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Manutenção

Selo Mecânico para Bombas — Guia Técnico Completo: Tipos, Materiais e Como Especificar

Tudo sobre selo mecânico em bombas industriais: princípio de funcionamento, tipos (simples, duplo, cartucho), materiais de face, diferença entre selo e gaxeta, e como especificar para bombas centrífugas e de engrenagem.

Conjunto de bomba centrífuga FBCN e motor elétrico sobre base, com proteção do acoplamento
Resposta direta

O selo mecânico veda a passagem do eixo pela carcaça da bomba com duas faces em contato: uma estacionária e outra que gira com o eixo. O filme de líquido entre elas lubrifica e resfria; sem ele, há funcionamento a seco, causa frequente de dano. O selo pode ser simples, com um par de faces, ou duplo, com dois pares e fluido externo, e qualquer arranjo pode vir em cartucho. Na FBCN, o manual indica 90 °C e 10 bar com selo mecânico (Tabela 3) e remete a temperatura do selo à recomendação do fabricante (Tabela 1).

Em resumo

  • O selo mecânico veda a passagem do eixo com uma face estacionária e outra que gira, mantidas em contato por molas ou fole, e um filme de líquido entre elas que lubrifica e resfria.
  • O selo simples tem um par de faces e responde por mais de 90% dos selos em uso; o duplo usa fluido externo acima da pressão do produto; o cartucho é qualquer arranjo montado como unidade.
  • Na FBCN, a Tabela 3 do manual indica 90 °C e 10 bar com selo mecânico e até 105 °C com gaxeta; a Tabela 1 remete a temperatura do selo à recomendação do fabricante.
  • O funcionamento a seco, quando o filme entre as faces se rompe, é causa frequente de dano; antes da partida, elimine o ar da região do selo e ligue os fluidos auxiliares.
  • O selo padrão da FBE é o tipo 21, com faces de cerâmica e grafite, Viton e mola AISI 304; a FBOT usa gaxetas de grafite e um selo simples submerso no óleo do mancal.

1. O que é um selo mecânico?

O selo mecânico é um dispositivo de vedação instalado onde o eixo rotativo atravessa a carcaça da bomba. Esse ponto, a caixa de vedação, é um caminho de vazamento, e o guia do Departamento de Energia dos EUA com o Hydraulic Institute (DOE/HI) cita a gaxeta e o selo mecânico como as formas usuais de vedá-lo. A gaxeta precisa de algum vazamento para se manter lubrificada e resfriada; o selo mecânico oferece vedação superior.

Pelo guia DOE/HI, a maioria das bombas vendidas é fornecida com selo mecânico. Vedação superior, porém, não quer dizer vazamento zero: o léxico BURGMANN ABC, da EagleBurgmann, trata o controle de vazamento como parte da operação, e registrar periodicamente a taxa de vazamento informa a condição do selo e do sistema vedado.

Na série FBCN da FB Bombas, o selo mecânico é uma das duas opções de vedação; a outra é a gaxeta. O manual técnico MTEC-03/00 (§2.3) especifica o eixo montado com luva de proteção na região de selagem e pede consulta à FB para fluidos com sólidos em suspensão.

2. Como funciona o selo mecânico

O selo mecânico tem uma face estacionária, presa ao alojamento ou à sobreposta, e uma face dinâmica, que gira com o eixo; O-rings fazem a vedação secundária dessas peças. Molas ou um fole, em geral, mantêm as faces em contato. Pelo guia DOE/HI, as faces precisam de planicidade precisa e de alinhamento com tolerâncias da ordem de mícrons, porque devem permanecer em contato constante enquanto o eixo gira.

Entre as faces se forma um filme de lubrificação, do próprio produto ou de um meio externo, que lubrifica e resfria. Pelo léxico BURGMANN ABC, a espessura desse filme varia com o fluido, a pressão de vedação, a temperatura, a velocidade de deslizamento e o par de materiais das faces.

O filme se rompe, total ou parcialmente, quando o produto vaporiza na fresta de vedação, porque o calor de atrito não é bem dissipado ou porque a pressão de vedação cai até a pressão de vapor ou abaixo dela. Esse é o funcionamento a seco.

