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Bombas para Usinas Sucroalcooleiras: Guia Técnico de Seleção por Ponto de Bombeamento

Caldo, lodo, xarope, méis, massa cozida, mosto, vinho, vinhaça e etanol: os dados a medir em cada ponto, os materiais documentados das séries FBCN, FBE, FBEI e FBOT e os limites de NPSH, vedação e área classificada que decidem a seleção.

Resposta técnica FB Bombas

Uma usina que processa cana-de-açúcar em açúcar e etanol reúne serviços de bombeamento muito diferentes: caldo e mosto aquosos e ácidos, lodo do decantador com sólidos, xarope e méis cada vez mais viscosos, massa cozida com cristais, vinhaça quente e corrosiva, etanol volátil e inflamável e água de utilidades. Nenhuma série atende todos. Na FB Bombas, a centrífuga normalizada FBCN cobre os líquidos de baixa viscosidade (caldo, mosto, vinho, vinhaça, etanol e água), a engrenagem externa FBE e a interna FBEI cobrem xarope, méis e melaço, e a FBOT entra só onde existe circuito de óleo térmico. A seleção de cada ponto parte de dados medidos na usina — temperatura, viscosidade na temperatura real, pH, cloretos, sólidos e NPSH disponível — e da classificação de áreas nas bombas de etanol. Este guia mostra o que medir e o que cada série documenta.

1. Os treze pontos de bombeamento de uma usina sucroalcooleira

Uma usina sucroalcooleira é, do ponto de vista do bombeamento, não uma planta — é uma coleção de processos acoplados, cada um com seu próprio fluido característico.

Não há uma "bomba da usina": este guia organiza os serviços em treze pontos — caldo misto (o caldo de cana que sai da extração), caldo clarificado, lodo do decantador, xarope, massa cozida, méis A/B, mel final, mosto em fermentação, vinho delevedurado, vinhaça, etanol hidratado, etanol anidro e, onde houver, circuito de óleo térmico. Água de embebição, de resfriamento, condensado e alimentação de caldeira seguem os critérios dos guias de água quente e de usinas de energia.

Cada ponto tem temperatura diferente, viscosidade diferente, pH diferente, presença de sólidos diferente — e requer uma decisão de seleção diferente.

A tabela resume, para cada ponto, a natureza do fluido, os dados que precisam ser medidos na usina e a série FB indicada. Ela não traz faixas numéricas: temperatura, viscosidade e pH variam com a matéria-prima, o processo e a época da safra, e a seleção usa os valores medidos na sua planta.

PontoNatureza do fluidoDados a medirSérie FB
Caldo misto (saída da extração)Aquoso, ácido, com bagacilho e terraTemperatura, pH, sólidos em suspensãoFBCN; vedação para partículas (S2/S3); sólidos sob consulta
Caldo clarificadoAquoso e quenteTemperatura, pH, NPSH disponívelFBCN
Lodo do decantadorSólidos floculados e terraTeor e tamanho dos sólidos, temperaturaSob consulta: FBCN só se aprovada pela FB; senão, bomba para sólidos
XaropeSolução concentrada de açúcaresBrix, temperatura, viscosidadeFBCN ou FBE, conforme a viscosidade
Massa cozidaCristais em mel viscosoBrix, teor de cristais, temperaturaFBE ou FBEI sob consulta (sólidos em suspensão)
Méis A/B (mel rico)ViscosoViscosidade na temperatura de bombeamentoFBE
Mel final / melaçoMuito viscosoViscosidade na temperatura real e na partidaFBEI ou FBE
Mosto em fermentaçãoAquoso, ácido, com levedurapH, temperatura, sólidosFBCN
Vinho deleveduradoAquoso, ácido, com etanolpH, teor alcoólico, temperaturaFBCN; área classificada conforme o estudo
VinhaçaÁcida, quente, com sólidos dissolvidos e em suspensãoTemperatura, pH, cloretos, sólidos, NPSHFBCN; material pela análise
Etanol hidratadoInflamável, baixa viscosidadeTemperatura, pressão de vapor, zonaFBCN com selo e motor para a área classificada
Etanol anidroInflamável, baixa viscosidadeTemperatura, pressão de vapor, zonaFBCN com selo e motor para a área classificada
Óleo térmico (onde houver)Fluido orgânico de transferência de calorFluido, temperatura, pressão do circuitoFBOT
Treze pontos de bombeamento: natureza do fluido, dados a medir e série indicada

