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FB BOMBAS

Caldo, Vinhaça e Etanol: Tabela de Seleção de Bombas por Etapa do Processo

Qual bomba FB usar em cada etapa da usina — do caldo de cana ao melaço, do óleo térmico dos evaporadores ao combate a incêndio. Dados reais dos manuais técnicos.

Seleção
Publicado em 10 de abril de 20267 min de leitura·Equipe de Engenharia FB Bombas

Em resumo

  • Bomba de engrenagem FBE transfere melaço e mel final, fluidos viscosos de 10.000 a 50.000 SSU, operando entre 300 e 850 rpm.

  • Bomba centrífuga FBCN circula caldo de cana, vinhaça e água de embebição com vazão até 2.200 m³/h e construção back-pull-out.

  • Bomba FBOT alimenta evaporadores e cozedores a vácuo com óleo térmico até 350°C, usando selo mecânico imerso em óleo sem água de selagem.

  • Sistema de incêndio FBFS protege bagaço e etanol da usina com bombas elétrica, diesel e jockey redundantes, conforme NFPA 20 e NBR 16704.

  • A FB Bombas dimensiona o conjunto inteiro da usina em uma única engenharia — FBE para melaço viscoso, FBCN até 2.200 m³/h de caldo, FBOT a 350°C e incêndio FBFS redundante — com curvas e materiais casados entre os silos.

Resposta direta

Uma usina sucroalcooleira típica utiliza pelo menos três tecnologias de bombeamento diferentes. A série FBE (engrenagem externa) transfere melaço e mel final — fluidos com viscosidade que pode exceder 50.000 SSU, operando a rotações entre 300 e 850 rpm. A série FBCN (centrífuga normalizada) circula caldo de cana, vinhaça e água de embebição — fluidos de baixa viscosidade em grandes vazões até 2.200 m³/h. A série FBOT (centrífuga para óleo térmico) alimenta os circuitos de aquecimento de evaporadores e cozedores a vácuo, operando com óleo térmico até 350°C. A FB Bombas é uma das poucas fabricantes brasileiras que fornece as três tecnologias a partir de uma única fábrica.

1. Visão geral: por que a usina precisa de múltiplas tecnologias de bomba

O processo sucroalcooleiro abrange fluidos com propriedades radicalmente diferentes. Caldo de cana é leve e aquoso. Melaço é denso e pegajoso. Óleo térmico opera acima de 300°C. Vinhaça é corrosiva e abrasiva. Nenhuma tecnologia de bomba única cobre todos esses requisitos com eficiência.

A FB Bombas atende o setor sucroalcooleiro com múltiplas tecnologias: engrenagem para viscosos, centrífuga para leves e FBOT para térmico. Isso permite que a usina padronize o fornecedor de bombas, com peças de reposição de uma única fábrica e suporte técnico unificado.

2. Melaço e mel final — Série FBE (engrenagem)

Melaço e mel final são os fluidos mais viscosos da usina. A viscosidade pode ultrapassar 50.000 SSU dependendo da temperatura e do teor de sólidos. A bomba de engrenagem externa FBE é a tecnologia correta para essa aplicação.

  • Viscosidade típica: 10.000 a 50.000 SSU (conforme temperatura e Brix)
  • Rotação recomendada: 300 a 850 rpm (Tabela 2 do manual FBE — faixa 2.500 a 50.000 SSU)
  • Transmissão: polia ou redutor (acionamento direto apenas até 2.500 SSU)
  • Modelos típicos: FBE 1.1/2" a 6" (conforme vazão requerida)
  • Material: ferro fundido ASTM A48 CL30 (padrão) ou aço inox para contato alimentício

3. Caldo de cana, vinhaça e água de processo — Série FBCN (centrífuga)

O caldo de cana, a vinhaça e a água de embebição são fluidos de baixa viscosidade que exigem bombas com alta vazão e eficiência energética. A série FBCN atende essas demandas com construção back-pull-out e conformidade ASME B73.1.

  • Caldo de cana: FBCN em aço inox 316 para higiene. Vazão conforme porte da moenda
  • Vinhaça: FBCN em aço inox 316L — fluido altamente corrosivo (pH 3,5 a 5,0) com sólidos em suspensão. Selo tipo S3 (flushing) recomendado
  • Água de embebição e lavagem: FBCN em ferro fundido (padrão). Vazões até 2.200 m³/h nos modelos maiores
  • Manutenção: design back-pull-out permite retirar o conjunto rotativo sem desconectar tubulação — ideal para paradas de entressafra

4. Óleo térmico em evaporadores e cozedores — Série FBOT

Evaporadores de múltiplo efeito e cozedores a vácuo exigem aquecimento preciso e contínuo. O óleo térmico é o fluido de aquecimento mais comum nessas etapas. A série FBOT é a bomba centrífuga específica da FB Bombas para essa aplicação.

