma bomba universal que atenda toda a química industrial — um ferro fundido que resiste perfeitamente a uma solução alcalina a 60 °C pode sofrer corrosão acelerada em contato com ácido sulfúrico diluído, e um 316L que atende bem ácidos orgânicos fracos pode falhar em semanas num ambiente com cloretos concentrados.

A tabela abaixo resume as combinações mais frequentes do setor químico brasileiro e a recomendação de material para FBCN em cada caso.

Família químicaExemplos típicosMaterial FBCNSelagem
Ácido sulfúrico diluído (<15%)Bateria, decapagem suave316L / CF8MSelo duplo API Plan 53A
Ácido sulfúrico concentrado (>80%)Fertilizante, química pesadaAço carbono ou duplex 2205Selo duplo + flush externo
Ácido clorídrico (qualquer conc.)Decapagem, síntese químicaRevestido (borracha/PTFE)Selo duplo com barreira inerte
Ácido fosfóricoFertilizante NPK316L / duplex 2205Selo duplo API Plan 53B
Soda cáustica (NaOH 30-50%)Bayer alumina, papel celulose316L / 904L para alta temperaturaSelo duplo + EPDM/PTFE
Solventes orgânicos (tolueno, xileno)Síntese, lacas, tintasFoFo ou 316L (área classificada)Selo duplo + FKM/PTFE
Polímeros em soluçãoResinas, adesivos, polímeros316L + impelidor abertoSelo duplo com camisa aquecida
APIs farmacêuticas em processoSíntese de ativos, purificação316L com acabamento sanitárioSelo sanitário GMP
Matriz de material FBCN por família química

2. Ácidos inorgânicos e orgânicos: fronteira crítica de material

Os ácidos inorgânicos — sulfúrico, clorídrico, nítrico, fosfórico, fluorídrico — são os fluidos mais desafiadores para a seleção de material. O comportamento depende fortemente da concentração e da temperatura, e a recomendação pode mudar radicalmente em função de alguns graus Celsius ou de alguns pontos percentuais de concentração.

O ácido sulfúrico é um exemplo clássico: a 98% em temperatura ambiente, pode ser bombeado em aço carbono comum (a camada passiva de sulfato de ferro protege o metal); a 50% na mesma temperatura, a corrosão do aço carbono é catastrófica e a recomendação cai para 316L ou duplex; em temperatura mais alta, mesmo o 316L falha e a recomendação migra para ligas superiores.

Os ácidos orgânicos — acético, fórmico, lático, cítrico, oxálico — são em geral menos agressivos do que os inorgânicos na mesma concentração, mas ainda exigem 316L na maior parte dos casos. A exceção crítica é o ácido fórmico a concentrações elevadas e temperaturas acima de 60 °C, que ataca 316L mesmo em diluições moderadas — nesses casos, a recomendação migra para 904L ou liga superior.

Para a indústria alimentícia, a seleção é parecida com a farmacêutica: 316L eletropolido com acabamento sanitário Ra <0,8 μm, sem roscas em contato com produto, e CIP (Clean-in-Place) integrado.

3. Solventes orgânicos voláteis e classificação ATEX

O bombeamento de solventes orgânicos voláteis — tolueno, xileno, hexano, acetato de etila, álcool isopropílico, éter — é dominado por duas preocupações simultâneas: corrosão do material de construção (tipicamente moderada para a maioria dos solventes limpos) e segurança em atmosferas explosivas.

Todos os solventes citados têm ponto de fulgor baixo e formam misturas explosivas com o ar em concentrações pequenas, o que exige operação em áreas classificadas Zona 1 ou Zona 2 conforme a NBR IEC 60079-10-1. A certificação obrigatória no Brasil é INMETRO conforme a Portaria 179/2010 — ATEX europeu não substitui, embora seja tecnicamente equivalente.

A FBCN em serviço de solvente orgânico recebe normalmente carcaça em ferro fundido ou 316L, impelidor fechado, motorização Ex d IIB T3 para a maioria dos solventes (Ex d IIC T3 para hidrogênio e acetileno), acoplamento antifaísca, aterramento equipotencial e instrumentação Ex ia (intrinsecamente segura).