2. As cinco aplicações mais críticas da usina

Nem todas as bombas pesam igual quando falham. Algumas param a destilaria ou a fábrica de açúcar; outras têm reserva instalada ou tanque pulmão. Classifique cada ponto pela consequência da parada na sua usina — perda de produção, risco ambiental, risco de incêndio — e concentre nesses pontos a especificação detalhada e o estoque de peças.

Cinco serviços costumam combinar dois ou mais fatores agressivos ao mesmo tempo: temperatura elevada, abrasão por sólidos, corrosão, NPSH disponível pequeno ou viscosidade alta.

  • 1. Vinhaça na saída da destilação — sai quente da base da coluna, perto do ponto de ebulição na pressão da coluna, e o NPSH disponível depende quase só da altura de líquido acima da bomba e das perdas da sucção. É ácida, com sólidos dissolvidos e em suspensão; o material sai da análise (cloretos, pH, temperatura) e do histórico de corrosão da usina.
  • 2. Mel final — viscosidade muito alta, que cai com a temperatura; o serviço é de deslocamento positivo (FBEI ou FBE). Linha isolada e aquecida e aquecimento no corpo da bomba (câmara na FBE, camisa na FBEI) evitam que o fluido esfrie nas folgas.
  • 3. Massa cozida — cristais em suspensão em mel viscoso. Como há sólidos, rotação, folgas e buchas são definidos pela FB na seleção (manual FBE, item 2.3), com dados de Brix, teor de cristais e temperatura.
  • 4. Etanol perto do ponto de ebulição (base de coluna, refluxo, condensado) — pouca margem de NPSH e fluido inflamável. Exige NPSH verificado no ponto real, vedação definida com o fabricante do selo e equipamento elétrico certificado para a zona.
  • 5. Lodo do decantador — sólidos floculados e terra, abrasivos e com tendência a depositar. O manual FBCN pede consulta à FB para sólidos em suspensão e prevê o arranjo S3 (lavagem com líquido limpo externo) para partículas abrasivas.

Atenção

Uniformizar o material de todas as bombas da usina é um erro nos dois sentidos: o material escolhido pelo ponto mais corrosivo encarece os pontos simples, e o escolhido pelo ponto mais simples falha no mais corrosivo. A regra é um material por ponto, definido pela análise do fluido e pelo histórico de corrosão da usina.

3. Bomba para melaço e mel final: a curva de viscosidade que define a tecnologia

Méis e melaço são soluções concentradas de açúcares com impurezas. A viscosidade cresce com o Brix e cai muito com a temperatura, e a mesma usina pode ter valores bem diferentes ao longo da safra. Por isso a especificação precisa da viscosidade medida em laboratório nas temperaturas reais da linha — inclusive na partida e depois de paradas —, não de uma tabela genérica de outro processo.

A viscosidade é um critério de seleção, junto com vazão, pressão, sólidos e temperatura. A ANSI/HI 9.6.7 trata de correções de desempenho de centrífugas com líquidos newtonianos; os limites do método não são uma regra automática para trocar de tecnologia. Na FBE, a matriz do catálogo 2026 relaciona viscosidade, rotação e modelos: entre 50.000 e 100.000 SSU, por exemplo, lista 300–150 rpm apenas para 3″, 4″, 5″ e 6″.

A FBEI publica 140.000 cP como máximo independente da série; cristais exigem avaliação específica e não tornam uma bomba de engrenagem automaticamente adequada.

