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Guia de Aplicação — Série FBE

Bomba de Engrenagem para Combustível

Diesel, biodiesel, gasolina, querosene e óleo combustível pedem dados diferentes: viscosidade na temperatura de bombeamento, ponto de fulgor, água e sedimentos, área classificada e aquecimento. Este guia reúne o que a ANP, a NR-20, a Petrobras e os documentos da série FBE dizem sobre cada um.

Pontos para a análise

  • Identifique o combustível e a mistura realmente recebidos, com ficha técnica e de segurança.
  • Para transferência, informe vazão, pressão, níveis de tanque, tubulação e filtros.
  • A classificação de área e os requisitos dos componentes devem constar do projeto da instalação.
  • Confirme na proposta materiais, vedação, acionamento, documentos e condições de fornecimento.

Diesel, gasolina, querosene, biodiesel e óleo combustível: o que muda na seleção

Cada combustível chega à bomba com outra viscosidade, outra volatilidade e outros contaminantes. O óleo diesel segue a Resolução ANP nº 968, que define três tipos: o diesel A, de hidrocarbonetos produzidos a partir de derivados de petróleo ou de outras matérias-primas não renováveis; o diesel C, de processos como o coprocessamento, que usam matérias-primas renováveis e não renováveis ao mesmo tempo; e o diesel B, que é o A, o C ou a mistura deles com biodiesel adicionado nos termos do CNPE. S10 e S500 indicam o teor máximo de enxofre, de 10 e de 500 mg/kg. O biodiesel puro segue a Resolução ANP nº 920. O diesel verde é um conjunto de hidrocarbonetos produzidos por rotas tecnológicas diferentes, segundo a nota técnica da ANP. O óleo combustível industrial tem como base o resíduo da destilação a vácuo, com diluentes (Petrobras). Gasolina e querosene não têm números neste guia: os dados vêm da ficha técnica e da ficha com dados de segurança (FDS) do produto recebido. Para todos, a seleção começa pela viscosidade na temperatura de bombeamento, pelo ponto de fulgor e pela água e pelos sedimentos que o produto carrega.

  • Diesel A e B (S10 ou S500) e C (S10): viscosidade de 2,0 a 4,5 mm²/s a 40 °C e ponto de fulgor mínimo de 38 °C (Resolução ANP nº 968, Tabela 1).
  • Biodiesel B100: viscosidade de 3,0 a 5,0 mm²/s a 40 °C e ponto de fulgor mínimo de 100 °C (Resolução ANP nº 920).
  • Diesel verde: hidrocarbonetos, sem a química de éster do biodiesel.
  • Gasolina e querosene: o catálogo FBE 2026 os cita entre os produtos bombeados em refinarias e dá a faixa de viscosidade da série a partir de 30 SSU (p.3); viscosidade e fulgor saem da ficha, e, abaixo de 30 SSU, a aplicação se confirma com a FB.
  • Óleo combustível: tipos OCA1, OCA2, OCB1 e OCB2, historicamente classificados pela viscosidade a 60 °C e pelo enxofre; BPF e APF são a classificação informal pelo ponto de fluidez (Petrobras).

Viscosidade do diesel e do biodiesel em SSU e a tabela de rotação da FBE

A tabela de rotação da FBE está em SSU, e as resoluções da ANP dão a viscosidade em mm²/s, que é o mesmo que cSt, a 40 °C. A tabela de conversão do catálogo FBE 2026 (p.5) dá os pontos: 32 SSU correspondem a 1,82 cSt, 35 SSU a 2,71 cSt, 40 SSU a 4,25 cSt e 50 SSU a 7,68 cSt. Interpolando entre eles, a faixa do diesel, de 2,0 a 4,5 cSt, fica em cerca de 33 a 41 SSU, e a do biodiesel, de 3,0 a 5,0 cSt, em cerca de 36 a 42 SSU. A fórmula SSU = cSt × 4,635, do mesmo catálogo, só vale acima de 300 SSU e não serve para combustíveis leves. Os dois ficam na primeira linha da tabela, de 30 a 250 SSU, que prevê 1.750 rpm com acionamento direto para a FBE de 1/8″ a 1″D. A tabela não traz diâmetros acima de 1″D nessa linha: eles aparecem a partir da linha de 250 a 2.500 SSU, a 1.150 rpm, até a 5″. Para uma FBE maior com diesel, a rotação se define na seleção, com a vazão, a pressão e a sucção, e não pelo nome do combustível. No óleo combustível, a viscosidade na temperatura da sucção decide a linha, e o óleo frio pode cair na faixa que pede polia ou redutor.