Como as bombas giram, com frequência, a 1.800 ou 3.600 rpm, até pequenas variações no contato entre as faces destroem rapidamente a eficácia do selo, segundo o guia DOE/HI. Na partida, o manual da FBEI manda nunca operar a bomba sem fluido, eliminar todo o ar da região do selo e conferir o sentido de rotação com a bomba desacoplada, para evitar operação a seco.

Atenção

A falta ou a formação insuficiente do filme de lubrificação é causa frequente de dano ao selo. Antes da partida, confirme a câmara do selo cheia e sem ar e os fluidos auxiliares instalados e conectados.

3. Tipos de selo mecânico

Os selos mecânicos se classificam pelo arranjo das faces e pela forma de montagem. A API 682, norma de sistemas de vedação de eixo para bombas centrífugas e rotativas, organiza as configurações em categorias, tipos, arranjos e orientações. Os tipos que o catálogo FBEI 2026 lista, simples, duplo e cartucho, e o arranjo em tandem funcionam assim:

  • Selo simples: tem uma única fresta de vedação, isto é, um par de faces, e o filme entre elas vem do próprio produto. Pelo léxico BURGMANN ABC, mais de 90% dos selos mecânicos são usados como simples. Pode ter arranjo interno ou externo e molas em contato com o produto ou afastadas dele; para fluidos muito corrosivos, o guia DOE/HI recomenda molas externas.
  • Selo duplo (de dupla ação): dois pares de faces, costas com costas, face a face ou com colar de acionamento comum, com um fluido externo limpo e compatível com o produto, cerca de 2 a 3 bar ou 10% acima da pressão dele. Serve quando nenhum vazamento do produto pode sair da máquina, por risco de explosão ou proteção ambiental, e a gases, meios de baixa lubricidade ou que polimerizam, colam ou formam depósitos.
  • Selo em tandem: dois selos simples em sequência. O selo do lado do produto é lubrificado pelo próprio produto, e um meio de quench, a pressão menor que a do produto, pode estabilizar o filme.
  • Selo cartucho: qualquer um desses arranjos pode ser fabricado como unidade de cartucho, que pode ser testada quanto a vazamento antes da montagem e evita erros de instalação. Na API 682, o Arranjo 1 tem um selo por cartucho; os Arranjos 2 e 3 têm dois selos por cartucho, com fluido de buffer no 2 e fluido de barreira no 3, líquido ou gás.

4. Materiais das faces e elastômeros

O par de materiais das faces pesa na vida útil do selo. Pelo guia DOE/HI, os dois mecanismos principais de falha são a degradação do material das faces, em geral por partículas que se prendem entre elas, e a perda de tensão das molas ou do fole, por fadiga, incrustação ou corrosão. Por isso a combinação depende do fluido, da temperatura, da pressão e da presença de sólidos em suspensão.

A matriz de combinações do léxico BURGMANN ABC, resumida na tabela, relaciona pares usuais a quatro requisitos: funcionamento de emergência com restrições, resistência à corrosão, resistência ao desgaste e resistência a pressão e temperatura máximas. Os limites de temperatura ficam com o fornecedor do selo: a API 682 põe no comprador ou no fornecedor a garantia de que selo e auxiliares servem ao serviço e traz, no Anexo B, limites típicos para faces e vedações secundárias.

O selo padrão da FBE, tipo 21, usa faces de cerâmica e grafite, elastômero Viton e mola em aço inox AISI 304 (manual MTEC-01/01, §2.5). O elastômero também entra na seleção: o léxico lista o inchamento de O-rings entre as causas químicas de dano e a fragilização deles entre as causas térmicas.

Par de facesRequisitos associados na matriz
Grafite de carbono impregnado de resina × carbeto de silício (sinterizado sem pressão ou por reação)Funcionamento de emergência com restrições; resistência à corrosão
Grafite de carbono impregnado de resina × carbeto de tungstênio com ligante de níquelFuncionamento de emergência com restrições; resistência à corrosão
Grafite de carbono impregnado de resina × óxido de alumínio (cerâmica)Funcionamento de emergência com restrições; resistência à corrosão
Carbeto de silício (sinterizado sem pressão ou por reação) × carbeto de tungstênio com ligante de níquelResistência à corrosão e ao desgaste
Carbeto de silício sinterizado por reação × carbeto de silício sinterizado por reaçãoResistência à corrosão e ao desgaste
Carbeto de tungstênio com ligante de níquel × carbeto de tungstênio com ligante de níquelResistência à corrosão e ao desgaste
Grafite de carbono impregnado de antimônio × carbeto de tungstênio ou carbeto de silício sinterizado por reaçãoResistência a pressão e temperatura máximas
Pares de faces e requisitos de operação na matriz do léxico BURGMANN ABC (EagleBurgmann)

