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Fachada da fábrica FB Bombas em Cabreúva-SP
Empresa 100% Brasileira
FB BOMBAS
Petroquímica

Bombas para Biogás e BiometanoChorume, Digestato, Biofertilizante e Subprodutos

Seleção de bombas para a cadeia brasileira de biogás e biometano: extração de chorume em aterro sanitário, recirculação de biodigestor, transferência de digestato, distribuição de biofertilizante líquido e manuseio de subprodutos da rota biodiesel. Materiais para sour service H2S, normas ABNT NBR 13971 e compliance Renovabio/ANP.

Atualizado em 11 min de leitura·Equipe de Engenharia FB Bombas

Resposta técnica FB Bombas

Numa planta de biogás e biometano, a FB Bombas cobre os fluxos de fluido limpo e clarificado — não os lodos abrasivos brutos. Atendemos com excelência: chorume clarificado pós-pré-tratamento e digestato clarificado (FBE de engrenagem, materiais 316L para resistir ao H2S), distribuição de biofertilizante líquido (FBE ou FBCN conforme a viscosidade), glicerina bruta da rota biodiesel (FBE), recuperação de metanol (FBCN sour service) e óleo térmico de aquecimento dos digestores (FBOT). Para chorume de aterro com sólidos abrasivos ou digestato bruto com fibra grossa, o serviço é de bombas progressing cavity ou lobe (Netzsch, Boerger, Vogelsang, SEEPEX) — não é o nosso território, e dizemos isso abertamente. O setor cresceu após o Renovabio (Lei 13.576/2017) e a resolução ANP 8/2015, que liberou a injeção de biometano (95-98% CH4) na rede de gás natural.

1. O mercado brasileiro de biogás e biometano em 2026

O Brasil tem uma posição estrutural privilegiada para biogás: matriz agro robusta gerando resíduos orgânicos em escala (vinhaça da cana, dejetos suínos e bovinos, resíduos da avicultura), urbanização gerando aterros sanitários com biogás aproveitável, e indústrias de proteína animal com lagoas de tratamento captáveis. O programa Renovabio (Lei 13.576/2017) criou o mercado de CBios (Crédito de Descarbonização) que monetiza a redução de carbono via biocombustíveis, incluindo biometano.

A regulamentação ANP 8/2015 estabeleceu as especificações técnicas para injeção de biometano na rede de gás natural — abrindo caminho para que plantas de biogás produzam combustível veicular ou industrial.

2. Os três fluxos de uma planta de biogás — separar o problema

A primeira regra de engenharia em planta de biogás é separar os três fluxos com requisitos físicos completamente distintos — assumir que "tudo é fluido orgânico" leva a especificações erradas e bombas em desgaste prematuro.

  • Fluxo 1 (abrasivo bruto): chorume de aterro bruto, digestato com fibra grossa, lodo primário — requer bomba que tolere sólidos abrasivos e fibras (progressing cavity, lobe ou centrífuga de polpa)
  • Fluxo 2 (clarificado viscoso): chorume pós-pré-tratamento (peneirado/sedimentado), digestato clarificado, biofertilizante pós-decanter — bomba FBE de engrenagem em material resistente a H2S é adequada
  • Fluxo 3 (líquidos limpos do processo): biometano em escrubber (água amina ou pressurizado), água de lavagem, recuperação de metanol da rota biodiesel — bomba FBCN centrífuga padrão em sour service serve

3. FBE em fluxo 2: chorume e digestato clarificados

O chorume clarificado de aterro (após peneira rotativa e tanque de sedimentação) e o digestato clarificado de biodigestor (após decanter ou centrifugação) têm viscosidade moderada (50-500 SSU dependendo do teor de matéria orgânica), são fluidos oleosos a média lubricidade, e contêm H2S dissolvido em concentrações entre 100 ppm e 5.000 ppm dependendo do substrato. Para esse fluido, a bomba FBE de engrenagem externa é uma boa escolha — desde que os materiais sejam selecionados para sour service.

O material padrão recomendado é aço inoxidável 316L (CF8M) com limite de dureza HRC 22 max conforme NACE MR0175 / ISO 15156 para resistir corrosão sob tensão por sulfeto. Para H2S acima de 3.000 ppm ou pH baixo (<5), recomendamos aço duplex 2205, que oferece resistência adicional à corrosão por pites e crevice. A selagem é por selo mecânico tipo 21 com face de carbeto de tungstênio (não usar carbono em fluidos com H2S porque o carbono é atacado).

4. FBCN em utilidades de processo: água de scrubber e recuperação

A purificação de biogás bruto (60-65% CH4, 35-40% CO2, traços de H2S e umidade) para biometano (95-98% CH4) usa tipicamente scrubber com solvente — água pressurizada para remoção de CO2 ou amina (MEA ou DEA) para remoção mais eficiente. As bombas de circulação do scrubber operam com fluido limpo a moderado conteúdo de H2S residual, vazões médias (10-200 m³/h) e pressão moderada (5-15 bar).