  • Diesel (Resolução ANP nº 968): 2,0 a 4,5 cSt a 40 °C, cerca de 33 a 41 SSU.
  • Biodiesel (Resolução ANP nº 920): 3,0 a 5,0 cSt a 40 °C, cerca de 36 a 42 SSU.
  • 30 a 250 SSU: 1.750 rpm, direta, FBE 1/8″ a 1″D (catálogo FBE 2026, p.5).
  • 250 a 2.500 SSU: 1.150 rpm, direta, FBE 1/8″ a 5″.
  • 2.500 a 7.500 SSU: 850 rpm, direta, FBE 1/2″ a 6″.
  • Acima de 7.500 SSU: de 700 a 150 rpm, com polia ou redutor, FBE a partir de 1.1/2″.

Área classificada, NR-20 e Inmetro na transferência de combustível

A NR-20 separa os líquidos pelo ponto de fulgor. Inflamável é o líquido com fulgor até 60 °C (item 20.3.1), e combustível é o que tem fulgor acima de 60 °C e até 93 °C (item 20.3.3). A Resolução nº 968 só fixa o mínimo de 38 °C para o diesel, que pode então ficar abaixo dos 60 °C; o valor vem da FDS e do certificado da qualidade ou boletim de conformidade do produto recebido. Um líquido com fulgor acima de 60 °C, armazenado e transferido aquecido a temperatura igual ou superior ao seu fulgor, também se equipara ao inflamável (item 20.3.1.1). Nas instalações das classes I, II e III, a norma exige que o projeto identifique as áreas classificadas para especificar equipamentos e instalações elétricas (item 20.5.2, alínea f). Na transferência e no enchimento de recipientes ou tanques, as medidas contra vapores e eletricidade estática também são definidas em projeto (item 20.5.6), e os equipamentos elétricos em área classificada atendem à NR-10 (item 20.13.1). No Brasil, equipamento elétrico para atmosfera explosiva tem certificação compulsória pela Portaria Inmetro nº 115, inclusive o importado com certificação internacional, e ATEX não é aprovação brasileira automática. A área classificada vem do projeto da instalação, e não do nome do combustível.

  • Motor e demais componentes elétricos: certificação Inmetro para a área classificada do projeto.
  • Protetor de acoplamento: em aço carbono ou em material anti-centelhante (MTEC-01/01, p.7).
  • Acionamento: motor elétrico ou a combustível (MTEC-01/01, p.7); o motor a combustível não está no catálogo 2026 (p.4) e se confirma na cotação.
  • Eletricidade estática: controle exigido pela NR-20 (item 20.13.2). A Resolução nº 968 obriga produtor, importador e distribuidor a garantir a condutividade elétrica mínima de 25 pS/m no momento e na temperatura do carregamento ou do bombeio (art. 20).

Vedação, materiais e acionamento da FBE para combustível

O catálogo FBE 2026 (p.3) oferece vedação por gaxeta, selo mecânico ou retentor. O selo mecânico padrão do manual é o tipo 21, em cerâmica × grafite × viton, com mola em inox AISI 304 (MTEC-01/01, item 2.5). A vedação é selecionada conforme o fluido (MTEC-01/01, p.1), e a NR-20 conta as liberações em selos e gaxetas de bombas entre as emissões fugitivas. O manual descreve ainda o acoplamento magnético para quando não pode haver vazamento, inclusive com fluidos explosivos (item 2.7); o catálogo 2026 não o lista entre as opções, e a disponibilidade se confirma na cotação. As conexões de flush e quench só são feitas conforme a aplicação e a solicitação do cliente (Tabela 17). Carcaça e tampas podem ser de ferro fundido ASTM A48 CL30, ferro fundido nodular ASTM A536 60-40-18, aço carbono ASTM A216 WCB ou aço inox ASTM A743 CF8M, e eixos e engrenagens, de aço SAE 1045 ou inox AISI 316L (catálogo FBE 2026, p.3). Nenhum deles é padrão por nome de combustível: a escolha segue o produto, a água, a temperatura e a pressão. O acionamento pode ser direto no motor elétrico ou no motor-redutor, com acoplamento flexível sobre base metálica (catálogo, p.4). O manual prevê também motor a combustível, acoplamento com ou sem espaçador e base em aço estrutural soldado ou em perfil U (p.7); o motor a combustível não está no catálogo 2026 e se confirma na cotação. A válvula de alívio interna, em latão ou inox AISI 304, é acessório do catálogo.