Na instalação: sucção curta e de diâmetro generoso, com o NPSH disponível calculado com a viscosidade real — a perda de carga na sucção cresce muito com a viscosidade —; linhas isoladas e aquecidas; e aquecimento no corpo da bomba quando o fluido pode esfriar nas folgas: câmara de aquecimento na FBE (execução CA) ou camisa na FBEI, cujos limites no manual MAN001-10 são vapor até 185 °C e fluido térmico até 232 °C, ambos até 10 bar.

FluidoDado mínimo para a seleçãoTecnologia FBAquecimento
XaropeBrix, temperatura e viscosidadeFBCN no campo da centrífuga; senão FBELinha isolada
Méis A/BViscosidade em duas ou três temperaturas da faixa de operaçãoFBE, rotação pela viscosidade (catálogo p.5)Câmara CA quando o fluido esfria
Mel final / melaçoViscosidade na temperatura de bombeamento e na partidaFBEI ou FBECamisa (FBEI) ou câmara (FBE); linha aquecida
Massa cozidaBrix, teor e tamanho de cristais, temperaturaFBE ou FBEI sob consulta (sólidos)Linha aquecida; lavagem após paradas conforme o procedimento da usina
Dados para especificar bombas de xarope, méis e massa cozida

4. Vinhaça: química, temperatura e sucção

A vinhaça é o resíduo da destilação do vinho. Sai quente da base da coluna, perto do ponto de ebulição na pressão da coluna, e segue para resfriamento, tanques e distribuição no campo.

No Estado de São Paulo, armazenamento, transporte e aplicação no solo seguem a Norma Técnica CETESB P4.231, que exige tanques de armazenamento e canais mestres ou primários impermeabilizados (itens 5.2 e 5.5) e um Plano de Aplicação de Vinhaça elaborado ou atualizado a cada ano (item 5.7); a vazão bombeada decorre desse plano.

É ácida e carrega sólidos dissolvidos e em suspensão; os teores de cloretos e de potássio variam com a matéria-prima (caldo, melaço ou mistura) e com o processo. Temperatura, pH, cloretos e sólidos precisam vir da análise da vinhaça da própria usina.

O manual FBCN documenta carcaça em ferro fundido, aço carbono WCB e inox CF8M. Compare a composição e a temperatura da vinhaça com dados de corrosão e inspeções da usina. Um índice como PREN ajuda a comparar ligas, mas não comprova desempenho nessa corrente. Se as opções documentadas não forem adequadas, confirme a viabilidade de outra construção antes de incluí-la na especificação; duplex e revestimentos não devem ser prometidos como opções de catálogo.

NPSH: com o líquido saturado na base da coluna, o NPSH disponível se reduz à altura de líquido acima da bomba menos as perdas da sucção. Confira a margem sobre o NPSH requerido da curva do modelo na vazão máxima e mantenha a sucção curta e sem restrições.

Modos de falha a acompanhar: corrosão localizada em material inadequado, erosão-corrosão onde a velocidade é alta, dano ao selo por choque térmico na partida e sobrecarga de eixo e mancais em operação prolongada longe do BEP. Registrar essas ocorrências por bomba é o que permite corrigir a especificação na safra seguinte.

5. Etanol hidratado versus etanol anidro: o que muda na bomba

Etanol hidratado e anidro têm especificações de qualidade próprias, fixadas pela Resolução ANP nº 907/2022, e diferem sobretudo no teor de água. Para a bomba, porém, o que mais muda é a posição do serviço: bombas de base de coluna, refluxo e condensado trabalham com líquido perto do ponto de ebulição; bombas de tancagem e expedição trabalham com produto resfriado. A hidráulica pode ser a mesma, mas não a margem de NPSH.

O etanol puro ferve a cerca de 78 °C à pressão atmosférica (351,5 K, média do NIST Chemistry WebBook). Como comparação, a 35 °C a pressão de vapor do etanol puro é de cerca de 13,8 kPa, perto de 14% da atmosfera padrão (101,325 kPa), pela equação de Antoine que o NIST publica (dados de Ambrose e Sprake, 1970).

