Fachada da fábrica FB Bombas em Cabreúva-SP
Produto 100% Nacional - Fabricado no Brasil
Guia de Aplicação — FBE Inox para Alimentos

Bomba de Engrenagem para Alimentos

Fabricação de chocolate, mel, xaropes, óleos vegetais, manteiga de cacau e glicerina exige bombas em aço inox 316L com elastômeros food-grade, acabamento superficial liso e baixíssimo cisalhamento para preservar textura, cor e propriedades sensoriais. A FB Bombas atende a transferência industrial (bulk) desses fluidos com FBE e FBEI de DN 1/2" a 3", conforme API 676, fabricadas em Cabreúva-SP.

Inox 316L
Material de contato
400-800 rpm
Baixa rotação · baixo cisalhamento
Food-grade
Elastômeros contato alimentar
Até 80 °C
Chocolate / manteiga cacau

Em resumo

  • Bomba de engrenagem FBEI em aço inox para alimentos transfere chocolate, mel, melaço, cremes e sucos concentrados — por deslocamento positivo, com vazão constante e suave.

  • Construção para transferência alimentar a granel (bulk): aço inox AISI 304/316L com acabamento polido, compatível com limpeza CIP sem desmontagem da linha.

  • Vazão típica: 1 a 100 m³/h · pressão até 16 bar · temperatura -10°C a 120°C conforme aplicação, com camisa térmica opcional para produtos que cristalizam, como mel, melaço e coberturas de chocolate.

  • Operação de baixo cisalhamento (engrenagem interna) preserva formulações sensíveis sem agitação destrutiva — vazão proporcional à rotação permite dosagem fina de ingredientes viscosos.

  • Série FBEI da FB Bombas: ideal para fluidos viscosos sensíveis ao cisalhamento em indústria alimentar — autoescorvante, com elastômeros de contato selecionados conforme o produto e o regime de limpeza.

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Resposta rápida
  1. Que bomba usar para chocolate, mel e xaropes?

    Para transferência industrial (bulk) de chocolate, mel, xaropes, melaço e óleos vegetais, a bomba indicada é a engrenagem em aço inox 316L (ASTM A743 CF8M) operando em baixa rotação. A FB Bombas fornece FBE e FBEI com elastômeros food-grade e camisa de aquecimento quando o produto exige. Operação até 80 °C, autoescorvante. Para o segmento sanitário certificado (3-A, CIP/SIP), indicamos fabricantes especializados.

  2. A bomba é adequada para contato com alimentos?

    Para processamento industrial food-grade, sim: a FB Bombas fornece FBE e FBEI em inox 316L com elastômeros food-grade (PTFE, EPDM e Viton grau alimentício) e acabamento superficial liso nas zonas de contato, acompanhadas de certificado de matéria-prima 3.1 (EN 10204). Importante: não são bombas sanitárias certificadas 3-A — laticínios e bebidas com CIP/SIP automatizado são segmento de fabricantes especializados.

  3. Por que engrenagem em vez de centrífuga para alimentos viscosos?

    Chocolate, mel e xaropes têm viscosidade entre 50 e 5.000 cP — faixa em que centrífugas perdem eficiência drasticamente. Além disso, a centrífuga cisalha o produto pela alta velocidade nas pás, separando ingredientes (gordura do chocolate, água do mel) e gerando aeração. A bomba de engrenagem opera com baixa rotação e movimento laminar, preservando textura e qualidade.