5. Selo mecânico vs. gaxeta — quando usar cada um

Na gaxeta, anéis de vedação são comprimidos contra o eixo pelo aperta-gaxeta. Pelo guia DOE/HI, ela custa bem menos e exige manutenção menos especializada, mas precisa de algum vazamento para se manter lubrificada e resfriada; o aperto excessivo gera calor que destrói a gaxeta e pode danificar o eixo, e o desgaste pede reapertos periódicos. O selo mecânico veda melhor, mas costuma custar mais e ser mais difícil de reparar ou substituir.

Na FBCN, a Tabela 3 do manual MTEC-03/00 dá o limite de pressão por temperatura de cada vedação. Com gaxeta e flanges ANSI B16.1 de 125 lbs: 12 bar de −28 a 65 °C, 11 bar a 93 °C e 10 bar a 105 °C; com flanges de 250 lbs, 16 bar na mesma faixa. Com selo mecânico: 90 °C e 10 bar. A Tabela 1 dá a temperatura com selo como “conforme recomendação do fabricante”.

O manual também detalha a câmara de selagem conforme a aplicação (§10). Nas execuções com gaxeta, S1, S2 e S3 usam líquido de fonte externa e vão até 105 °C; com fonte externa, não é possível usar câmara de resfriamento. A Tabela 1 indica cerca de 1 l/min de líquido na selagem e de 3 a 5 l/min na lavagem. Cada execução atende a um caso:

  • ST, execução padrão: lubrificação pelo próprio fluido, para fluidos limpos e não agressivos.
  • S1: selagem por líquido limpo de fonte externa, para fluidos tóxicos, agressivos ou de mau odor e para sucção de tanque sujeito a vácuo ou a pressões abaixo da atmosférica.
  • S2: lubrificação e selagem por líquido de fonte externa, para fluidos com partículas sólidas ou pequenas fibras em suspensão.
  • S3: lavagem com líquido limpo de fonte externa, para fluidos com partículas abrasivas em suspensão ou com tendência de cristalização.
  • S4: aplicação com óleo térmico, sem conexões na região em contato com o fluido bombeado e com gaxetas de grafite puro ou de grafite com fibra de carbono.
Nota de engenharia

Critério do guia DOE/HI: gaxeta quando o vazamento não é problema relevante, pelo custo menor e pela manutenção menos especializada; selo mecânico quando a aplicação pede vedação superior, como com fluido tóxico, em que o vazamento contamina, ou caro, em que ele é custo direto. Se nenhum vazamento do produto pode sair da máquina, o léxico BURGMANN ABC indica o selo duplo.

6. Selo mecânico em bomba centrífuga (FBCN e FBOT)

A FBCN tem rotor radial de simples sucção e, segundo o manual, segue mecanicamente a ASME B73.1, especificação de bombas centrífugas horizontais de sucção axial para processo químico. A vedação trabalha sobre a luva de proteção do eixo, e a construção back-pull-out permite retirar a parte do mancal da voluta sem desconectar nem desalinhar a tubulação, o que, pelo manual, facilita montagem, desmontagem e manutenção.

A pressão na câmara de selagem não é necessariamente a de descarga e pode ficar abaixo da atmosférica, como na sucção de tanque sob vácuo, caso em que o manual FBCN prevê a execução S1. O guia DOE/HI alerta que, nessa condição, a gaxeta mal instalada pode deixar entrar ar, o que pode reduzir o desempenho em 3% ou mais e impedir que bombas autoescorvantes voltem a escorvar na partida.

Na FBCN, o manual define a execução com selo mecânico “conforme necessidade da aplicação e solicitação” (§10). A API 682 vale para bombas novas e reformadas, inclusive as ASME B73.1, e pode ser consultada na atualização de equipamentos existentes; comprador e fornecedor do selo acordam os requisitos adotados. Os planos de tubulação do selo, como 11, 13, 21, 32, 52 e 53A, estão no Anexo G; confirme na proposta as conexões ofertadas.

