Fachada da fábrica FB Bombas em Cabreúva-SP
Produto 100% Nacional - Fabricado no Brasil
Guia de Aplicação — Série FBE ATEX

Bomba de Engrenagem para Combustível

Transferência de combustíveis líquidos em terminais, refinarias, bases de distribuição e usinas térmicas exige bombas em conformidade API 676, com selo mecânico compatível com hidrocarbonetos e configuração ATEX quando exigida pelo zoneamento. A linha FBE da FB Bombas é cadastrada no CRCC Petrobras Família 6 para fornecimento direto à cadeia de combustíveis.

API 676
3ª edição
CRCC
Família 6 Petrobras
ATEX
Zone 1/2 IIA/IIB
390 m³/h
Vazão máxima
Resposta rápida
  1. Que bomba usar para diesel, gasolina e biodiesel?

    Para transferência de combustíveis (diesel, gasolina, querosene, biodiesel B100), a bomba padrão é a engrenagem externa em conformidade API 676 com selagem mecânica certificada ATEX para áreas classificadas. A FBE da FB Bombas opera com vazões até 390 m³/h, é autoescorvante e tem cadastro CRCC Petrobras desde 1944 — homologada para base de combustíveis.

  2. Bomba de engrenagem é segura para combustíveis inflamáveis?

    Sim, com configuração adequada. A FBE para combustíveis inclui: motor à prova de explosão (ATEX/IECEx), selo mecânico tipo 21 ou 8B com câmara de quench, aterramento certificado, materiais resistentes a etanol e biodiesel (selos em Viton, FFKM ou PTFE). Atende NR-20, NBR ABNT 14.604 e padrões IP/API para terminais.

  3. A FBE atende terminais como BR, Ipiranga, Raízen?

    Sim. A FBE é usada em bases e terminais de Petrobras BR, Ipiranga, Raízen e distribuidoras nacionais para descarga de caminhão-tanque, transferência interna e abastecimento. Cadastro CRCC Petrobras ativo, conforme requisitos API 676 3ª edição. Disponível em ferro fundido, aço carbono ou inox 316 com selagem dupla para combustíveis críticos.

Classes de combustível e seleção de bomba

Combustíveis líquidos cobrem uma faixa ampla de viscosidade e volatilidade que exige configurações distintas de bomba de engrenagem. Diesel (B0 puro ou B12 com biodiesel) tem viscosidade entre 2,5 e 4,5 cSt a 40 °C (~40-50 SSU) — faixa baixa que, combinada com a exigência de não gerar centelha, define FBE pequena a média (1/2" a 3") a 1.150 rpm com selo mecânico tipo 21 e carcaça em ferro fundido ou aço carbono. Gasolina comum e aditivada (E27 com etanol) tem viscosidade ainda menor (~0,5-0,7 cSt) e ponto de fulgor inferior a 40 °C — produto altamente inflamável com exigência de ATEX Zone 1 na zona de transferência. A FBE para gasolina é fornecida com acoplamento magnético (zero vazamento) ou selo mecânico duplo com purga de nitrogênio, proteção anti-centelhante e motor Ex-proof IIA T3. Querosene e QAV-1 (querosene de aviação) seguem padrão similar à gasolina em termos de segurança, com viscosidade ~1,5 cSt. Óleo combustível BPF (Baixo Ponto de Fluidez, tipo A1/A2 ou B1/B2) é o oposto: altíssima viscosidade a frio (até 15.000 cSt a 20 °C) que exige pré-aquecimento a 60-80 °C antes de bombear. Usinas térmicas e navios usam FBE de 2" a 6" com câmara de aquecimento (CA), selo para alta temperatura e motor dimensionado para torque de partida a frio. Biodiesel B100 (metil ou etil-éster) e HVO (óleo vegetal hidrotratado) operam em viscosidade 4-6 cSt e são compatíveis com inox ou carbono temperado — o inox é preferido em biodiesel porque ésteres podem atacar componentes ferrosos em presença de umidade residual.

  • Diesel B0-B12 — FBE 1/2" a 3", ferro fundido ou aço carbono, 1.150 rpm
  • Gasolina comum e E27 — FBE com acoplamento magnético, ATEX Zone 1 IIA T3
  • Querosene / QAV-1 — FBE ATEX com selo duplo, motor Ex-proof IIB
  • BPF / óleo combustível — FBE 2" a 6" com câmara de aquecimento (CA)
  • Biodiesel B100 / HVO — FBE em inox 316, selo viton ou PTFE
  • GLP líquido (propano/butano) — FBEI criogênica, fora do escopo padrão FBE

