Produto 100% Nacional - Fabricado no Brasil
Guia de Aplicação — Série FBE

Bomba de Engrenagem para Óleo

A linha FBE de engrenagem externa é a referência brasileira para transferência de óleos lubrificantes, hidráulicos, minerais e vegetais. Cobre DN 1/8" a 6", vazões até 390 m³/h e temperaturas até 350 °C — com fabricação nacional em Cabreúva-SP e repetibilidade volumétrica típica de 85% a 95% em toda a faixa de viscosidade.

390 m³/h
Vazão máxima
350 °C
Temperatura máxima
100.000 SSU
Viscosidade máxima
DN 1/8" a 6"
Faixa de tamanhos

Em resumo

  • Bomba de engrenagem FBE para óleos transfere lubrificantes, hidráulicos, minerais e vegetais com vazão constante — independente da pressão e da viscosidade — para transferência, filtragem e circulação.

  • Vazão típica industrial: 0,5 a 6.500 L/min · pressão 5 a 22 bar · temperatura ambiente até 200°C · viscosidade de 1 cP a 100.000 SSU.

  • Material padrão: ferro fundido GG20 com peças internas em aço carbono ou bronze para óleos específicos; aço inox disponível para fluidos agressivos — seleção validada pela engenharia FB.

  • Autoescorvante: aspira o óleo de tanques e tambores sem válvula de pé ou dispositivo auxiliar de escorva. Norma de referência: API 676.

  • Série FBE da FB Bombas: 12 modelos catalogados (1/8″ a 6″) desde 1944, com engrenagens helicoidais silenciosas e mancais em bronze TM23 — cada bomba testada em bancada própria. CRCC Petrobras.

Atualizado em

Resposta rápida
  1. Que tipo de bomba é indicado para óleo?

    Para transferência de óleos lubrificantes, hidráulicos, minerais e vegetais — como para qualquer fluido viscoso — a bomba de engrenagem externa é a tecnologia padrão. A Série FBE da FB Bombas cobre toda a faixa: óleos de baixa viscosidade (40 SSU dielétricos) até ultra-viscosos (>100.000 SSU). Pressão até 22 kgf/cm², temperatura até 350°C, autoescorvante. Fabricação nacional desde 1944.

  2. A FBE atende óleos lubrificantes, hidráulicos e vegetais?

    Sim. Óleos lubrificantes ISO VG 32 a 680 (200-3.500 SSU) operam em FBE 1.150 rpm em ferro fundido ou aço carbono. Óleos hidráulicos HLP/HVLP (150-600 SSU a 40°C) usam FBE 1/2" a 3" com selo mecânico tipo 21. Óleos vegetais (50-350 SSU) requerem FBE em inox A743 CF8M.

  3. Por que escolher engrenagem em vez de centrífuga para óleo?

    Óleos têm viscosidade entre 30 e 100.000 SSU, faixa em que centrífugas perdem eficiência drasticamente — vazão cai e potência sobe acima de 100 cP. A bomba de engrenagem entrega volume fixo independente da viscosidade, garante vazão constante para dosagem e transferência precisa, e é autoescorvante. É a escolha técnica correta para qualquer óleo industrial.

O que é uma bomba de engrenagem para óleo

A bomba de engrenagem para óleo é uma bomba de deslocamento positivo rotativo que utiliza duas engrenagens helicoidais externas para capturar o fluido entre os dentes e a parede da carcaça, transportando volume constante por rotação — independente da pressão do sistema. É a tecnologia correta para qualquer óleo com viscosidade acima de aproximadamente 150 cSt, faixa em que bombas centrífugas perdem rendimento exponencialmente. Na linha FBE da FB Bombas, o projeto segue a norma API 676 (Positive Displacement Pumps — Rotary). O corpo é fundido em uma única peça com pés próprios e bocais opostos a 180°. Os óleos preenchem os espaços entre os dentes sem sofrer cisalhamento significativo, o que preserva aditivos e propriedades físico-químicas do lubrificante. Existem seis classes operacionais principais que a FBE atende: óleos lubrificantes minerais e sintéticos, óleos hidráulicos industriais, óleos de laminação e têmpera em siderurgia, óleos dielétricos em transformadores, óleos vegetais em processos oleoquímicos, e óleos residuais em ciclo de reuso ou descarte.