A FBOT, centrífuga para óleo térmico, tem vedação com duplo sistema de segurança: gaxetas de grafite no primeiro estágio, na região em contato com o óleo térmico, e um selo mecânico dentro do mancal, submerso no óleo do mancal (manual MTEC-16/00, p.1 e §2.3). A Tabela 1 indica gaxeta de fibra de grafite de 5,5 mm e selo mecânico simples de Ø32 ou Ø42 mm, e a conexão D2 é um tubo indicador de vazamento no selo.

7. Selo mecânico em bomba de engrenagem (FBE/FBEI)

A FBE foi desenvolvida para fluidos viscosos, com a vedação escolhida conforme o fluido e alojada na região frontal da bomba (manual MTEC-01/01, p.1). O manual prevê gaxeta, selo mecânico, retentor ou acoplamento magnético, e o eixo não tem luva na região de vedação; para sólidos em suspensão, consulte a FB (§2.3). O catálogo FBE 2026 lista gaxeta, selo mecânico ou retentor.

Na FBE, a gaxeta é pressionada por um aperta-gaxeta regulado por porca sextavada (§2.4), e o selo mecânico, montado e pressionado pela sobreposta, tem como padrão o tipo 21 (§2.5). O acoplamento magnético é uma vedação montada em tampa ou carcaça de fabricação especial, para aplicações sem vazamento, como fluidos corrosivos, tóxicos ou explosivos (§2.7).

A Tabela 5 do manual remete a temperatura com selo à recomendação do fabricante. Para a série, o catálogo FBE 2026 dá de 10 a 500 °C (p.3); a execução, os materiais e a vedação definem o limite aplicável.

A Tabela 17 do manual FBE prevê conexões de flush (F1) e de quench (Q1) de selagem, de 1/4″ NPT, e dreno da sobreposta (D3), feitas somente conforme aplicação e solicitação do cliente. Pelo léxico BURGMANN ABC, o quench aplica um meio externo sem pressão às faces, no lado atmosférico, e, com vapor, impede que o vazamento de produtos de alto ponto de solidificação se solidifique na região crítica do selo.

O catálogo FBEI 2026 lista gaxetas e selo mecânico simples, duplo ou cartucho, e a p.3 inclui a API 682 entre as opções de vedação do eixo. Antes de ligar a bomba, o manual da FBEI (MAN001-10) pede o selo corretamente ajustado, com todos os acessórios e fluidos auxiliares instalados e conectados.

8. Problemas comuns e manutenção de selos mecânicos

Pelo guia DOE/HI, as causas comuns de problemas no selo são a contaminação das faces, o superaquecimento por lubrificação inadequada e a instalação incorreta. O léxico BURGMANN ABC agrupa as causas de dano em químicas, como corrosão e inchamento de O-rings; mecânicas, como depósitos, desgaste e erosão; térmicas, como funcionamento a seco, choque térmico e trincas por tensão térmica; e erros de material, produção e montagem. A análise começa por um registro exato do dano.

  • Contra o funcionamento a seco: antes da partida, confirme que há líquido na câmara do selo e que todo o ar foi eliminado da região do selo, como pede o manual da FBEI.
  • Mantenha o alinhamento bomba-motor: pelo guia DOE/HI, o selo precisa estar alinhado com precisão para que o movimento da mola seja mínimo a cada volta do eixo, e o manual da FBEI associa máquinas desalinhadas a vibração e desgaste prematuro de componentes.
  • Na centrífuga, evite operar longe do BEP: pelo guia DOE/HI, a deflexão do eixo é mais problemática em vazão baixa e, quando severa, causa vazamento na vedação do eixo, e a cavitação acelera o desgaste de mancais e selos. Na bomba de engrenagem, mantenha a operação nas condições da folha de dados, como pede o manual da FBEI.
  • Registre a taxa de vazamento: pelo léxico BURGMANN ABC, uma alta primeiro gradual e depois acelerada, após milhares de horas quase constante, indica que o selo se aproxima do fim da vida; oscilações bruscas vêm de mudanças frequentes de operação ou indicam mau funcionamento.
  • Na gaxeta, o gotejamento é esperado: o manual da FBEI diz que todo engaxetamento deve gotejar em funcionamento e manda ajustar o aperta-gaxeta em cerca de 1/6 de volta, observar as primeiras 5 a 8 horas, apertar mais 1/6 de volta se o vazamento for excessivo e, depois da acomodação, fazer controle semanal.
  • Compare o tempo até a falha com o MTBF estimado pelo fabricante do selo; se for muito menor, investigue a causa (guia DOE/HI). O manual da FBEI inclui gaxetas ou selo mecânico no jogo de vedação das peças de reposição para 2 anos e manda limpar selos armazenados só com ar seco, sem líquido.