Com líquido saturado no vaso de sucção, a pressão de vapor iguala a pressão do vaso, e o NPSH disponível se reduz à coluna de líquido acima da bomba menos as perdas da sucção. O NPSH requerido é da curva do modelo, não do produto: o que se verifica é a margem entre disponível e requerido no ponto real e na vazão máxima.

Para etanol, o fabricante do selo deve definir faces, elastômeros, arranjo e sistema auxiliar pelas condições reais e pelo critério de emissões. Quando o projeto adotar planos API 682, identifique o plano e seu escopo na consulta. A FBCN admite selo mecânico conforme a aplicação. O manual FBE descreve acoplamento magnético como opção a confirmar; isso não aprova a FBE para qualquer viscosidade de etanol nem garante ausência de vazamento em toda condição.

Área classificada: a extensão das zonas vem do estudo de classificação de áreas do projeto (ABNT NBR IEC 60079-10-1), não de um raio fixo. Motor, painel e instrumentos instalados na zona precisam da certificação Ex compulsória do Inmetro (Portaria Inmetro nº 115/2022). Quando especificado, a FB cota o conjunto com motor Ex que o fabricante do motor fornece com essa certificação e protetor de acoplamento em material anti-centelhante, opção prevista nos manuais das séries.

6. A realidade da safra e o planejamento de manutenção

Em uma campanha de 240 dias com operação 24 horas por dia, o total teórico é de 5.760 horas. As horas efetivas dependem do calendário de moagem e das paradas de cada usina. A janela de manutenção deve ser planejada a partir desse regime real de operação.

O objetivo prático é atravessar a safra sem intervenção não planejada nos pontos críticos. Isso depende de três decisões que a usina controla: ponto de operação perto do BEP nas centrífugas (e vazão, pressão e rotação dentro da tabela nas bombas de engrenagem), material e vedação corretos para cada fluido, e manutenção preventiva na entressafra.

Não existe um MTBF de referência válido para todas as usinas, e a FB não publica esse número. O indicador confiável é o histórico da própria usina: registre horas e falhas por bomba, defina quais falhas entram na conta e o período observado, e use o resultado para decidir reformas, trocas de material e estoque de peças.

Na entressafra, o escopo da reforma sai do estado encontrado e do manual da série: desmontagem, medição de folgas (rotor e anéis de desgaste nas centrífugas; engrenagens e buchas nas de engrenagem), troca de vedação, rolamentos e juntas quando indicado, alinhamento e, quando contratado, ensaio de desempenho em bancada.

Nota de engenharia

Peças de reposição: o catálogo FBE 2026 (p.4) lista eixos motriz e acionado, engrenagens, jogos de buchas, tampas, aperta-gaxeta, retentor, selo mecânico e válvula de alívio como componentes de reposição; o manual FBCN (MTEC-03/00, Tabela 5) traz a lista de peças com numeração conforme DIN EN 24250. Disponibilidade e prazo são confirmados na cotação — envie a lista de peças da entressafra antes do fim da moagem.

7. Matriz de materiais por ponto de bombeamento

A seleção de materiais não segue uma regra única: cada ponto combina composição química, temperatura e abrasão diferentes, e a resposta é uma combinação de carcaça, rotor ou engrenagens, vedação e elastômeros.

A tabela apresenta os materiais documentados e os dados necessários para avaliar cada corrente. Uma construção diferente só pode entrar no pedido após confirmação de viabilidade, materiais, limites e disponibilidade pela FB.

