Carregando...
Carregando...


A linha FBE com Câmara de Aquecimento (CA) é o padrão da indústria brasileira de asfalto desde os anos 1950. Projetada para transferir CAP, betume, piche e asfalto modificado por polímeros a temperaturas entre 120 °C e 180 °C, com camisa de vapor saturado ou óleo térmico integrada à carcaça — conformidade API 676 3ª edição e CRCC Petrobras ativo.
A bomba padrão para asfalto, CAP, betume e emulsão asfáltica é a engrenagem externa com Câmara de Aquecimento (FBE CA). A camisa integrada com vapor saturado ou óleo térmico mantém o fluido entre 120°C e 180°C. A FB Bombas é o padrão das usinas de asfalto brasileiras desde os anos 1950 — conformidade API 676 3ª edição.
CAP, betume e asfalto modificado solidificam abaixo de 80°C, entupindo a bomba e a tubulação. A câmara de aquecimento (camisa de vapor ou óleo térmico) integrada à carcaça da FBE CA mantém o fluido fluido durante operação e em paradas curtas. Sem ela, é impossível operar com asfalto sem bloqueio térmico.
A FBE CA opera com asfalto e CAP até 350°C com selagem mecânica especial. Aplicações típicas: CAP 30/45 a 85/100 (155-175°C), betume soprado (180°C), asfalto modificado SBS/AMP (170-185°C) e emulsões asfálticas (60-80°C). Vazão até 390 m³/h. Cadastrada CRCC Petrobras.
Asfalto, betume e piche são frequentemente tratados como sinônimos, mas exigem configurações distintas de bomba. O CAP (Cimento Asfáltico de Petróleo) é classificado pela ANP em quatro penetrações padrão: 30/45, 50/70, 85/100 e 150/200 — produto refinado, limpo, comportamento newtoniano entre 150 °C e 180 °C, atendido por FBE padrão com camisa de vapor. O betume soprado (oxidado) passa por processo controlado de oxidação que aumenta a viscosidade três a cinco vezes em relação ao CAP original. Exige maior torque, folgas levemente alargadas e, acima de 1.500 cSt sustentado, a troca para FBEI de engrenagem interna é tecnicamente mais eficiente. Asfalto modificado por polímeros (AMP com SBS ou EVA) requer baixo cisalhamento para não degradar a cadeia polimérica — aplicação típica da FBEI. Piche de hulha é um produto distinto: resíduo da destilação do alcatrão, tixotrópico, abrasivo e com ponto de amolecimento entre 40 °C e 120 °C. Exige carcaça reforçada, folgas alargadas e procedimentos estritos de partida a frio. Já a emulsão asfáltica (CAE) tem pH ácido entre 2 e 4 e obriga carcaça em aço inox AISI 316 — única aplicação em asfalto onde o inox é tecnicamente necessário.
Uma bomba de asfalto sem aquecimento integrado falha cedo ou tarde. O calor do produto em trânsito pela carcaça não é suficiente para manter toda a massa metálica acima da temperatura crítica de bombeamento, especialmente nas zonas do selo mecânico, dos mancais e das tampas, que perdem calor para o ambiente mais rapidamente. A variante CA (Com Câmara de Aquecimento) da linha FBE resolve esse problema: a carcaça é fundida com uma camisa integral pela qual circula vapor saturado a 6-10 bar (150-180 °C) ou óleo térmico até 300 °C. A camisa de vapor é o padrão clássico de usinas de asfalto convencionais com geração de vapor própria. O aquecimento é uniforme, a resposta é rápida e não há zonas frias — a temperatura da carcaça segue a temperatura do vapor com defasagem inferior a 10 °C em regime. O óleo térmico substitui o vapor quando a planta já opera circuito de fluido térmico (típico em refinarias produtoras de CAP e fábricas de impermeabilizantes), trazendo temperatura mais estável e ausência de condensado. Traço elétrico é aceitável apenas para bombas pequenas (DN50 ou menores) ou linhas auxiliares. Na bomba de transferência principal, não entrega aquecimento uniforme na carcaça inferior e falha repetidamente em partidas a frio.
Cada partida a frio é um teste destrutivo em câmera lenta. A maioria das falhas em bombas de asfalto em usinas brasileiras não surge em regime contínuo, mas em tentativas de partida sem aquecimento suficiente. A temperatura mínima prática para dar partida em uma bomba FBE com CAP 50/70 é 130 °C medidos na carcaça da própria bomba — não no tanque, não na linha, não na saída da camisa. Abaixo disso, a viscosidade do CAP 50/70 ultrapassa 1.500 cSt e o torque de partida rompe chavetas, deforma dentes de engrenagem ou dispara o disjuntor do motor. Uma queda de 20 °C tipicamente dobra a viscosidade do CAP, dobrando o torque exigido no eixo. Um motor dimensionado para operar um CAP 50/70 a 165 °C (320 cSt) e que de fato opera a 145 °C (onde a viscosidade passa de 550 cSt) entra em sobrecarga mecânica e dispara o térmico — um dos modos de falha mais comuns em usinas mal instrumentadas. O procedimento maduro de partida segue quatro passos: aquecer a camisa por 45 a 60 minutos antes de energizar o motor, confirmando por termopar local na carcaça que atingiu o mínimo especificado; confirmar que a válvula de descarga está aberta (partir deslocamento positivo contra registro fechado é falha catastrófica garantida); energizar e operar em vazão mínima por 2 a 3 minutos antes de carregar o sistema; monitorar vibração e temperatura do mancal nos primeiros 5 minutos.