ATEX e segurança em área classificada

A transferência de combustíveis com ponto de fulgor inferior a 60 °C (gasolina, querosene, QAV-1, álcool combustível, solventes) ocorre em áreas classificadas conforme a norma IEC 60079 e a portaria ABNT NBR IEC 60079-10. Terminais, bases de distribuição e refinarias têm zonas definidas: Zone 0 (presença contínua de gás), Zone 1 (presença intermitente), Zone 2 (presença ocasional). A maioria das áreas de bomba de combustível em terminais é classificada como Zone 1 ou Zone 2, com grupo IIA (vapores de gasolina, diesel, querosene) e classe de temperatura T2-T3. A conformidade ATEX da bomba se aplica a três componentes: o corpo e partes rotativas da bomba propriamente dita, o motor elétrico de acionamento e o acoplamento com proteção. A FBE ATEX da FB Bombas é fornecida com marcação II 2G Ex h IIB T3 Gb para Zone 1 ou II 3G Ex h IIB T3 Gc para Zone 2, com certificação Inmetro por organismo acreditado. O motor elétrico deve ser especificado separadamente (WEG W22X, SEW DR ou equivalente) na mesma classe e grupo de gás. A proteção do acoplamento é o terceiro componente: substitui a proteção padrão em aço carbono por material anti-centelhante (bronze alumínio ou alumínio tratado), eliminando risco de centelha por atrito em caso de falha mecânica. Em aplicações de altíssima segurança (navios-tanque, terminais de GLP, refinarias com zoneamento ampliado), a opção preferida é acoplamento magnético — elimina totalmente a vedação dinâmica e torna impossível o vazamento de produto inflamável.

BPF e óleo combustível pesado com câmara de aquecimento

Óleo combustível BPF (usado em caldeiras industriais, usinas térmicas, navios bunker e fornos de cimento) tem viscosidade típica entre 3.500 e 15.000 cSt a 20 °C — inviável de bombear sem pré-aquecimento. A prática industrial correta é manter o BPF estocado a 40-50 °C (temperatura de manuseio) e aquecer a 70-90 °C na entrada da bomba para reduzir a viscosidade a 200-600 cSt, faixa compatível com FBE de 2" a 6". A variante CA (Com Câmara de Aquecimento) da linha FBE é específica para BPF. A carcaça é fundida com camisa integral por onde circula vapor saturado a 6-10 bar ou fluido térmico. A temperatura da camisa deve ser sempre superior à temperatura do produto em no mínimo 20 °C para compensar perdas térmicas por radiação. Em navios bunker, é comum usar traço elétrico adicional nas linhas de sucção e descarga para garantir continuidade térmica em bombas offshore. A partida a frio com BPF é o modo de falha mais comum. A temperatura mínima na carcaça antes de energizar o motor é 55 °C para BPF A1/A2 e 70 °C para BPF B1/B2 (tipo pesado). Abaixo disso, a viscosidade ultrapassa 2.000 cSt e o torque de partida rompe chavetas ou dispara o disjuntor. O procedimento correto inclui aquecimento prévio da camisa por 45-60 minutos, confirmação por termopar local (não apenas pelo manômetro de vapor) e operação em vazão reduzida nos primeiros 3 minutos.

Biodiesel B100 e HVO: especificação de materiais

Biodiesel B100 (metil ou etil-éster de óleos vegetais ou gordura animal, conforme ANP Resolução 45/2014 e ASTM D6751) e HVO (hydrotreated vegetable oil) têm viscosidade próxima à do diesel fóssil (4-6 cSt a 40 °C) mas diferem quimicamente: contêm ésteres metílicos ou etílicos e resíduos de glicerol. Esses compostos podem atacar componentes ferrosos em presença de umidade residual, formando sabões e produtos de corrosão que entopem filtros e danificam selos. A especificação correta para bomba de biodiesel inclui carcaça em aço inox AISI 316 (ASTM A743 CF8M) ou, em fábricas de grande porte com controle de umidade rigoroso, aço carbono temperado com pintura interna epóxi-fenólica. Vedação: selo mecânico tipo 21 com faces em cerâmica × grafite e elastômero viton ou PTFE (EPDM não é compatível com ésteres). Para biodiesel armazenado longo prazo (onde pode haver absorção de umidade), a preferência é acoplamento magnético. HVO, por ser um hidrocarboneto parafínico puro (sem ésteres), não apresenta os mesmos problemas de biodiesel convencional e pode ser bombeado em FBE padrão em aço carbono. A viscosidade do HVO é ligeiramente inferior à do diesel (3-4 cSt a 40 °C), e a especificação segue o padrão de diesel fóssil. Uso crescente em frotas cativas (ônibus, caminhões), usinas térmicas e aviação sustentável torna o HVO um mercado em expansão para bombas FBE.