O selo mecânico precisa de selo duplo plano 53A ou 53B com fluido de barreira inerte (glicol ou óleo lubrificante não reativo), faces em carbeto de silício e elastômero FKM ou PTFE dependendo da compatibilidade química específica do solvente. A FB Bombas fornece o conjunto completo com motorização WEG ou Siemens com certificação Ex/INMETRO emitida pelo fabricante do motor, atendendo aos requisitos de instalação em áreas classificadas.

4. Polímeros, resinas e loops de óleo térmico

A fabricação de polímeros e resinas brasileira é dominada pela Braskem (polietileno, polipropileno, PVC, cloro-soda) e Unigel (estireno, caprolactama), com uma constelação de produtores menores em resinas epóxi, poliuretanos, poliésteres e especialidades. O processo de fabricação desses produtos envolve reações químicas em altas temperaturas (200 a 350 °C), muitas vezes com viscosidade crescente à medida que o polímero se forma.

A arquitetura típica de uma planta de polímeros inclui: reatores com agitação mecânica aquecidos por óleo térmico, linhas de alimentação de monômeros (frequentemente voláteis), linhas de resfriamento da camisa e linhas de transferência do produto final para armazenamento ou pellet.

Este é um ambiente onde as três linhas FB Bombas se combinam: FBCN para monômeros e circuitos de resfriamento (316L ou duplex conforme a química), FBE para produtos parcialmente polimerizados com viscosidade crescente (o deslocamento positivo mantém vazão estável mesmo com viscosidade variando 10x ao longo do ciclo), e FBOT para o loop de aquecimento a óleo térmico do reator (temperaturas de 280 a 320 °C).

A integração das três tecnologias é um diferencial competitivo: a mesma bomba-house atende a linha completa, com a mesma engenharia de suporte e o mesmo ciclo de manutenção padronizado.

5. Indústria farmacêutica: GMP, ANVISA e acabamento sanitário

A indústria farmacêutica brasileira é regulada pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) sob a Resolução RDC 658/2022, que adota as Boas Práticas de Fabricação (GMP) conforme o padrão internacional PIC/S.

Do ponto de vista de bombas, as duas consequências práticas são: primeiro, todas as bombas em contato direto com produto farmacêutico em processo precisam ser de construção sanitária, com acabamento eletropolido Ra <0,8 μm (ideal <0,4 μm), sem roscas ou fendas que possam acumular produto, e com conexões sanitárias tri-clamp ou similares; segundo, a validação de limpeza (CIP — Clean-in-Place) precisa atender os protocolos de verificação por zaragatoa ou análise de enxágue, o que obriga o projeto da bomba a ser compatível com ciclos de CIP automatizados.

A FB Bombas atende a demanda farmacêutica brasileira com variantes sanitárias da linha FBCN em 316L eletropolido, validadas para operação em salas limpas classe C/D e compatíveis com CIP com soda cáustica, peróxido de hidrogênio ou ácido peracético. A documentação de qualificação FAT/SAT, os certificados de material (MTR), os testes de rugosidade superficial e o dossiê de rastreabilidade completa são fornecidos com cada bomba.

Os clientes brasileiros do setor — EMS, Eurofarma, Aché, Hypera Pharma, Libbs, Cristália, Biolab, Sanofi Brasil, Roche Brasil, entre outros — têm suas próprias exigências específicas que são atendidas caso a caso pelo departamento de engenharia de aplicação.

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Perguntas Frequentes

As dúvidas que chegam à nossa engenharia em pedidos de orçamento reais — respondidas aqui antes de você ligar.