A FBCN serve essa aplicação — centrífuga normalizada com internos 316L ou Duplex conforme a concentração de H2S.

5. FBOT em aquecimento de digestor — climas frios e purificação

Biodigestores operam tipicamente entre 35-40°C (mesofílico) ou 50-55°C (termofílico). Em climas frios do Sul do Brasil ou em operações continuamente acima do mesofílico, é necessário sistema de aquecimento — caldeira de óleo térmico ou caldeira de vapor com trocadores. O circuito de óleo térmico opera a 150-250°C e usa bomba FBOT (centrífuga termicamente isolada). Adicionalmente, plantas de purificação de biometano podem usar óleo térmico para regeneração de amina (stripper) — outra aplicação clássica de FBOT.

6. Subprodutos da rota biodiesel-biogás integrada (glicerina, BPF)

Plantas integradas de biodiesel + biogás geram subprodutos com fluxos próprios. A glicerina bruta — coproduto da transesterificação — pode ir para venda como matéria-prima química ou para o próprio biodigestor como substrato. A glicerina tem viscosidade entre 900 e 3.000 SSU a 40°C — fluido ideal para FBE (engrenagem externa).

O BPF, quando produzido na planta a partir de óleos brutos pesados, requer transferência aquecida a 70-100°C com FBE em material padrão (ferro fundido ASTM A48 se sem H2S, 316L se houver presença).

7. Onde NÃO somos a melhor escolha — fluxos abrasivos brutos

Honestidade técnica é fundamental em biogás porque o setor está em fase de aprendizado coletivo no Brasil — muitos projetos sofreram com bombas mal especificadas no fluxo 1 (bruto abrasivo). A FBE de engrenagem da FB Bombas NÃO é a tecnologia adequada para chorume bruto (com palha, plástico, partículas), digestato bruto com fibra grossa, ou lodo primário com sólidos acima de 5% por massa. Para esses fluxos, recomendamos tecnologias progressing cavity ou lobe, fornecidas por especialistas globais.

  • Netzsch (alemã): bombas progressing cavity NEMO e bombas lobe Tornado — referência global em chorume e digestato abrasivo
  • Boerger (alemã): bombas lobe Boerger ELRO e PUMPI — especializadas em fluidos com sólidos e fibras
  • Vogelsang (alemã): bombas lobe rotary VX e IQ — usadas mundialmente em biogás agrícola
  • SEEPEX (alemã): bombas progressing cavity BN, MD, e SCT — também referência em lodos abrasivos

8. Tabela de seleção por aplicação na cadeia biogás-biometano

A tabela cruza os pontos de bombeamento típicos da cadeia com a tecnologia recomendada — FB Bombas onde somos adequados, especialista global onde não somos.

Ponto de bombeamentoCaracterística do fluidoRecomendação
Chorume bruto extração aterroSólidos abrasivos + plástico + areiaNetzsch / Boerger / SEEPEX (não FB)
Digestato bruto biodigestor agroFibra grossa + sólidos 5-10%Netzsch / Vogelsang (não FB)
Chorume clarificado pós pré-tratamento50-500 SSU, H2S 100-3.000 ppmFBE 316L sour service
Digestato clarificado pós-decanter100-300 SSU, H2S residualFBE 316L
Biofertilizante líquido distribuição50-200 SSU pós-clarificaçãoFBE ou FBCN (depende viscosidade)
Água de scrubber em purificaçãoÁgua ou amina + H2S residualFBCN 316L ou Duplex
Glicerina bruta da rota biodiesel900-3.000 SSU a 40°CFBE padrão
Óleo térmico aquecimento digestorTherminol 150-250°CFBOT
Seleção de bomba por ponto na cadeia biogás-biometano

9. Compliance Renovabio, ANP 8/2015 e segurança ABNT NBR 13971

Plantas que pretendem gerar CBios via Renovabio precisam demonstrar redução de carbono via Rota Renovabio — auditoria de ciclo de vida certificada por empresas independentes. Isso impacta a especificação de bombas indiretamente: equipamentos com OPEX energético menor (BEP correto, eficiência hidráulica documentada) entram melhor no balanço de carbono. Plantas que injetam biometano na rede de gás natural precisam atender ANP 8/2015 (composição mínima de CH4, máximo de H2S, máximo de CO2, ponto de orvalho).

A bomba não impacta diretamente essa composição mas as bombas do scrubber de purificação são parte da cadeia que viabiliza atender a especificação. A norma brasileira de segurança aplicável a manuseio de biogás é a ABNT NBR 13971 — equipamentos elétricos em áreas com classificação de risco devem ser ATEX/INMETRO certificados.

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Perguntas Frequentes

As dúvidas que chegam à nossa engenharia em pedidos de orçamento reais — respondidas aqui antes de você ligar.

