Para circular óleo térmico, selecione a bomba pelas propriedades do fluido, temperaturas de partida e operação, vazão, pressão e condições de sucção. A FBOT é a linha específica da FB Bombas para óleos térmicos orgânicos; seu catálogo publica até 350 °C, construção back pull-out e vedação com gaxetas de grafite e selo mecânico, sem refrigeração externa no serviço apresentado. Confirme os limites de cada execução.
Em resumo
- Bomba FBOT de óleo térmico opera continuamente até 350 °C em circuitos fechados de aquecimento industrial.
- O catálogo descreve vedação com gaxetas de grafite e selo mecânico, sem refrigeração externa no serviço apresentado.
- Use dados do produto para viscosidade, densidade e pressão de vapor em toda a faixa de temperatura.
- Confirme material e pressão pela curva da execução; não escolha a carcaça só por um corte de temperatura.
- A proposta deve registrar configuração, limites e documentação do conjunto selecionado para o circuito.
1. O que é um sistema de óleo térmico industrial
Um sistema de óleo térmico circula um fluido de transferência de calor entre o aquecedor e os consumidores do processo. A temperatura e a pressão de projeto dependem do produto, da fase de operação e do circuito. Use a ficha do fluido para pressão de vapor, viscosidade, densidade e limites de temperatura; não adote uma pressão fixa de 6–10 bar para todo sistema.
O catálogo FBOT identifica aplicações nas indústrias farmacêutica, química, alimentícia, têxtil e plástica, além de usinas de asfalto. A seleção é para circulação de óleo térmico: citar um setor não autoriza bombear diretamente seus demais produtos. O fluido não deve conter partículas abrasivas nem atacar quimicamente os componentes.
2. Os três desafios técnicos únicos do bombeamento de óleo térmico
Em relação a uma bomba centrífuga de processo convencional para água ou químicos moderados, uma bomba de óleo térmico enfrenta três problemas físicos distintos e cumulativos. Ignorar qualquer um deles gera falha prematura e paradas não programadas — o tipo de problema que uma caldeira de óleo térmico jamais deveria ter, porque ela alimenta o processo produtivo inteiro.
O primeiro ponto é a vedação do eixo. Materiais das faces e vedações secundárias, temperatura local e fluidos auxiliares precisam corresponder ao arranjo especificado. Não há um único limite de 200 °C para todo selo mecânico nem uma exigência universal de água externa: confira o projeto e o manual do conjunto.
O segundo desafio é a dilatação térmica diferencial. Uma bomba operando a 350 °C tem seus componentes dilatados em relação à montagem a frio — o rotor cresce, o eixo cresce, a carcaça cresce. Se o projeto não compensa essa dilatação, as folgas internas saem do padrão ou a própria bomba desalinha em relação ao motor e ao acoplamento. Isso causa vibração, desgaste acelerado de mancais e ruptura do selo.
O terceiro ponto é o suporte e a lubrificação dos mancais. A temperatura do processo não é, automaticamente, a temperatura do rolamento. Verifique o lubrificante indicado, nível, intervalos e limites locais no manual da execução; não substitua o produto por óleo sintético apenas porque a bomba trabalha em serviço quente.
A adaptação de uma bomba existente exige nova verificação de limites térmicos, pressão, materiais, selagem e alinhamento. A série ou aparência da bomba não comprova adequação ao serviço nem determina um prazo de falha.
3. Como a FBOT resolve os três desafios
O catálogo FBOT descreve uma linha para óleos térmicos orgânicos em alta temperatura, sem refrigeração externa no serviço apresentado. O limite geral publicado é 350 °C. A aprovação do ponto combina esse envelope com a curva, material, pressão e propriedades do fluido.
A característica comum descrita no catálogo atual e no MTEC-16/00 é a vedação com gaxetas de grafite e selo mecânico. Os documentos descrevem de forma diferente o fluido do banho do selo; confirme o arranjo no desenho e no manual do equipamento fornecido, inclusive qualquer procedimento de abastecimento.
As folgas e o alinhamento devem seguir o desenho e o procedimento da execução para montagem e aquecimento. Não interprete uma folga aparentemente apertada como confirmação de ajuste correto. O comissionamento precisa verificar a condição prevista após a estabilização térmica.
Lubrificação, abastecimento e manutenção do mancal devem seguir a documentação do conjunto. A característica back pull-out permite retirar o conjunto do mancal sem desconectar a carcaça da tubulação. Confirme espaço de retirada e acesso de manutenção no layout.
