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Bomba de Água para Caldeira e Água Quente Industrial: Alimentação, Condensado e HVAC

Como selecionar a bomba de água para caldeira (alimentação e retorno de condensado) e a bomba para água quente de torres de resfriamento, HVAC predial, água quente sanitária e aquecimento solar: os três limites que precisam ser conferidos separadamente — o da bomba, o da vedação e o NPSH do sistema — e o que os manuais das séries FBCN e FBME documentam para cada um.

Resposta técnica FB Bombas

Para alimentação de caldeira, retorno de condensado e água quente de processo, a FB indica a FBCN, centrífuga normalizada com máximos de série de 2.200 m³/h e 135 m, que não são simultâneos: cada ponto precisa caber na curva do modelo e nos limites de carcaça, flange e vedação. Acima de 135 m, como pode ocorrer na alimentação de caldeira, avalie a FBME, com até 300 m e 140 °C (MTEC-08/01). O ponto crítico é o NPSH: com água saturada no desaerador ou no tanque de condensado, sobra só a altura de líquido acima da bomba menos as perdas da sucção. A vedação sai da Tabela 1 do MTEC-03/00: gaxeta sem câmara de −50 a 105 °C, câmara de resfriamento acima disso e selo mecânico conforme o fabricante do selo. O teto geral de 260 °C da série não é temperatura de água: a 260 °C, a pressão de vapor é cerca de 46,9 bar absolutos, contra 10 bar na sucção.

1. Bomba de água para caldeira: alimentação, condensado e alta temperatura

A bomba de água para caldeira alimenta o gerador de vapor a partir do desaerador ou do tanque de alimentação e condensado. A vazão parte do balanço de água e vapor da caldeira: a produção de vapor mais as purgas.

O NPSH disponível é o ponto crítico, porque a água chega perto da saturação: com líquido saturado no vaso, a pressão do vaso e a pressão de vapor se anulam em NPSHa = (Pabs − Pv)/(ρ·g) + z − hf, e sobra só a altura de líquido acima da bomba menos as perdas da sucção.

Por isso a bomba é instalada abaixo do vaso, com altura suficiente para cobrir o NPSH requerido, a margem e as perdas, e com sucção curta e sem restrições.

A pressão no recalque é a da sucção somada à que a bomba gera, Δp = ρ·g·H, e precisa superar a pressão da caldeira mais a diferença de nível e as perdas até ela. Com água a 100 °C (958 kg/m³, NIST), 135 m — a altura máxima da série FBCN — equivalem a cerca de 12,7 bar (1.270 kPa), e 300 m — a da FBME —, a cerca de 28 bar (2.820 kPa).

São máximos de série, não simultâneos com a vazão máxima: o ponto real sai da curva do modelo. Nas duas séries, a sucção vai até 10 bar; o recalque da FBCN segue as curvas de pressão × temperatura das Figuras 1 a 4 do MTEC-03/00, e o da FBME vai até 30 bar na vazão nula (MTEC-08/01).

Para comparar, a NR-13 classifica como categoria A a caldeira com pressão de operação igual ou superior a 1.960 kPa (19,98 kgf/cm²; item 13.4.1.1).

A NR-13 também exige de toda caldeira um sistema automático de controle do nível de água com intertravamento que evite o superaquecimento por alimentação deficiente (item 13.4.1.2, alínea e) e, nas caldeiras de combustível sólido não atomizado ou com queima em suspensão, injetor ou sistema de alimentação de água independente do principal (alínea c).

Esses itens são da caldeira e do seu projeto; ao pedir a bomba, informe se ela será a alimentação principal ou a independente e qual reserva o projeto prevê.

Em alta temperatura, a vedação tem limite próprio, que não é o dado geral da série:

  • FBCN sem câmara de resfriamento: gaxeta de −50 a 105 °C; selo mecânico conforme a recomendação do fabricante do selo (Tabela 1 do MTEC-03/00)
  • FBCN com câmara de resfriamento: gaxeta até 350 °C nos tamanhos de 25-150 a 150-315 (o 100-500 incluído), com vazão de água de resfriamento por temperatura e até 7 bar no líquido de resfriamento (Tabela 1); com água, a pressão de vapor e os 10 bar na sucção limitam antes
  • Execuções da câmara de selagem da FBCN (seção 10 do MTEC-03/00): a padrão ST, lubrificada pelo próprio fluido, até 160 °C; S1, S2 e S3, com líquido de fonte externa, até 105 °C e sem câmara de resfriamento; S4, com gaxetas de grafite, para óleo térmico acima de 260 °C
  • FBME: gaxeta de −10 a 105 °C sem resfriamento e de 105 a 140 °C com resfriamento (Tabela 1); na execução S4 (acima de 105 °C e abaixo de 140 °C, com pressão de sucção acima de 1 bar), a água de refrigeração entra a no máximo 40 °C e sai a no máximo 60 °C, com até 6 bar (Figura 3); selo mecânico simples conforme o fabricante do selo: sem refrigeração, até cerca de 105 °C (Figura 3), com máximo de 140 °C na Tabela 1 (MTEC-08/01)