AplicaçãoSérie e materiais documentadosO que confirmar na seleção
Caldo, mosto e vinhoFBCN — carcaça em ferro fundido, aço carbono A216 WCB ou inox A743 CF8M (MTEC-03/00)pH, sólidos, temperatura; arranjo de vedação (S2/S3 para partículas)
VinhaçaFBCN — FoFo, WCB ou CF8M; compatibilidade a confirmarCloretos, pH, temperatura, sólidos e histórico de corrosão
Xarope, méis e melaçoFBE — carcaça e tampas em FoFo A48 CL30, nodular A536, WCB ou CF8M; eixos e engrenagens em SAE 1045 ou AISI 316L; buchas de bronze, ferro fundido, PTFE, grafite ou metal patente (catálogo 2026, p.3) · FBEI — corpo e suporte em FoFo, nodular, WCB ou CF8M (catálogo 2026, p.4)Viscosidade, cristais e temperatura; bucha compatível com o fluido
EtanolFBCN com selo mecânico definido para etanol; FBE com acoplamento magnético (MTEC-01/01, item 2.7)Zona da área classificada; faces e elastômeros do selo
Óleo térmico (onde houver)FBOT — gaxetas de grafite + selo mecânico; flanges ANSI B16.42 150 lb ou DIN EN 1092-2 PN16 (MTEC-16/00)Fluido, temperatura e pressão pela Figura 1 do manual
Materiais documentados por série e o que confirmar em cada aplicação

8. Por que quatro séries FB Bombas atendem uma única usina

Numa usina, a variedade de fluidos faz com que nenhuma tecnologia atenda todos os pontos: padronizar tudo em uma só série leva bombas para fora do seu campo de aplicação.

A escolha entre as séries segue critérios verificáveis: viscosidade na temperatura de bombeamento, presença de sólidos, temperatura e pressão do serviço, e o limite documentado de cada série.

A FBCN (centrífuga normalizada back pull-out; o manual MTEC-03/00 declara construção mecânica conforme ASME B73.1) cobre os líquidos de baixa viscosidade — caldo, mosto, vinho, vinhaça, etanol e água —, com dados gerais de até 2.200 m³/h, 135 m e 260 °C, não simultâneos. A FBE (engrenagem externa, 12 diâmetros de 1/8″ a 6″ no MTEC-01/01) cobre xarope e méis, com rotação escolhida pela viscosidade.

A FBEI (engrenagem interna com redutor) é publicada com máximos independentes de 136 m³/h, 14 bar diferenciais, 140.000 cP e 340 °C. A FBOT só entra onde a usina tem circuito de óleo térmico, com limite de série de 350 °C.

Ponto-chave

Padronizar fornecedores pode simplificar o estoque de peças e o treinamento da manutenção, mas não substitui a seleção por ponto: para cada bomba, confirme curva, material, vedação e NPSH do serviço real antes do pedido.

Pronto para orçar a bomba centrífuga?

Envie o fluido, a vazão e a altura manométrica para avaliar a linha FBCN. Para substituição, inclua a placa e o desenho da bomba instalada. A engenharia confirma o modelo e as interfaces na proposta.

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Perguntas frequentes

Respostas técnicas sobre seleção, instalação e operação nesta aplicação.

Posso usar a mesma bomba para caldo misto e vinhaça quente?

Em geral, não. Caldo e vinhaça diferem em pH, cloretos, sólidos e temperatura, e na vinhaça quente o NPSH disponível é pequeno. Mesmo quando o tamanho hidráulico coincide, material, vedação e verificação de NPSH são específicos de cada ponto. A FBCN documenta carcaça em ferro fundido, WCB ou CF8M; a escolha para cada serviço sai da análise do fluido e do histórico de corrosão da usina.

Por que minha bomba de mel final perde eficiência no meio da safra?

Três causas são as primeiras a verificar. Queda de temperatura na sucção: a viscosidade sobe, a perda de carga cresce e as cavidades entre os dentes deixam de encher por completo. Desgaste de engrenagens e buchas por cristais ou terra: aumenta o escorregamento interno, e a vazão cai na mesma rotação. Mudança de Brix do mel. Meça temperatura e pressão na sucção, pressão diferencial e vazão na rotação real e compare com a seleção original; a FB avalia o conjunto com esses dados.

Centrífuga serve para bombear melaço?

Pode ser avaliada, mas a decisão exige a viscosidade na temperatura real, a curva corrigida, o ponto de operação e os sólidos. A ANSI/HI 9.6.7 é um método de correção para líquidos newtonianos, não uma fronteira universal entre centrífuga e engrenagem. Compare FBCN, FBE e FBEI dentro dos limites de cada modelo e confirme a aplicação se houver cristais.