Tipos de óleo e seleção FBE: do hidráulico leve à transferência de óleo pesado

Cada classe de óleo tem um perfil de viscosidade e temperatura que determina a rotação máxima da bomba e o material de construção. Óleos lubrificantes ISO VG 32 a VG 680 operam tipicamente entre 200 e 3.500 SSU, atendidos pela FBE com rotação direta a 1.150 rpm em ferro fundido ou aço carbono. Óleos hidráulicos (HLP, HVLP, biodegradáveis) geralmente estão entre 150 e 600 SSU a 40 °C — faixa ideal para FBE 1/2" a 3" com acoplamento direto e selo mecânico tipo 21. Óleos minerais pesados, como BPF e óleos de têmpera, operam entre 2.500 e 7.500 SSU quando aquecidos a 60-80 °C, exigindo FBE de 1" a 6" com transmissão direta a 850 rpm. Acima de 7.500 SSU (óleos ultra-viscosos ou óleos residuais frios), a rotação cai para 500-700 rpm via polia ou redutor, e a linha FBEI de engrenagem interna passa a ser preferida pela menor pulsação. Óleos vegetais (soja, palma, girassol) têm viscosidade entre 50 e 350 SSU e pedem carcaça em aço inox AISI 316 (ASTM A743 CF8M) pela compatibilidade química com os ácidos graxos livres do fluido. Óleos dielétricos de transformador (nafténicos ou siliconados) operam em baixa viscosidade (~40 SSU) e dispensam aquecimento, sendo transferidos por FBE pequena com vedação especial para evitar contaminação por umidade.

  • ISO VG 32-68 (hidráulicos leves): FBE 1/2" a 2", 1.150-1.750 rpm, ferro fundido
  • ISO VG 100-220 (lubrificantes médios): FBE 3/4" a 3", 1.150 rpm, ferro fundido ou aço carbono
  • ISO VG 320-680 (engrenagens, redutores): FBE 1" a 4", 850 rpm, aço carbono
  • BPF / óleos residuais (>7.500 SSU): FBE 2" a 6" com redutor, 500-700 rpm
  • Óleos vegetais e oleoquímica: FBE 1/2" a 3" em inox 316
  • Óleo dielétrico de transformador: FBE 1/4" a 1" com selo especial anti-umidade

Dimensionamento da bomba de engrenagem para fluido viscoso: vazão, rotação e viscosidade

A Tabela 2 do manual técnico FBE (MTEC-01/01, página 4) define rigorosamente a rotação máxima em função da viscosidade do óleo. Para a faixa de 30 a 250 SSU, o acionamento direto a 1.750 rpm é permitido em FBE 1/8" a 1" D. De 250 a 2.500 SSU — que cobre a maioria dos óleos lubrificantes industriais —, a rotação cai para 1.150 rpm e o range se amplia para FBE 1/8" a 5". Entre 2.500 e 7.500 SSU (óleos pesados aquecidos), a rotação nominal é 850 rpm em FBE 1/2" a 6". Acima disso, o acionamento exige polia ou redutor: 700 a 500 rpm para 7.500-10.000 SSU, 500 a 300 rpm para 10.000-50.000 SSU, e 300 a 150 rpm para 50.000-100.000 SSU. Violar essas faixas produz dois modos de falha típicos: cavitação na sucção por NPSH insuficiente (quando se força vazão alta em óleo muito viscoso) e sobrecarga mecânica com disparo do térmico do motor (quando a viscosidade real em campo excede a de projeto). A regra de ouro é dimensionar na viscosidade mínima de partida, não na viscosidade de regime. Em óleo mineral pesado, a viscosidade a 20 °C pode ser quatro a seis vezes maior do que a 60 °C — e a partida a frio é onde 80% das falhas mecânicas se manifestam.

Materiais e vedação por tipo de óleo

Para óleos minerais, hidráulicos e lubrificantes comerciais em temperatura até 80 °C, a configuração padrão da FBE é carcaça em ferro fundido ASTM A48 CL30, engrenagens em SAE 8620, eixos em SAE 1045 e vedação por gaxeta grafitada ou selo mecânico tipo 21 (cerâmica × grafite × viton, mola AISI 304). Essa configuração tem vida útil típica de oito a doze anos em operação contínua e é a escolha economicamente correta em 70% das aplicações de óleo. Para óleos vegetais e oleoquímica, a acidez do fluido (ácidos graxos livres) pede carcaça e engrenagens em aço inox AISI 316 (ASTM A743 CF8M), com vedação por selo mecânico com elastômeros compatíveis. Para óleos dielétricos de transformador, a prioridade é evitar qualquer contaminação por umidade ou particulado ferroso — configuração recomendada: carcaça em inox, selo mecânico duplo com reservatório de óleo de barreira, e filtro de 10 microns na sucção. Para óleos residuais ou descarte com particulados abrasivos, a linha FBEI de engrenagem interna é preferida pelo menor número de pontos de contato metal-metal e pela maior tolerância a sólidos em suspensão. Em casos extremos (óleos usados com água emulsionada e sedimentos), pode-se especificar bucha em carbeto de silício para resistência a erosão.