  • Temperatura de operação: tipicamente 280°C a 320°C (máximo FBOT: 350°C)
  • Vedação dupla: gaxeta de grafite (primeiro estágio) + selo mecânico submerso em óleo (segundo estágio)
  • Pressão máxima: ~12 bar a 300°C (curva pressão × temperatura do manual FBOT)
  • Construção back-pull-out — mesma vantagem de manutenção da FBCN

5. Combate a incêndio na usina

Usinas sucroalcooleiras operam com bagaço (combustível sólido), etanol (inflamável) e temperaturas elevadas em caldeiras e destilarias. O sistema de combate a incêndio é obrigatório. A FB Bombas fornece sistemas completos conforme NFPA 20 e NBR 16704.

  • Bomba principal (elétrica) + bomba reserva (diesel) + bomba jockey (pressurização)
  • Skid completo pré-montado com painel de controle automático
  • Conformidade NFPA 20 (internacional) e NBR 16704 (ABNT)

6. Por que caldo e vinhaça castigam bombas comuns

O caldo de cana não é água açucarada — ele carrega bagacilho fibroso e areia que vem da lavoura com a cana. Essa fração abrasiva trabalha como lixa contínua sobre rotor e voluta, e é a razão de usinas especificarem folgas e materiais pensados para desgaste, além de revisarem internos no fim de cada safra.

A vinhaça soma agressões: sai da destilação quente (tipicamente 85 a 95 °C) e com pH ácido, na faixa de 3,5 a 5 — combinação que acelera corrosão em ferro fundido comum e degrada elastômeros de vedação não especificados para o serviço.

No outro extremo do processo, o melaço pune o erro oposto: bombeá-lo rápido. Acima da rotação adequada, o fluido viscoso não preenche as câmaras entre dentes a tempo, a bomba cavita por enchimento incompleto e a vazão real despenca. É por isso que a FBE para mel final roda entre 300 e 850 rpm — e por isso a pergunta correta na especificação nunca é só "qual a vazão?", mas "qual fluido, em qual temperatura, com quantos sólidos?".

7. Safra e entressafra: o calendário que dita a manutenção

A usina opera em regime que quase nenhum outro setor industrial conhece: meses de operação contínua 24/7 durante a safra, seguidos de uma parada longa de entressafra. Para o parque de bombas, isso cria dois momentos críticos. Na parada, equipamento drenado e mal preservado sofre corrosão interna e ressecamento de vedações — a preservação correta inclui drenagem completa, proteção das superfícies internas e giro periódico dos eixos.

Na partida de safra, todas as bombas precisam voltar juntas, e qualquer reparo esquecido vira gargalo com a moenda já recebendo cana.

A entressafra é também a única janela real de manutenção pesada — e ela é curta para o tamanho da lista. É aqui que o fornecedor nacional pesa no resultado: peças de reposição com semanas de prazo, e não meses de importação, definem se a revisão de dezenas de bombas cabe ou não na janela. Usinas que mapeiam o parque por criticidade e fecham o pacote de sobressalentes antes da parada entram na safra seguinte sem improviso.

8. Resumo: qual bomba FB em cada etapa da usina

Referência rápida para especificadores e engenheiros de projeto:

Etapa / FluidoSérie FBPor quê
Transferência de melaço e melFBEViscosidade 10.000-50.000 SSU
Circulação de caldo de canaFBCNBaixa viscosidade, alta vazão
VinhaçaFBCN (inox 316L)Corrosivo (pH 3,5-5,0)
Água de embebição / lavagemFBCNÁgua limpa, alta vazão
Óleo térmico (evaporadores)FBOTAté 350°C, selo refrigerado
Combate a incêndioIncêndio NFPANFPA 20 + NBR 16704
Dosagem de aditivos viscososFBEIBaixa pulsação, fluxo suave
Bomba FB recomendada por etapa do processo sucroalcooleiro

Linhas FB aplicadas neste artigo

Série FBESérie FBEISérie FBCNSérie FBOTSistemas de Incêndio

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