Água, sedimentos e drenagem de tanques na transferência

A Resolução nº 968 limita a água no diesel a 200 mg/kg nos tipos A e C e a 250 mg/kg no tipo B, e a contaminação total a 24 mg/kg (Tabela 1). Os agentes autorizados pela ANP que comercializam ou movimentam diesel A, B ou C devem drenar o fundo dos tanques ao menos uma vez por semana; nos postos revendedores, a drenagem pode ser a cada quinze dias, com medição diária do nível de água (art. 21, § 1º). A orientação da ANP sobre drenagem explica o motivo: o biodiesel tende a incorporar água, e, na mistura com o diesel A, essa água pode passar à fase livre e favorecer o crescimento de bactérias e fungos, o aumento da acidez e a formação de depósitos. O biodiesel também pode remover resíduos depositados nos tanques. Somados, esses fatores aumentam o risco de entupimento de filtros e de corrosão, e a ANP cita a manutenção de tubulações e bombas entre os custos que a drenagem pode ajudar a reduzir nos postos revendedores. No óleo combustível, a Petrobras associa a água à corrosão e às emulsões, e os sedimentos a depósitos que obstruem bicos injetores e causam erosão. Os alumino-silicatos, em quantidade elevada, têm ação abrasiva em bombas e motores, e por isso o óleo deve ser tratado em centrífugas antes do uso. Na FBE, o manual MTEC-01/01 manda consultar a FB quando o fluido tem sólidos em suspensão (item 2.3). Informe na consulta o teor de água, os sólidos conhecidos e a filtragem prevista na linha.

BPF e óleo combustível pesado: aquecimento e câmara da FBE

O óleo combustível industrial é usado para gerar energia térmica em fornos, caldeiras e termelétricas. Segundo a Petrobras, os tipos são classificados historicamente pela viscosidade cinemática a 60 °C, em ordem crescente, e pelo teor de enxofre (A, de alto teor, abaixo de 2,0% em massa; B, de baixo teor, abaixo de 1,0%); pelo ponto de fluidez, a classificação informal separa o BPF, de baixo ponto de fluidez, do APF, de alto ponto de fluidez. Só os óleos BPF podem ser transportados por tubulação e estocados em tanque sem aquecimento. A Petrobras também destaca a importância de manter o óleo aquecido e homogeneizado no tanque para favorecer o escoamento e de reaquecê-lo até a viscosidade exigida pelo queimador. Como a viscosidade varia inversamente com a temperatura, a linha da tabela da FBE depende da temperatura real na sucção, na partida e em regime. A câmara de aquecimento existe da FBE 1.1/2″ à 6″ (MTEC-01/01), e o catálogo FBE 2026 a lista entre os acessórios (p.3). Ao aquecer, compare a temperatura de bombeamento com o ponto de fulgor da ficha, porque a NR-20 equipara ao inflamável o líquido armazenado e transferido aquecido a temperatura igual ou superior ao fulgor (item 20.3.1.1). Um fulgor baixo também pode indicar contaminação com frações mais leves (Petrobras).

  • Tipo do óleo (OCA1, OCA2, OCB1, OCB2 ou outro) e a relação viscosidade–temperatura do fornecedor.
  • Temperaturas de estocagem, na sucção da bomba, na partida e em regime.
  • Ponto de fulgor e ponto de fluidez da ficha.
  • Meio de aquecimento disponível, com temperatura e pressão.
  • Filtração ou centrifugação previstas no circuito.

Biodiesel B100 e diesel verde (HVO): química diferente, dados diferentes

O biodiesel é composto de alquil ésteres de ácidos carboxílicos de cadeia longa, produzidos por transesterificação ou esterificação de matérias graxas de origem vegetal ou animal (Resolução ANP nº 920, art. 3º, V). A mesma resolução exige teor de éster mínimo de 96,5% em massa, viscosidade de 3,0 a 5,0 mm²/s a 40 °C, massa específica de 850 a 900 kg/m³ a 20 °C, água até 200 mg/kg e ponto de fulgor mínimo de 100 °C. O diesel B, que leva biodiesel, segue a Resolução nº 968, e o biodiesel adicionado deve atender à nº 920 (art. 3º, § 2º). O diesel verde é um conjunto de hidrocarbonetos produzidos por diferentes rotas tecnológicas; o HVO, do hidrotratamento de óleo vegetal e animal, é uma delas (nota técnica da ANP). Ele não tem a química de éster do biodiesel, e os dados de um não valem para o outro. Para os dois, o material da carcaça, das buchas e dos elastômeros da vedação se define com a composição, os aditivos, a água e a temperatura do produto real. O catálogo FBE 2026 não lista o biodiesel entre as aplicações, e este guia não aprova um material ou elastômero único para todo biodiesel.