Qual rotação devo usar em uma FBE para massa cozida?

Não há rotação de catálogo específica para massa cozida. A tabela FBE 2026 depende também do tamanho: 500–300 rpm entre 10.000 e 50.000 SSU aparece para 1.1/2″ a 6″; 300–150 rpm entre 50.000 e 100.000 SSU, apenas para 3″ a 6″. Essas linhas não aprovam cristais: informe teor e tamanho, Brix, temperatura e viscosidade para a avaliação prevista no item 2.3 do manual.

Selo simples serve para etanol anidro?

A escolha depende das condições do fluido, das emissões admissíveis, da classificação de áreas e da avaliação do fabricante do selo. Confirme selo simples ou duplo, faces, elastômeros e sistema auxiliar, incluindo pressão de barreira quando aplicável. Se o projeto adotar API 682, informe o plano exigido. A opção de acoplamento magnético descrita para FBE precisa de confirmação da construção e da aplicação; não representa garantia universal de estanqueidade.

Inox 304 resolve o problema da vinhaça?

O nome do inox não basta. Informe cloretos, composição, pH, temperatura e sólidos da vinhaça e consulte dados de corrosão para a condição real. O manual FBCN lista FoFo, WCB e CF8M; o desempenho do CF8M também depende do meio. Se essas opções não atenderem, confirme a viabilidade de outra construção antes da compra, sem presumir oferta de duplex ou revestimentos.

Por que a vibração aumenta no fim da safra?

Uma causa comum em centrífugas é o desgaste de rotor e anéis de desgaste: a folga maior aumenta a recirculação interna e muda o comportamento hidráulico. Outras causas a descartar são sucção parcialmente obstruída, cavitação por queda do NPSH disponível, desalinhamento, rolamentos no fim da vida e operação longe do BEP. Compare a tendência das medições de vibração com a linha de base da bomba nova e confira pressões e vazão; o resultado orienta o escopo da reforma de entressafra.

Bomba de caldo precisa ser sanitária?

A FB não fabrica bomba sanitária. A especificação da usina, com as exigências sanitárias aplicáveis ao produto, define se o caldo pede esse tipo de bomba; se pedir, a indicação não é uma série da FB. Nos demais casos, material, vedação e limpeza saem da análise da aplicação: envie a especificação antes da seleção e peça a confirmação documentada da construção proposta.

Posso reduzir o NPSH requerido instalando um indutor na bomba?

Os catálogos analisados não documentam um indutor para a FBCN. Antes de alterar a bomba, confira nível do vaso, temperatura, perdas e entrada de ar na sucção e compare NPSH disponível com a curva no regime previsto. Um modelo diferente ou uma alteração do sistema precisa de avaliação da engenharia; disponibilidade de indutor ou outra construção não deve ser presumida.

FBE ou FBEI para mel final?

As duas são de deslocamento positivo, e a escolha sai dos dados do serviço. A FBEI é apresentada no catálogo 2026 como série de engrenagem interna acionada por redutor, em baixa rotação, com máximos independentes de 136 m³/h, 14 bar diferenciais e 140.000 cP; a camisa de aquecimento vai até 185 °C com vapor e 232 °C com fluido térmico, a 10 bar. A FBE tem 12 diâmetros e rotação escolhida pela viscosidade até 100.000 SSU, com câmara de aquecimento na execução CA. Envie viscosidade na temperatura de bombeamento, vazão, pressão e presença de cristais para a indicação.

Seu processo. A especificação certa.

Informe o fluido, a vazão, a pressão e a temperatura de operação. Inclua as condições de sucção e os dados do equipamento instalado, quando houver. Com esse contexto, a equipe FB Bombas avalia sua aplicação.

Falar com a engenharia

Para iniciar a avaliação

  • Fluido e condições de operação
  • Vazão e pressão requeridas
  • Instalação e equipamento atual