2. Desafios técnicos do bombeamento de água quente e de alta temperatura

Pressão de vapor, dilatação térmica e limites de vedação precisam ser avaliados em qualquer instalação. Com água quente, e mais ainda em alta temperatura, acima de 100 °C, o aumento da pressão de vapor reduz a margem de sucção, e as diferenças de temperatura tornam relevante conferir folgas e alinhamento conforme o procedimento do conjunto. O limite térmico geral da série nunca substitui as verificações de pressão, fase líquida e construção.

A tabela usa a pressão de vapor e a densidade da água saturada do NIST Chemistry WebBook; a coluna em metros foi convertida com a densidade da água na mesma temperatura, que é como o NPSH deve ser calculado. No manual FBCN, a pressão também tem limite por vedação e flange.

Com flanges ANSI B16.1, os de ferro fundido na Tabela 1, a Tabela 3 admite com gaxeta 12 bar de −28 a 65 °C, 11 bar a 93 °C e 10 bar a 105 °C na classe 125 lb, e 16 bar de −28 a 105 °C na classe 250 lb; com selo mecânico, 10 bar a 90 °C nas duas classes.

TemperaturaPressão de vapor (bar abs)Em metros do próprio líquidoConsequência para a sucção
20 °C0,0230,24Incluir no cálculo, mesmo sendo menor que nas temperaturas seguintes
60 °C0,1992,07Reduz o NPSH disponível em cerca de 2 m
90 °C0,7027,41Reduz o NPSH disponível em cerca de 7,4 m
100 °C1,01410,79Em vaso aberto ao nível do mar, a água ferve: o NPSH disponível vem só da coluna de líquido menos as perdas
120 °C1,98721,48Só existe como líquido em sistema pressurizado acima dessa pressão
140 °C3,61539,81Temperatura máxima da FBME (MTEC-08/01); líquido só com o sistema pressurizado acima dessa pressão
160 °C6,18269,47Líquido só com o sistema pressurizado acima dessa pressão; é também o limite da execução padrão ST e da carcaça de ferro fundido da FBCN (seção 10 e Figura 1 do MTEC-03/00)
180 °C10,03115,3Sistema fechado pressurizado acima de 10 bar abs
Pressão de vapor da água saturada (NIST Chemistry WebBook) e efeito no NPSH disponível

Nota de engenharia

A pressão de sucção FBCN é limitada a 10 bar no MTEC-03/00. Portanto, o dado geral de 260 °C não comprova bombeamento de água a 260 °C, cuja pressão de saturação é 46,9 bar absolutos. Já a 180 °C, a água satura a 10,03 bar absolutos (NIST), perto desse limite antes de qualquer margem de NPSH. Para a temperatura do projeto, confira também carcaça e flanges (Figuras 1–4), gaxeta e câmara de resfriamento ou limites do selo mecânico. Todos precisam ser compatíveis ao mesmo tempo.

3. Aplicações típicas de bombas para água quente

As bombas de água quente atendem dois grupos: o industrial (caldeiras, processos térmicos, recuperação de calor, torres de resfriamento) e o predial (HVAC, água quente sanitária, aquecimento solar coletivo), em edifícios corporativos, hospitais, hotéis, condomínios, centros comerciais e data centers. Vazão, pressão, temperatura e regime saem do projeto de cada instalação; o que muda de uma aplicação para outra é qual dos três limites costuma mandar.