4. Seleção conforme o fluido térmico
O universo de fluidos térmicos orgânicos é mais diverso do que muita gente imagina. As marcas mais comuns no mercado industrial brasileiro incluem famílias de hidrocarbonetos minerais e sintéticos com diferentes faixas de temperatura máxima de operação, viscosidades, densidades e compatibilidades químicas. A seleção da bomba FBOT deve levar em conta qual fluido específico será usado, porque cada família tem características que afetam o bombeamento.
- Óleos minerais: obter a ficha do produto exato, com viscosidade, pressão de vapor e limites para a temperatura de projeto.
- Fluidos sintéticos aromáticos: confirmar produto, fase de operação, pressão de vapor e temperatura máxima permitida pelo fornecedor.
- Outros sintéticos orgânicos: verificar propriedades por temperatura; a família química não substitui a ficha técnica.
- Fluidos de outra base, como silicone: consultar compatibilidade e escopo do fornecimento antes de aplicar o envelope FBOT.
5. Cinco armadilhas comuns no dimensionamento
Verifique estes pontos antes de selecionar ou substituir a bomba do circuito:
- Usar apenas a viscosidade nominal: conferir também a temperatura mínima de partida e a potência exigida nesse cenário.
- Omitir a pressão de vapor: usar o dado do produto na maior temperatura avaliada no cálculo de sucção.
- Escolher diâmetro por regra fixa: calcular perdas da sucção com vazão, viscosidade, diâmetro interno e acessórios.
- Ignorar nível e pressão do circuito: verificar o cenário de menor pressão absoluta disponível na entrada.
- Trocar componentes de vedação sem conferir a execução: validar materiais, montagem e auxiliares com o manual e o desenho.
6. Material da carcaça: ferro fundido ou aço carbono?
A escolha da carcaça exige cruzar material, temperatura e pressão com a curva aplicável à execução. Não há suporte nas fontes consultadas para declarar ferro fundido sempre adequado até 260 °C/10 bar ou aço carbono obrigatório acima desses valores. Confirme a especificação completa antes de selecionar ou substituir uma bomba.
A compatibilidade química depende do fluido efetivamente utilizado e de sua condição. Informe contaminação, produtos de degradação e partículas, quando conhecidos. O catálogo FBOT exige fluido sem abrasivos ou materiais que ataquem os componentes; a designação comercial do óleo não dispensa essa verificação.
7. Checklist de especificação: o que enviar à engenharia FB Bombas
Quando você entra em contato com a engenharia FB Bombas para dimensionar uma bomba FBOT, as informações abaixo permitem uma resposta técnica precisa após análise técnica do projeto. Quanto mais dados, melhor o dimensionamento — mas mesmo com informação parcial, nossa equipe pode fazer recomendações preliminares.
- Marca comercial e família do fluido térmico (ex: Therminol 66, Mobiltherm 603, Dowtherm A). Se não souber, informe tipo: mineral ou sintético, aromático ou alquilbenzênico.
- Temperatura máxima de operação do processo e temperatura mínima de partida (regime de partida a frio).
- Vazão desejada (m³/h) e altura manométrica do circuito (pode ser estimada pela soma das perdas dos consumidores).
- Layout da instalação: cota relativa entre bomba e reservatório de expansão, diâmetro da tubulação de sucção e descarga, quantidade de consumidores em paralelo.
- Regime de operação: contínuo 24/7, turnos, ou intermitente com paradas frequentes (importante para seleção de materiais).
- Pressão de trabalho do circuito e pressão máxima admissível no flange de descarga.
8. Conclusão
Para avaliar a FBOT, reúna ficha do fluido, condições de partida e operação, curva do circuito e dados da instalação. Confirme configuração, limites térmicos e de pressão, selagem e documentação na proposta. Em uma substituição, inclua placa, modelo e registros de operação da bomba existente.
Do mapa de seleção à curva do modelo FBOT
Comece pelos mapas de seleção FBOT em 1.750 e 3.500 rpm, a 60 Hz, para localizar a faixa de interesse. Depois, confira a ficha do modelo e a curva aplicável ao ponto de operação. Informe vazão e altura requeridas em conjunto: os máximos da linha não são atingidos simultaneamente por um único modelo ou ponto de operação.
A FBOT trabalha na circulação de óleo térmico orgânico, sem partículas abrasivas nem componentes que ataquem quimicamente a bomba. Em indústrias alimentícias e usinas de asfalto, essa aplicação corresponde ao circuito de óleo que transporta calor. A seleção para transferir o alimento ou o asfalto é outra etapa: identifique o fluido efetivamente presente na sucção antes de comparar as famílias.