Por que escolher FB Bombas para aplicação de óleo

A FB Bombas fabrica bombas de engrenagem externa desde 1944 em Cabreúva-SP, e a linha FBE é a escolha histórica de refinarias, fábricas de lubrificantes, siderúrgicas e usinas de açúcar brasileiras para transferência de óleos. Os diferenciais reais são três: disponibilidade de peças de reposição das bombas FB fabricadas localmente (sem dependência de importação), conformidade direta com API 676, e atendimento de engenharia de aplicação em português direto com quem projeta a bomba. O CRCC Petrobras ativo na Família 6 (Equipamentos Rotativos) confirma a homologação da FBE para fornecimento direto à cadeia Petrobras, incluindo as refinarias onde óleos combustíveis pesados e nafta são bombeados 24/7. Para indústrias que estão substituindo bombas importadas em fim de vida, a FBE oferece a substituição pela bomba completa, com a adaptação dimensional confirmada pela engenharia em DN 1/2" a 6" — rapidez na especificação, prazo reduzido de entrega e custo total de propriedade substancialmente menor.

Perguntas Frequentes

Qual bomba usar para transferência de óleo pesado (BPF)?

Para transferência de óleo pesado — BPF, óleos de têmpera e residuais — a FBE opera entre 2.500 e 7.500 SSU com o produto aquecido a 60-80 °C, em modelos de 1" a 6" com transmissão direta a 850 rpm. Acima de 7.500 SSU ou com produto frio, reduz-se a rotação para 500-700 rpm via polia ou redutor, e a FBEI de engrenagem interna passa a ser preferida pela menor pulsação. O dimensionamento deve considerar a viscosidade de partida a frio, que pode ser 4 a 6 vezes maior que a de regime.

Qual bomba de engrenagem usar para óleo hidráulico ISO VG 46?

Para óleo hidráulico ISO VG 46 (~220 SSU a 40 °C), a FBE 1/2" a 2" com acoplamento direto a 1.150 ou 1.750 rpm é a escolha padrão. Em sistemas com retorno de reservatório com temperatura controlada entre 40 e 55 °C, a FBE 1" atende vazões de 30 a 60 L/min com pressão até 22 kgf/cm² e vida útil média superior a 10 anos. Material: ferro fundido ASTM A48 CL30; vedação: gaxeta grafitada ou selo mecânico tipo 21.

Posso usar a mesma bomba FBE para óleo quente e óleo frio?

Não se a diferença de temperatura gerar variação de viscosidade superior a 3:1. Como a rotação máxima da FBE depende da viscosidade (Tabela 2 do manual), um óleo que é 1.500 SSU a 20 °C e 300 SSU a 80 °C exigiria duas rotações diferentes para operar dentro da curva. A solução correta é dimensionar pela viscosidade mais crítica (a mais alta, no caso a partida a frio) e operar em regime com pressão de descarga reduzida, ou especificar uma versão CA (Com Câmara de Aquecimento) que mantém o óleo na temperatura de projeto.

A FBE pode assumir o serviço de uma bomba de engrenagem importada já instalada?

Sim, com desenho de adaptação confirmado caso a caso — bomba de engrenagem não tem grade dimensional universal, então não existe drop-in garantido por norma. A FBE cobre DN 1/2" a 6" e a FB Bombas fornece a bomba completa com a adequação de base, acoplamento e tubulação definida pela engenharia. Envie a placa de identificação da bomba atual e os dados de processo (vazão, pressão, temperatura, viscosidade) para comercial@fbbombas.com.br — a engenharia de aplicação retorna a especificação FBE equivalente com prazo de entrega tipicamente 4 a 6 vezes menor que a reposição importada.

A bomba FBE funciona com óleo queimado ou residual para reciclagem?

Sim, desde que a viscosidade e o teor de sólidos sejam conhecidos. Óleo queimado apresenta viscosidade superior ao óleo novo (tipicamente 1.500-5.000 SSU a 20 °C) e pode conter água emulsionada, carbonos, metais desgastados e sedimentos. A recomendação é FBE de 1" a 3" em aço carbono com mancais reforçados e filtro de sucção de 150-200 mesh. Em operação contínua de re-refino (usinas de óleo usado), a linha FBEI de engrenagem interna tem vida útil superior pela geometria menos agressiva ao particulado abrasivo.

Qual a diferença prática entre FBE e FBEI para bombeamento de óleo?

A FBE (engrenagem externa) é a escolha padrão para óleos limpos de viscosidade moderada (até ~7.500 SSU). A FBEI (engrenagem interna) entra quando a viscosidade sustentada ultrapassa ~1.000 cSt, quando é necessário baixo cisalhamento (óleos com aditivos de alto peso molecular), quando há exigência de baixíssima pulsação (alimentação de filtros, dosagem precisa) ou quando o óleo contém particulados em suspensão. Em termos de custo inicial, a FBE é 20-30% mais barata; em termos de vida útil em aplicações difíceis, a FBEI pode durar 2-3x mais.

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