  • Alimentação e recirculação de caldeiras: água tratada perto da saturação, e a pressão de alimentação precisa superar a da caldeira — acima do envelope da FBCN (135 m), avalie a FBME, com até 300 m e 140 °C nos dados gerais do MTEC-08/01; o cálculo está na seção 1
  • Torres de resfriamento: circuito aberto com água de reposição e tratamento químico; sólidos, biocidas e cloretos definem material e vedação
  • HVAC (água gelada e água quente): circuito fechado entre chiller ou caldeira e fan-coils ou AHU, em que a altura manométrica é quase só perda de carga e a vazão sai da carga térmica
  • Retorno de condensado: água perto da saturação no tanque de condensado — o NPSH disponível é o ponto crítico (seção 1)
  • Água quente sanitária de hotéis, hospitais e condomínios: recirculação para manter a temperatura na rede quando não há consumo (orientação da OMS: idealmente acima de 50 °C na distribuição)
  • Aquecimento solar coletivo (ABNT NBR 15569): circulação entre coletores e reservatório, comandada por diferencial de temperatura

4. HVAC predial: chiller, fan-coil e controle de vazão

No HVAC predial, a bomba circula água gelada ou quente entre o chiller ou a caldeira e os fan-coils e as unidades de tratamento de ar (AHU). A vazão volumétrica do circuito vem do balanço térmico: Q = P / (ρ × cp × ΔT), em m³/s quando P está em W, ρ em kg/m³ e cp em J/(kg·K).

Exemplo hipotético: 1.000 kW, água com ρ = 1.000 kg/m³ e cp = 4.180 J/(kg·K), com ΔT de 5 K, resultam em 0,0478 m³/s, cerca de 172 m³/h. Água glicolada ou outra temperatura exige usar as propriedades correspondentes.

Em um circuito fechado completamente cheio, a elevação não se soma à altura de circulação: a bomba vence as perdas do percurso. A pressão estática continua relevante para carcaça, flanges, vedação e sucção. Com demanda variável, compare a curva do sistema e a estratégia de controle; leis de afinidade não garantem economia fixa nem substituem a verificação de rendimento e vazões mínimas da bomba e dos equipamentos.

A ABNT NBR 16401-1 (Instalações de condicionamento de ar — Sistemas centrais e unitários) estabelece parâmetros básicos e requisitos de projeto para sistemas centrais e unitários de condicionamento de ar; a redundância das bombas (1+1 ou N+1) é decisão do projeto, conforme a criticidade do ambiente e as normas aplicáveis a ele. Para selecionar a FBCN, a FB precisa de: vazão e altura no ponto de projeto, temperatura de operação, pressão estática do sistema e estratégia de controle.

Em edifícios altos, some a pressão de enchimento do circuito à pressão gerada pela bomba e confira o limite de 10 bar na sucção e a pressão de recalque × temperatura das Figuras 1 a 4.

5. Água quente sanitária e aquecimento solar: recirculação e circulação forçada

Na água quente sanitária (AQS), a ABNT NBR 5626 (Sistemas prediais de água fria e água quente — Projeto, execução, operação e manutenção) especifica requisitos para projeto, execução, operação e manutenção.

Para sistemas com recirculação, a OMS indica água saindo do aquecedor a pelo menos 60 °C e retorno a pelo menos 50 °C, fora da faixa de 25 a 45 °C em que a Legionella sobrevive e se multiplica; a temperatura segura nos pontos de uso, contra escaldaduras, também é do projeto.

A bomba de recirculação é dimensionada pela perda térmica da rede, não pela vazão de consumo: Q = Φ / (ρ · cp · ΔT), com Φ a perda da tubulação (W/m × comprimento) e ΔT a queda admitida entre a saída do aquecedor e o retorno, de até 10 K com saída a 60 °C.

Exemplo com margem, ΔT de 5 K: 200 m de rede perdendo 10 W/m (2 kW) pedem cerca de 0,1 L/s (0,34 m³/h), e a altura é a perda de carga do anel nessa vazão. Compare com a faixa de operação do menor modelo FBCN (vazão mínima de 0,1 a 0,15 × a vazão ótima); vazões muito pequenas pedem circuladores compactos, fora do escopo dos catálogos FB analisados.

No aquecimento solar de água em circuito direto, a ABNT NBR 15569 (Sistema de aquecimento solar de água em circuito direto — Requisitos de projeto e instalação) estabelece os requisitos de projeto e instalação.

No termossifão, a circulação é natural e depende da posição do reservatório em relação aos coletores; na circulação forçada, a bomba é comandada por controlador diferencial de temperatura entre coletores e reservatório, a vazão por área de coletor vem do fabricante do coletor e a altura é a perda de carga do circuito.