Como preparar a consulta de bomba para combustível

A FB fabrica a série FBE em Cabreúva-SP, e o manual MTEC-01/01 e o catálogo FBE 2026 estão na biblioteca técnica do site. O manual cobre a FBE de 1/8″ a 6″, com vazões até 390 m³/h; o catálogo 2026 lista ainda a FBE 10″ (p.6). O catálogo dá bocais com rosca BSP de 1/8″ a 1″ e flange ANSI B16.5 150 lbs a partir de 1.1/2″ (p.6). Há modelos FBE em estoque, e a disponibilidade de cada um sai na cotação. Em terminal, base de distribuição ou indústria, descreva a tarefa: descarga de caminhão-tanque, transferência entre tanques, recirculação ou alimentação de queimador. Para substituir uma bomba instalada, envie placa, desenho e as dimensões da base e das conexões, porque não há equivalência automática por marca ou bitola. A página de credenciais da FB traz o cadastro de fornecedor na Petrobras (CRC, antigo CRCC); confirme o escopo exigido pela contratação, porque cadastro de fornecedor não é certificação da bomba. A proposta identifica modelo, rotação, materiais, vedação, acionamento, acessórios e documentação incluída.

  • Produto: nome, ficha técnica e FDS; no diesel, o tipo (A, B ou C) e se é S10 ou S500.
  • Viscosidade com a temperatura de medição, e as temperaturas de bombeamento, mínima e máxima.
  • Vazão ou tempo de transferência, pressão de descarga e condição de sucção, com tubulação e filtros.
  • Água, sedimentos e sólidos em suspensão conhecidos.
  • Área classificada do projeto e documentação exigida.
  • No óleo combustível, o aquecimento disponível.

Referências documentais

ponto de fulgor mínimo do diesel na ANP
38 °C
fulgor máximo do líquido inflamável na NR-20
60 °C
vazão máxima no manual MTEC-01/01; o catálogo 2026 p.6 lista ainda o 10″
390 m³/h
pressão de descarga máxima da série
22 kgf/cm²

Valores gerais publicados nos documentos indicados. Confirme modelo, rotação, fluido, materiais e vedação; os máximos não são simultâneos nem garantidos em toda configuração.

Perguntas frequentes

Que bomba usar para diesel, gasolina e biodiesel?

Uma bomba de engrenagem é uma opção: o catálogo FBE 2026 cita a série em refinarias, no bombeamento de óleo diesel, querosene e gasolina (p.3). A seleção parte da viscosidade. Pela ANP, o diesel tem de 2,0 a 4,5 mm²/s a 40 °C, cerca de 33 a 41 SSU, na linha de 30 a 250 SSU da tabela da FBE. O biodiesel não está na lista do catálogo; a aplicação se confirma com a ficha do produto.

Bomba de engrenagem é segura para combustíveis inflamáveis?

A segurança é do conjunto e da instalação, não só do tipo de bomba. A NR-20 manda identificar as áreas classificadas no projeto das instalações das classes I, II e III e definir em projeto, na transferência, medidas contra vapores e eletricidade estática. No Brasil, equipamento elétrico para atmosfera explosiva tem certificação compulsória do Inmetro. Na FBE, o manual MTEC-01/01 prevê protetor de acoplamento em aço carbono ou em material anti-centelhante; o catálogo 2026 não trata do protetor e fornece atualmente acionamento por motor elétrico ou motor-redutor (p.4), e as opções do manual se confirmam na cotação.

A FBE pode ser avaliada para terminais de combustíveis?

Sim, com a tarefa definida (descarga, transferência ou recirculação), o produto, a vazão, a pressão e a sucção. O manual MTEC-01/01 cobre a FBE de 1/8″ a 6″, com vazões até 390 m³/h, e o catálogo 2026 lista ainda a FBE 10″ (p.6) e dá pressão de descarga até 22 kgf/cm² (p.3); são máximos de documentos diferentes, que não valem ao mesmo tempo. Cadastro de fornecedor e manual não substituem a verificação do equipamento proposto.

Qual bomba usar para descarga de caminhão-tanque de diesel?