FB Bombas na cadeia de combustíveis brasileira

A FB Bombas é cadastrada no CRCC Petrobras Família 6 (Equipamentos Rotativos) com homologação ativa para fornecimento direto às refinarias, terminais de granel líquido, bases de distribuição e usinas térmicas da cadeia Petrobras. A linha FBE atende a RNEST (Abreu e Lima-PE), REPLAN (Paulínia-SP), REDUC (Duque de Caxias-RJ), REVAP (São José dos Campos-SP) e outros ativos em projetos de transferência de diesel, BPF, querosene e biodiesel. Em distribuidoras e revendas de combustível (base de distribuição ANP), a FBE é aplicada em linhas de descarga de caminhão-tanque, recirculação interna, transferência entre tanques e carregamento de caminhão-tanque de saída. A configuração padrão é ferro fundido ou aço carbono para diesel, acoplamento magnético para gasolina e querosene em Zone 1, e camisa de aquecimento (CA) para BPF em usinas térmicas e frotas bunker. Para substituição de bombas importadas (Viking L, Viking K, Blackmer, Tuthill), a FB oferece análise dimensional do modelo atual, especificação FBE equivalente e drop-in replacement dimensional em 90% dos casos. Prazo de entrega típico 25-45 dias contra 4-8 meses das importações diretas — fator decisivo em manutenção não programada de terminal ou em expansão acelerada de frota cativa. Contato técnico: comercial@fbbombas.com.br ou +55 11 4898-9200.

Perguntas Frequentes

Qual bomba usar para descarga de caminhão-tanque de diesel B12?

FBE 2" ou 3" em ferro fundido ou aço carbono, com selo mecânico tipo 21 (cerâmica × grafite × viton) e motor elétrico padrão IP55 (não-ATEX para diesel, que tem ponto de fulgor acima de 60 °C e não exige área classificada em bases pequenas). Vazão típica 30-80 m³/h a pressão de até 5 bar. O tempo médio de descarga de um caminhão-tanque de 40.000 litros é de 35-55 minutos dependendo da bomba e do sistema de filtragem.

Preciso de certificação ATEX para bombear gasolina?

Sim, obrigatoriamente. Gasolina tem ponto de fulgor inferior a -40 °C, e a área de bomba em terminal ou base é classificada como Zone 1 ou Zone 2 conforme NBR IEC 60079-10. A especificação mínima é FBE ATEX com marcação II 2G Ex h IIA T3 Gb, acoplamento magnético ou selo duplo com purga de nitrogênio, proteção anti-centelhante e motor Ex-proof IIA T3. A certificação Inmetro por organismo acreditado é exigida para operação legal em território nacional.

BPF pode ser bombeado sem câmara de aquecimento?

Não em operação industrial confiável. O BPF a 20 °C tem viscosidade entre 3.500 e 15.000 cSt — faixa em que o torque de partida excede o torque nominal do motor em 3-5 vezes, resultando em falha mecânica na primeira tentativa. A especificação correta é FBE 2" a 6" na versão CA (Com Câmara de Aquecimento) com camisa de vapor ou óleo térmico mantendo o produto acima de 70 °C durante toda a operação. Apenas em aplicações auxiliares de muito baixa vazão (linhas de teste, amostragem) pode-se dispensar a camisa com aquecimento prévio por traço elétrico.

Biodiesel B100 exige mesmo inox, ou aço carbono é suficiente?

Depende do controle de umidade do produto armazenado. B100 puro, seco e fresco (<500 ppm de umidade) é compatível com aço carbono por períodos de uso contínuo. Em estoque prolongado, em ambientes úmidos ou em biodiesel com resíduos de glicerol não totalmente removidos, o inox 316 é tecnicamente preferido para evitar formação de sabões e corrosão localizada. A FB Bombas recomenda inox 316 como padrão para biodiesel em operação contínua e carbono com pintura epóxi-fenólica interna como alternativa econômica para B7-B20 misturas com diesel fóssil.

A FBE pode substituir uma Viking L/K em terminal de combustível?

Sim, em 90% dos casos com drop-in dimensional direto. A FBE 2" e 3" tem compatibilidade com a linha Viking L e K em base, acoplamento e tubulação. Envie a placa de identificação da bomba atual, as dimensões da base existente e os dados de processo (fluido, vazão, pressão, temperatura) para comercial@fbbombas.com.br — a engenharia de aplicação retorna em 48-72 horas úteis a especificação FBE equivalente e confirma se adequação mecânica da base é necessária.

Qual a rotação correta para FBE em diesel?

1.150 a 1.750 rpm com acoplamento direto. Diesel tem viscosidade ~40 SSU, faixa mais baixa da Tabela 2 do manual FBE (30-250 SSU) que permite rotação máxima. Para aplicações que exigem baixíssimo ruído acústico (distribuidoras em área urbana, bases próximas a hospitais ou escolas), a rotação pode ser reduzida para 850 rpm via redutor, com ganho proporcional de vazão nominal em bomba maior.

Fale com a engenharia da FB Bombas

Envie dados do fluido e condições de operação. Dimensionamento direto do fabricante, desde 1944.

Aplicações industriais

Onde esta linha é especificada

Setores e cenários cobertos com cluster pages técnicos da FB Bombas.