Sistemas pequenos usam circuladores compactos; a FBCN entra em instalações coletivas e industriais quando vazão e altura caem na curva de um modelo da série, conferindo a temperatura máxima do circuito e o limite da vedação.

Atenção

A bomba de recirculação não garante sozinha o controle de Legionella: temperatura do aquecedor, isolamento, eliminação de trechos sem circulação e o plano de gestão de água do edifício fazem parte do mesmo sistema. A FB dimensiona a bomba para a perda térmica e a perda de carga informadas pelo projeto.

6. Materiais e compatibilidade química com a água tratada

Água quente raramente é água pura. Em circuitos fechados de HVAC e de caldeira, a água recebe inibidores de corrosão, biocidas e antiincrustantes definidos pelo fornecedor do tratamento; em água quente sanitária, há residual de desinfetante. A compatibilidade de carcaça, rotor e vedação com esses produtos é confirmada com o fornecedor do tratamento e com o fabricante do selo. As opções de carcaça documentadas na FBCN são ferro fundido, aço carbono A216 WCB e inox A743 CF8M (MTEC-03/00).

AplicaçãoCarcaça (opções FBCN)VedaçãoO que confirmar
Caldeira e condensadoFerro fundido até 160 °C (Figura 1); WCB ou CF8M até 260 °C (Figura 2), pela pressão × temperaturaGaxeta com câmara de resfriamento acima de 105 °C, ou selo conforme o fabricanteNPSH perto da saturação; pressão de recalque
HVAC em circuito fechado tratadoFerro fundido, WCB ou CF8MSelo mecânico ou gaxeta, pela temperaturaTratamento químico; pressão estática na sucção
Água quente sanitária (potável)CF8M quando a especificação pede inox; demais conforme a especificação sanitária do projetoSelo mecânico com materiais aceitos pelo projetoExigências sanitárias para materiais em contato com água potável
Aquecimento solar coletivoFerro fundido ou CF8MSelo mecânicoTemperatura máxima do circuito; água ou mistura anticongelante em circuito indireto
Torre de resfriamentoFerro fundido, WCB ou CF8MGaxeta S2/S3 ou selo mecânicoSólidos, biocidas e cloretos da água de reposição
Carcaça documentada da FBCN, vedação e o que confirmar por aplicação

7. Manutenção e problemas reais: incrustação, biofouling e Legionella

A incrustação e o crescimento de biofilme dependem da química, temperatura e operação; também podem ocorrer em água fria. Pela OMS, incrustação e corrosão estão entre os fatores de risco do biofilme: aumentam a superfície disponível, formam micronichos protegidos dos desinfetantes em circulação e elevam a concentração de nutrientes, como o ferro. Acompanhe o tratamento e a qualidade da água para interpretar perdas de desempenho ou falhas de vedação.

A rotina da bomba deve considerar os pontos abaixo e as instruções específicas do conjunto instalado.

  • Nível e estado do óleo do mancal: a FBCN é lubrificada a óleo, com vareta de nível ou copo de reposição automática opcional (Tabela 1 do MTEC-03/00)
  • Gaxeta: precisa de um gotejamento para se lubrificar; com líquido externo, o manual indica cerca de 1 L/min na selagem e 3 a 5 L/min na lavagem (Tabela 1)
  • Câmara de resfriamento, quando houver: confira a vazão de água indicada para a temperatura de bombeamento — por exemplo, de 1,2 a 3,8 L/min a 140 °C e de 3,0 a 7,2 L/min a 250 °C, conforme o suporte — e o limite de 7 bar no líquido de resfriamento (Tabela 1)
  • Selo mecânico: temperatura, pressão e fluido dentro dos limites do fabricante do selo; vazamento acima do previsto por ele indica revisão
  • Vibração e temperatura de mancal: acompanhe a tendência em relação à linha de base da bomba nova
  • Química da água: pH, dureza, condutividade e residual de tratamento, na frequência definida pelo fornecedor do tratamento
  • Água quente sanitária: temperatura no retorno e no ponto mais distante conforme o plano de gestão de água do edifício

Ponto-chave

Antes do pedido, envie à engenharia de aplicação: temperatura de operação e máxima, vazão, altura, pressão estática do sistema, análise da água, tipo de vedação preferido e estratégia de controle. Com esses dados, a FB indica modelo, carcaça, vedação e, se necessário, câmara de resfriamento, e registra o escopo na proposta.