  • Vocês têm bomba para chorume bruto de aterro com plástico e areia?
    Não. Para chorume bruto com plástico, areia e fibras, a tecnologia adequada é progressing cavity ou lobe — fornecidas por especialistas globais como Netzsch, Boerger, Vogelsang e SEEPEX. A FBE de engrenagem da FB Bombas não tolera fibras grossas ou plástico nos dentes engrenados. Nosso escopo na planta de biogás é a partir do fluxo clarificado (pós-peneira ou pós-decanter) — onde a FBE em material 316L é eficiente e durável.
  • Qual material da bomba para fluido com H2S?
    O padrão para H2S é aço inoxidável 316L (CF8M) com limite de dureza HRC 22 max conforme NACE MR0175 / ISO 15156, resistente à corrosão sob tensão por sulfeto (SSC). Para H2S acima de 3.000 ppm, pH baixo (<5) ou presença concomitante de cloretos, recomendamos aço duplex 2205, adequado inclusive a casos extremos (H2S >10.000 ppm + cloretos). A FB Bombas fabrica internos em todos esses materiais no parque CNC em Cabreúva-SP.
  • A escolha da bomba impacta o Crédito de Descarbonização (CBio) do Renovabio?
    Indiretamente. O CBio é gerado pela rota Renovabio com base na redução de carbono do combustível em comparação ao fóssil equivalente. Bombas eficientes (BEP correto, sem operação contínua em estrangulamento ou velocidade fixa quando há perfil variável) reduzem o consumo elétrico da planta — o que entra no balanço de carbono do ciclo de vida. A eficiência hidráulica documentada e a opção de acionamento via VFD são argumentos relevantes na auditoria Renovabio. A FB Bombas fornece certificado de teste em bancada hidráulica própria com curva Q×H, eficiência e NPSHr.
  • Bombas em área classificada com biogás precisam ser ATEX/INMETRO?
    Os componentes elétricos da motobomba (motor, painel, instrumentação) sim — devem ser certificados para a Zona da instalação conforme ABNT NBR IEC 60079 e ABNT NBR 13971 (segurança específica de biogás). A FB Bombas fornece motobombas com motor à prova de explosão Ex-d ou Ex-de (segurança aumentada) certificado para a Zona conforme exigência do projeto. A parte hidráulica (carcaça, impeller, eixo, selo) não carrega certificação de equipamento Ex — é spec material/mecânica conforme NACE MR0175 e o fluido.
  • Para biodigestor em Rio Grande do Sul, vale a pena instalar aquecimento por óleo térmico?
    Tipicamente sim. Digestores mesofílicos (35-40°C) em climas com inverno rigoroso perdem capacidade de geração significativa quando a temperatura interna cai abaixo de 30°C. O ROI de um sistema de aquecimento (caldeira + circuito de óleo térmico + bomba FBOT) depende do tamanho da planta e do uso do biogás — em plantas que vendem energia ou biometano, o payback típico de aquecimento fica entre 18 e 36 meses, segundo dados publicados por associações brasileiras de biogás (ABiogás, CIBiogás). A bomba FBOT da FB Bombas serve esse circuito com mancais externos refrigerados e selo mecânico API plan compatível com óleo térmico a 150-250°C.
  • A FB Bombas atende planta integrada biodiesel + biogás?
    Sim, na cadeia de bombeamento aplicável. Em uma planta integrada, a FB cobre: bombas FBE para óleo vegetal/sebo aquecido na entrada da transesterificação, FBE para glicerina bruta (saída do decanter), FBCN para metanol recuperado (sour service quando há H2S), e FBOT para aquecimento dos reatores e do circuito de purificação. Para a parte de digestão anaeróbica do bagaço ou da glicerina excedente, a especialização de progressing cavity (Netzsch, Vogelsang) é recomendada no fluxo bruto.
  • Vale CAPEX maior em bomba 316L vs ferro fundido para biofertilizante de baixo H2S?
    Em biofertilizante com H2S abaixo de 100 ppm e pH neutro, o ferro fundido ASTM A48 com selagem adequada pode atender — mas a economia de CAPEX inicial pode virar OPEX de manutenção em 2-5 anos se a operação se afastar das condições projetadas (variação de pH, picos de H2S em batelada). O 316L oferece margem operacional segura para essa variação. A decisão depende da maturidade operacional da planta e da disposição de aceitar o risco de degradação acelerada. Em projetos novos, recomendamos default para 316L; em retrofit de plantas com histórico operacional estável, ferro fundido pode ser aceitável.
  • Lead time FB Bombas vs Netzsch/Vogelsang importadas?
    Para os fluxos clarificados onde FB é a tecnologia recomendada, o lead time FB é tipicamente 8-12 semanas para bomba nova (com material 316L sob medida) e 5-10 dias úteis para peças de reposição em estoque. Netzsch ou Vogelsang importadas de fluxo bruto ficam tipicamente em 12-20 semanas para bomba nova e 6-12 semanas para peças (dependendo do fornecedor brasileiro). Para projetos com prazo apertado, a especificação híbrida (FB nos fluxos clarificados + especialista no fluxo bruto) é uma forma de reduzir o lead time crítico do projeto sem perder a especificação técnica certa em cada ponto.

Vocabulário técnico citado neste guia — clique para ver a definição completa.

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