9. Como especificar selo mecânico para sua bomba

Para especificar corretamente um selo mecânico, informe à engenharia da FB Bombas os seguintes dados do processo:

  • Fluido bombeado — nome, composição, viscosidade e densidade na temperatura de operação
  • Temperaturas de operação, mínima e máxima: elas orientam a escolha dos materiais das faces e do elastômero, e a API 682 traz, no Anexo B, limites típicos de temperatura para ambos.
  • Pressões de sucção e de descarga e pressão na câmara de selagem, que pode ficar abaixo da atmosférica em sucção de tanque sob vácuo.
  • Sólidos: tipo, concentração e tamanho das partículas. Pelo guia DOE/HI, partículas presas entre as faces são a causa usual da degradação delas, e linhas de flush com filtros ajudam a retê-las; na FBCN, sólidos em suspensão pedem consulta à FB.
  • Dimensões: na FBCN, a Tabela 1 dá luva de 35 a 90 mm e câmara de vedação de 54 a 122 mm, conforme o mancal; na FBE, a Tabela 5 dá o diâmetro do selo por tamanho.
  • Contenção e segurança: se nenhum vazamento do produto pode sair da máquina, por risco de explosão ou proteção ambiental, o léxico BURGMANN ABC indica selo duplo; a API 682 se volta a serviços perigosos, inflamáveis ou tóxicos, com eixos de 20 a 110 mm.
Nota

A FB Bombas fornece bombas com selo mecânico já especificado para sua aplicação. Não é necessário comprar o selo separadamente — envie os dados do processo e nossa engenharia dimensiona o conjunto completo.

Neste artigo

Perguntas frequentes

Respostas sobre os pontos tratados neste artigo.

O que é um selo mecânico de bomba?

É o dispositivo de vedação instalado onde o eixo rotativo atravessa a carcaça da bomba. Tem uma face estacionária e outra que gira com o eixo, em geral mantidas em contato por molas ou fole, e um filme de líquido entre elas, do próprio produto ou de um meio externo, que lubrifica e resfria. Veda melhor que a gaxeta, segundo o guia DOE/HI, mas não garante vazamento zero: a taxa de vazamento deve ser registrada ao longo da operação.

Quais são os tipos de selo mecânico?

O selo simples, com um par de faces, é o arranjo de mais de 90% dos selos mecânicos, segundo o léxico BURGMANN ABC. O duplo tem dois pares, com fluido externo acima da pressão do produto, para quando nenhum vazamento pode sair da máquina. O tandem tem dois selos simples em sequência, e o cartucho é qualquer desses arranjos montado como unidade. A API 682 classifica os selos em categorias, tipos, arranjos e orientações.

Selo mecânico ou gaxeta: qual usar na bomba?

Pelo guia DOE/HI, a gaxeta, mais barata, é usada quando o vazamento não é caro nem problemático; exige manutenção menos especializada, mas precisa de algum vazamento para se lubrificar e resfriar. O selo mecânico veda melhor, mas custa mais e é mais difícil de reparar. Na FBCN, a Tabela 3 do manual dá, com gaxeta e flanges de 125 lbs, 12 bar até 65 °C e 10 bar a 105 °C; com selo, 90 °C e 10 bar.

Qual material de face de selo mecânico usar para cada fluido?

Na matriz do léxico BURGMANN ABC, grafite impregnado de resina contra carbeto de silício, carbeto de tungstênio ou óxido de alumínio aparece com resistência à corrosão e funcionamento de emergência com restrições; pares iguais de carbeto de silício sinterizado por reação ou de carbeto de tungstênio, com resistência à corrosão e ao desgaste. O selo padrão da FBE é de cerâmica e grafite com Viton. Os limites de temperatura ficam com o fornecedor do selo.

Traga os dados do processo. Vamos avaliar juntos.

Informe o fluido, a vazão, a pressão ou altura manométrica, a temperatura e as condições de instalação. Se já utiliza uma bomba, inclua o modelo.

Documentação técnica