Uma usina de asfalto convencional tem entre seis e dez pontos distintos de bombeamento. A descarga de caminhão ao tanque de estoque opera a ~150 °C com viscosidade ~600 cSt, atendida por FBE 2" ou 3" com camisa. A transferência do tanque ao misturador (drum mix) é o ponto mais crítico em termos de continuidade e opera a ~165 °C com viscosidade ~320 cSt para CAP 50/70. A recirculação do tanque para homogeneização pode usar FBE padrão a 160 °C. A alimentação do queimador (quando a planta usa o próprio asfalto como combustível do aquecedor do tanque) opera tipicamente a 140 °C com viscosidade ~800 cSt — um ponto onde FBE pequena a 500 rpm é adequada. Mistura de CAP modificado com SBS a 175 °C (~1.200 cSt) e transferência de emulsão asfáltica a 60 °C (~200 cSt) são os dois pontos onde a FBEI em inox 316 passa a ser tecnicamente mandatória. O carregamento de caminhão na saída da usina usa bomba idêntica à da descarga — FBE 2" ou 3" com camisa. O retorno de loop de desbloqueio (linha usada para manter circulação mínima quando a produção pausa) opera em FBE padrão. Dimensionar corretamente cada ponto em função da temperatura real de processo é o diferencial entre uma usina que opera 7.000 horas/ano e uma que para para manutenção a cada 90 dias.
A FB Bombas fabrica bombas de engrenagem para transferência de asfalto desde os anos 1950, quando as primeiras usinas no interior de São Paulo e Paraná começaram a operar. Hoje a linha FBE é fornecida em doze diâmetros padronizados de 1/8" a 6", com opção de camisa para vapor ou fluido térmico, em ferro fundido, aço carbono ou inox 316 — especificação de fábrica, não adaptação de campo. Entre as usinas atendidas estão concessionárias de rodovias federais, empresas de pavimentação do Sistema CBIC e fabricantes de emulsão asfáltica em todo o território nacional. A FB é cadastrada no CRCC Petrobras Família 6 (Equipamentos Rotativos), o que habilita fornecimento direto para refinarias produtoras de CAP e terminais asfálticos Petrobras. Substituição de bombas importadas (Viking, Netzsch, Maag, Edral) é feita com compatibilidade dimensional direta e prazo típico de 20 a 35 dias corridos contra 4 a 8 meses das concorrentes estrangeiras. Peças de reposição — engrenagens, eixos, buchas, selos, tampas de camisa — são fabricadas em Cabreúva-SP com estoque padrão disponível. Para usinas em regime crítico de produção, a FB oferece assistência técnica com engenheiro de aplicação em campo via +55 11 4898-9200.
Não com segurança. A 140 °C o CAP 30/45 ultrapassa 1.300 cSt, exigindo torque excessivo do motor e acelerando o desgaste dos dentes. A temperatura mínima prática de operação é 155 °C, e o procedimento de partida recomenda 160 °C medidos na carcaça da bomba.
45 minutos para FBE 2", 60 minutos para modelos DN80 a DN100. Sempre medir a temperatura na carcaça da bomba com termopar local, não no manômetro de vapor — uma camisa com vapor a 180 °C pode ter carcaça a apenas 120 °C por perda térmica ao ambiente em dias frios ou com vento.
A causa mais comum é repetição de partidas a frio ou perda parcial da camisa de vapor (purgador entupido, válvula de condensado fechada ou vazamento na camisa). Em CAP convencional, o selo mecânico tipo 21 tem vida útil típica de 18-36 meses. Falhas precoces indicam operação fora do envelope técnico — verificar o sistema de vapor, o termopar local e o procedimento de partida da operação antes de trocar o selo.
Até aproximadamente 1.500 cSt sustentado, a FBE com camisa atende. Acima disso, a FBEI tem rendimento volumétrico superior e vida útil mais longa graças à geometria de engrenagem interna que reduz cisalhamento e pulsação. Para produção contínua de betume soprado de alta viscosidade, de CAP modificado com SBS ou de asfalto para impermeabilização, a escolha técnica correta é FBEI.
Não, na grande maioria dos casos. CAP quente (150-180 °C) é quimicamente inerte sobre ferro fundido e aço carbono — configuração padrão da FBE. O inox é tecnicamente necessário apenas em duas situações: emulsão asfáltica (CAE) com pH 2-4 que ataca componentes ferrosos, e CAP modificado com ácido polifosfórico (PPA), agressivo ao ferro a 180 °C. Para CAP puro, especificar inox é desperdício de capital — custo três a cinco vezes maior sem ganho técnico mensurável.
Gaxeta grafitada é adequada para transferência simples de CAP convencional — mais tolerante a partidas a frio, mais fácil de manter e com custo menor. Selo mecânico duplo refrigerado é mandatório em CAP modificado com polímero SBS, em piche e em emulsões asfálticas, onde o vazamento para o ambiente não é aceitável (exigência ambiental e de segurança operacional).
600 a 900 rpm para transferência de CAP convencional — reduz o desgaste dos dentes, minimiza a pulsação e prolonga a vida útil do selo. Rotações acima de 1.200 rpm aceleram a erosão dos dentes e devem ser evitadas em operação contínua. Para betume soprado e CAP modificado, a faixa ideal cai para 400-700 rpm via redutor ou polia.
Envie dados do fluido e condições de operação. Dimensionamento direto do fabricante, desde 1944.
Conteúdos Relacionados
Setores e cenários cobertos com cluster pages técnicos da FB Bombas.