  • Qual bomba centrífuga usar para processo químico?
    Para fluidos químicos de baixa viscosidade (abaixo de ~50 cSt), a bomba centrífuga é o padrão do setor — e a seleção correta é definida pelo material em contato com o fluido, não pela hidráulica. A FBCN em 316L cobre a maior parte dos ácidos orgânicos, bases e solventes; duplex 2205 entra em ambientes com cloretos ou ácidos inorgânicos concentrados; e a variante sanitária eletropolida atende a farmacêutica sob GMP/ANVISA. Acima de ~500 cSt, o processo migra para deslocamento positivo (FBE/FBEI). A matriz de materiais no início deste guia resume as combinações mais comuns por família química.
  • Como a concentração de ácido sulfúrico muda a seleção de material?
    Ácido sulfúrico 98% em temperatura ambiente passa em aço carbono (passivação por sulfato). Entre 30% e 80% é o pior caso, exigindo ligas especiais (904L ou superior). Abaixo de 30% e acima de 90%, 316L aguenta em temperatura ambiente. A temperatura muda tudo: acima de 50 °C, o 316L falha em praticamente qualquer concentração intermediária, e a recomendação migra para ligas superiores.
  • Existe algum material metálico para ácido clorídrico?
    Para HCl diluído em temperatura ambiente, apenas ligas de níquel especiais como a C-22 resistem. Para HCl concentrado ou a temperaturas elevadas, nenhum aço inoxidável comum serve e mesmo essas ligas têm vida útil limitada — a recomendação prática é bomba com revestimento em borracha vulcanizada, PTFE ou bomba plástica especializada (Iwaki, Munsch). A FB Bombas oferece FBCN revestida em borracha para aplicações moderadas, mas orienta o cliente para fornecedores plásticos em condições extremas.
  • Qual a rugosidade superficial necessária para uma bomba farmacêutica?
    Padrão GMP é Ra <0,8 μm para superfícies em contato com produto, com ideal em 0,4 μm ou menor para aplicações críticas (APIs injetáveis, estéreis). O acabamento é obtido por eletropolimento após o polimento mecânico final, e cada bomba fornecida vem com certificado de rugosidade. A FB Bombas atende esse padrão em toda a linha sanitária da FBCN em 316L eletropolido.
  • Como a bomba precisa ser projetada para ciclos de CIP?
    Sem pontos cegos (dead legs), sem roscas expostas, drenagem completa por gravidade, conexões tri-clamp sanitárias, material resistente aos reagentes de CIP (soda cáustica 2-3% a 70 °C, ácido nítrico 0,5-1% a 70 °C, peróxido de hidrogênio ou ácido peracético), e capacidade de operar em modo de drenagem durante o ciclo de limpeza. A FB Bombas fornece a linha sanitária FBCN já compatível com esses requisitos.
  • ATEX e INMETRO são a mesma certificação?
    Tecnicamente são equivalentes em requisitos, mas legalmente não: no Brasil, o selo obrigatório é INMETRO conforme a Portaria 179/2010. Produtos com selo ATEX europeu precisam passar pelo processo de certificação INMETRO para serem aceitos em instalações nacionais. A FB Bombas fornece bombas com motorização WEG ou Siemens que carrega a certificação INMETRO do fabricante do motor, eliminando a necessidade do cliente gerenciar certificações múltiplas.
  • Quando migrar de 316L para duplex em ambiente com cloretos?
    Regra prática: cloretos acima de 1.000 ppm em temperatura ambiente ou acima de 200 ppm em temperaturas elevadas (>40 °C) já justificam duplex 2205 (PREN 35 vs 25 do 316L). Para cloretos acima de 5.000 ppm ou em água do mar (19.000 ppm), migre para super duplex 2507 (PREN 42) ou superaustenítico 254 SMO. O custo adicional do duplex versus 316L é de 40-60%, mas paga-se em vida útil dobrada ou triplicada no ambiente corrosivo.
  • Para polímeros, quando usar FBE e quando usar FBCN?
    Divisor de águas é viscosidade: abaixo de 50 cSt na temperatura de operação, FBCN atende perfeitamente; acima de 500 cSt, FBE de engrenagem externa ou FBEI de engrenagem interna oferecem muito melhor eficiência e vazão estável; entre 50 e 500 cSt, avalia-se caso a caso considerando pressão, rotação e ciclo de trabalho. Para polímeros que têm viscosidade variável ao longo do ciclo (muito comum em reatores de polimerização), a FBE é normalmente a escolha mais confiável.
  • A FB Bombas tem histórico em Braskem, Unigel, EMS, Eurofarma?
    Sim. A empresa fornece bombas para o setor químico brasileiro desde os anos 1960 e para o setor farmacêutico desde os anos 1990, com cadastro ativo nas principais operadoras. O portfólio cobre desde commodities químicas em grandes volumes até aplicações sanitárias específicas para APIs. Referências específicas são compartilhadas sob NDA em processo comercial.

Vocabulário técnico citado neste guia — clique para ver a definição completa.

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A engenharia FB Bombas em Cabreúva-SP dimensiona sua bomba a partir dos dados reais da sua operação — fluido, vazão, NPSH disponível, temperatura, materiais compatíveis e selagem. Curvas medidas em bancada própria, prazo de 12 a 20 semanas, oitenta anos de fabricação nacional.

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