Uma bomba de engrenagem FBE pode ser avaliada: o diesel, com 2,0 a 4,5 mm²/s a 40 °C, cerca de 33 a 41 SSU, fica na primeira linha da tabela de rotação do catálogo FBE 2026. O diâmetro sai da vazão ou do tempo de descarga que você precisa, da pressão e da sucção, com a tubulação e os filtros. A área classificada vem do projeto da instalação.

Preciso de certificação ATEX para bombear gasolina?

No Brasil, a exigência é a do Inmetro: a Portaria Inmetro nº 115 torna compulsória a certificação de equipamento elétrico para atmosfera explosiva, inclusive o importado com certificação internacional, e ATEX não substitui essa aprovação. A NR-20 manda o projeto das instalações das classes I, II e III identificar as áreas classificadas, e a partir delas se especificam o motor e os componentes elétricos. Na bomba, o manual da FBE prevê protetor de acoplamento em aço carbono ou em material anti-centelhante, a confirmar na cotação.

O diesel é líquido inflamável ou combustível pela NR-20?

Depende do ponto de fulgor do produto recebido. A NR-20 chama de inflamável o líquido com fulgor até 60 °C e de combustível o que tem fulgor acima de 60 °C e até 93 °C. A Resolução ANP nº 968 fixa só o mínimo de 38 °C para o diesel, então o valor que decide vem da FDS e do certificado da qualidade ou boletim de conformidade do produto recebido. Se um líquido com fulgor acima de 60 °C for armazenado e transferido aquecido a temperatura igual ou superior ao fulgor, ele se equipara ao inflamável.

Qual a viscosidade do diesel e do biodiesel em SSU?

Pela ANP, o diesel tem de 2,0 a 4,5 mm²/s a 40 °C, e o biodiesel B100, de 3,0 a 5,0 mm²/s. Pela tabela de conversão do catálogo FBE 2026 (p.5), isso dá cerca de 33 a 41 SSU e de 36 a 42 SSU, interpolando entre os pontos de 32, 35, 40 e 50 SSU. A fórmula SSU = cSt × 4,635 só vale acima de 300 SSU. Os dois ficam na linha de 30 a 250 SSU da tabela de rotação da FBE.

BPF pode ser bombeado sem câmara de aquecimento?

Depende da temperatura em que ele chega à bomba. A Petrobras diz que só os óleos de baixo ponto de fluidez podem ser transportados por tubulação e estocados sem aquecimento, mas destaca a importância de manter o óleo aquecido e homogeneizado no tanque e de reaquecê-lo para o queimador. Se a viscosidade na sucção cair na faixa de polia ou redutor da tabela, ou se o óleo engrossar parado, a FBE de 1.1/2″ a 6″ admite câmara de aquecimento (acessório).

Biodiesel B100 exige mesmo inox, ou aço carbono é suficiente?

Não há regra única. O catálogo FBE 2026 oferece carcaça em ferro fundido, ferro nodular, aço carbono ou inox CF8M, e o biodiesel não está na lista de aplicações do catálogo. A ANP lembra que o biodiesel tende a incorporar água e que a água livre favorece acidez, depósitos e corrosão. O material se define com a ficha do produto, o teor de água, os aditivos e a temperatura, e a FB o confirma na seleção.

A FBE assume o serviço de uma bomba de engrenagem em terminal de combustível?

Pode ser avaliada com placa, desenhos e dados do combustível e da instalação. Conexões, base, acoplamento, rotação, materiais e vedação precisam ser compatíveis. Na FBE, os bocais são de rosca BSP até 1″ e de flange ANSI B16.5 150 lbs a partir de 1.1/2″, o que ajuda a comparar com a tubulação existente. A proposta confirma adaptações e disponibilidade; não há equivalência automática por marca ou diâmetro.

Qual a rotação correta para FBE em diesel?

Na tabela do catálogo FBE 2026 (p.5), a linha de 30 a 250 SSU, onde o diesel fica, prevê 1.750 rpm com acionamento direto para a FBE de 1/8″ a 1″D. Para uma FBE maior com diesel, a rotação se define na seleção, com a vazão, a pressão e a sucção; o nome do combustível não fixa a rotação.

Catálogo e manual têm funções diferentes

O catálogo apresenta a linha; o manual contém instruções e tabelas das configurações documentadas. Os limites da execução selecionada devem constar da proposta e da folha de dados.

Fontes e revisão do conteúdo

Consulte o documento da linha e os cenários relacionados antes de definir o conjunto.

Vamos avaliar sua aplicação

Informe fluido, vazão, pressão diferencial, temperatura e viscosidade na partida e em operação. Para reposição, inclua placa e dimensões da instalação.