8. Como selecionar a bomba para água quente: 8 passos

A seleção de uma bomba para água quente segue 8 passos. Um dado que falte em qualquer um deles pode mudar o modelo, a carcaça ou a vedação indicados.

  • Definir a vazão pelo balanço térmico Q = P / (ρ × cp × ΔT), com unidades coerentes; na caldeira, incluir o balanço de água e vapor do processo
  • Calcular a altura manométrica total: estática + perdas distribuídas + perdas localizadas + pressão residual; em circuito fechado, praticamente só as perdas
  • Determinar a temperatura de operação e a máxima: define o arranjo de vedação (Tabela 1) e a verificação de pressão × temperatura da carcaça e dos flanges (Figuras 1 a 4)
  • Calcular NPSHa = (Pabs − Pv)/(ρ × g) + z − hf: pressões em Pa, z positivo quando o nível está acima da bomba e perdas em metros; conferir a margem de projeto sobre o NPSHr
  • Analisar a química da água (pH, dureza, condutividade, residual de desinfetante, inibidores) para escolher carcaça e vedação
  • Conferir a pressão de sucção: pressão estática e de enchimento do sistema dentro do limite de 10 bar da FBCN (Tabela 1)
  • Definir a estratégia de controle e a redundância: vazão fixa ou variável com inversor; 1+1 ou N+1 conforme a criticidade
  • Selecionar o modelo FBCN com o ponto de operação perto do BEP e dentro da faixa de 0,1–0,15 × a 1,1 × a vazão ótima (Tabela 1); acima de 135 m, avaliar a FBME (até 300 m e 140 °C)

Pronto para orçar a bomba centrífuga?

Envie o fluido, a vazão e a altura manométrica para avaliar a linha FBCN. Para substituição, inclua a placa e o desenho da bomba instalada. A engenharia confirma o modelo e as interfaces na proposta.

Solicitar orçamento FBCN

Perguntas frequentes

Respostas técnicas sobre seleção, instalação e operação nesta aplicação.

Como escolher a bomba de água para caldeira?

A pressão de alimentação precisa superar a da caldeira mais a diferença de nível e as perdas até ela, e o recalque é a pressão da sucção somada a Δp = ρ·g·H. Com água a 100 °C, os 135 m da FBCN equivalem a cerca de 12,7 bar e os 300 m da FBME, a cerca de 28 bar; os dois são máximos de série, e o ponto real sai da curva do modelo. As duas séries aceitam até 10 bar na sucção; a FBME admite até 30 bar no recalque na vazão nula, e sua temperatura máxima é 140 °C; acima de 105 °C, a gaxeta pede resfriamento (Tabela 1), e o selo mecânico sem refrigeração vai até cerca de 105 °C, conforme o fabricante do selo (Figura 3 do MTEC-08/01). Com sucção de desaerador ou de tanque de condensado saturado, o NPSH disponível é só a altura de líquido acima da bomba menos as perdas. Os itens da NR-13 sobre alimentação (controle automático de nível com intertravamento e, em alguns tipos de caldeira, alimentação independente da principal) são requisitos da caldeira e entram no projeto do sistema.

Qual bomba usar para água quente industrial e predial?

Para água quente, a FB indica a FBCN, avaliada a partir de vazão, altura, temperatura e pressões reais, com NPSH e vedação conferidos. Os máximos da série (2.200 m³/h e 135 m, não simultâneos) não definem o limite da água em cada instalação. Acima de 135 m, como pode ocorrer na alimentação de caldeira, a FBME pode ser comparada dentro de suas curvas e limites (até 300 m e 140 °C); circuitos de óleo térmico usam outro fluido e outro projeto, com a FBOT. Envie esses dados antes de escolher a série.

Até que temperatura a FBCN opera com água quente?

Não há uma temperatura única de água aprovada pelo dado geral de 260 °C, nem pelos 350 °C da gaxeta com câmara de resfriamento (Tabela 1). A 260 °C, a saturação da água ocorre em cerca de 46,9 bar absolutos (NIST), acima do limite de 10 bar na sucção da FBCN; a 180 °C, já são 10,03 bar absolutos. Na prática, o limite é o que mandar primeiro: a pressão de vapor com a margem de NPSH, a carcaça (ferro fundido até 160 °C pela Figura 1; WCB e CF8M até 260 °C pela Figura 2), os flanges (Figuras 3 e 4) e a vedação (gaxeta de −50 a 105 °C sem câmara de resfriamento pela Tabela 1; execuções da câmara de selagem com limites próprios na seção 10 do manual, a padrão ST até 160 °C; selo mecânico conforme o fabricante). Para a temperatura pretendida, confirme pressões absoluta e manométrica, NPSH e a construção.

Como evitar cavitação ao bombear água quente?

Calcule o NPSH disponível na temperatura real, com pressão de vapor e densidade da água nessa temperatura — 7,4 m de pressão de vapor a 90 °C e 21,5 m a 120 °C, em metros do próprio líquido (NIST) —, e compare com o NPSH requerido da curva do modelo na vazão máxima; a margem vem do critério do projeto ou da ANSI/HI 9.6.1. Com água saturada no vaso, como em desaerador ou tanque de condensado, o NPSH disponível é só a altura de líquido acima da bomba menos as perdas da sucção. Para aumentar o NPSH disponível: bomba abaixo do nível do vaso, sucção curta e sem restrições e, em sistema fechado acima de cerca de 100 °C, pressão no vaso acima da pressão de vapor.

Bomba HVAC predial precisa de inversor de frequência (VFD)?

Depende da demanda e do projeto de controle. Em circuitos de vazão variável, o inversor pode ajustar a rotação, mas a seleção precisa das curvas, do perfil de carga e dos limites mínimos da bomba, chiller e trocadores. Em circuito fechado cheio, a bomba vence perdas; a pressão estática ainda precisa ser verificada. Compare potência elétrica e horas de operação para estimar e depois medir a economia.

Como dimensionar a bomba de recirculação de água quente sanitária para prevenir Legionella?

A vazão de recirculação vem da perda térmica: Q = Φ / (ρ × cp × ΔT). Exemplo hipotético com água de 1.000 kg/m³, cp de 4.180 J/(kg·K), perda de 2 kW e ΔT de 5 K resulta em 0,096 L/s, cerca de 0,34 m³/h. O ΔT admitido sai das temperaturas do sistema: para recirculação, a OMS indica saída do aquecedor a pelo menos 60 °C e retorno a pelo menos 50 °C; com saída a 60 °C, a queda admitida é de até 10 K. Compare a vazão com a faixa de operação da bomba. O controle de Legionella depende do plano de gestão da água; temperaturas, limpeza, estagnação e proteção contra escaldaduras precisam ser tratados pelo projeto, não apenas pela bomba.

Sistemas de aquecimento solar precisam de bomba?

Depende do esquema. No termossifão, a circulação é natural e depende da posição do reservatório em relação aos coletores. Na circulação forçada, uma bomba comandada por controlador diferencial de temperatura move a água entre coletores e reservatório; os requisitos de projeto e instalação estão na ABNT NBR 15569. A vazão por área de coletor vem do fabricante do coletor. Circuladores compactos atendem sistemas pequenos; a FBCN entra em instalações coletivas e industriais quando vazão e altura caem na curva de um modelo da série.

Posso usar bomba de ferro fundido para água quente sanitária potável?

A especificação sanitária e a compatibilidade química devem abranger todos os componentes em contato com a água, incluindo revestimentos, juntas e vedação. O manual FBCN documenta FoFo, WCB e CF8M, mas isso não constitui aprovação para água potável. CF8M também pode sofrer corrosão conforme composição e temperatura. Solicite confirmação dos materiais e documentos exigidos pelo projeto antes do pedido.

Qual a frequência de manutenção de bomba para água quente?

A FB não publica frequências fixas; o plano segue o manual e o histórico da instalação. Na FBCN: nível e estado do óleo do mancal (lubrificação a óleo, Tabela 1); gotejamento da gaxeta, que ela precisa para se lubrificar, ou vazamento do selo dentro do previsto pelo fabricante; vazão de água na câmara de resfriamento, quando houver; tendência de vibração e temperatura de mancal; e química da água na frequência do fornecedor do tratamento. Registre horas e ocorrências por bomba para ajustar os intervalos.

Próximos passos

Continue pela documentação da linha, pelas aplicações relacionadas ou converse com a equipe técnica.

Seu processo. A especificação certa.

Informe o fluido, a vazão, a pressão e a temperatura de operação. Inclua as condições de sucção e os dados do equipamento instalado, quando houver. Com esse contexto, a equipe FB Bombas avalia sua aplicação.

Falar com a engenharia

Para iniciar a avaliação

  • Fluido e condições de operação
  • Vazão e pressão requeridas
  • Instalação e equipamento atual