Perfis de fluidos alimentícios viscosos

Fluidos alimentícios viscosos operam em faixas de viscosidade distintas e exigem configurações específicas de bomba. O chocolate líquido, no processo de conchagem e moldagem, opera entre 40 °C e 50 °C com viscosidade aparente de 2.000 a 20.000 cP — produto não-newtoniano tixotrópico, muito sensível a cisalhamento (que pode aquecer a massa acima da temperatura de fusão da gordura e alterar a textura final). A manteiga de cacau pura opera a 45-55 °C com 80-150 cP, faixa de fluido newtoniano simples. Mel e melado têm viscosidade entre 2.000 e 10.000 cP a 20 °C, caindo para 300-1.500 cP quando aquecidos a 40-50 °C para facilitar o envase. Contêm umidade acima de 17% e são altamente higroscópicos — qualquer componente ferroso contamina cor e sabor. Xaropes (glucose, sacarose invertida, alta frutose HFCS) operam entre 500 e 5.000 cP a 30-60 °C, também com sensibilidade a ferro e a contaminação microbiana. Óleos vegetais alimentícios (soja, palma, girassol, canola, oliva) ficam entre 50 e 350 SSU a 25 °C — viscosidade baixa mas com exigências rigorosas de higiene de processo. Glicerina (E422) varia de 950 cP puro a 200 cP em solução 70%, é higroscópica e requer superfícies lisas e material inerte. Em todos esses casos, a FBE em aço inox 316L com elastômeros food-grade e acabamento superficial liso é a tecnologia correta para a transferência industrial — combinando alta viscosidade com exigência food-grade.

  • Chocolate líquido (40-50 °C) — 2.000 a 20.000 cP, tixotrópico, FBE inox com camisa de aquecimento
  • Manteiga de cacau pura (45-55 °C) — 80-150 cP, newtoniano, FBE 1" a 2"
  • Mel / melado (40-50 °C aquecido) — 300-1.500 cP, FBE inox com selo mecânico food-grade
  • Xaropes HFCS, glucose, sacarose invertida — 500-5.000 cP, FBE inox
  • Óleos vegetais (soja, palma, oliva) — 50-350 SSU, FBE inox 316L food-grade
  • Glicerina E422 food-grade — 200-950 cP, FBE inox com acabamento interno liso

Aço inox 316L e a fronteira bulk × sanitário

A exigência de aço inox em bombas para alimentos é regulatória: a Anvisa (RDC 91/2016 e atos correlatos) estabelece que superfícies em contato direto com produto alimentício devem ser em material inerte, não-corrosivo e sem lixiviação de íons metálicos. O inox 316L (ASTM A743 CF8M) contém molibdênio que aumenta resistência a cloretos (presentes em muitos alimentos processados) em relação ao 304 — por isso é a especificação padrão da FB para contato com alimentos. Aqui vale uma distinção que poupa dinheiro e retrabalho do especificador: bomba industrial bulk não é bomba sanitária. A FB Bombas atende a transferência industrial — refino de óleos, massa de cacau, chocolate, xaropes, glicerina — com FBE e FBEI em inox 316L, acabamento superficial liso usinado nas zonas de contato, folgas adequadas ao fluido e ausência de cantos vivos onde o produto possa estagnar. O que a FB não fornece é o projeto sanitário certificado 3-A Sanitary Standards (dreno-livre, tolerância zero a pontos mortos, conexões higiênicas Tri-Clamp, integração CIP/SIP) exigido em laticínios e bebidas engarrafadas — esse segmento é de fabricantes especializados, com produtos e certificações distintos. Vedação é o ponto crítico do serviço alimentício bulk. O selo mecânico tipo 21 usa faces em carbeto de silício × cerâmica, mola em inox 316 e elastômeros food-grade (PTFE, EPDM ou Viton grau alimentício, conforme o produto). Para chocolate e manteiga de cacau, a vedação opera tipicamente a 45-55 °C; para mel e xaropes aquecidos, 50-70 °C; para óleos vegetais e glicerina, temperatura ambiente. Em todos os casos, o selo é substituível sem necessidade de abrir a carcaça, o que acelera a manutenção programada.

Caso específico: bomba de chocolate

O chocolate líquido é o fluido alimentício tecnicamente mais desafiador para bombeamento. É um sistema composto por cristais de açúcar sólido (30-50% em massa), partículas de cacau sólido (10-20%), leite em pó em chocolates ao leite (10-25%) e fase contínua de manteiga de cacau líquida. A viscosidade aparente a 45 °C varia de 3.000 cP (chocolate fluído para cobertura) a 20.000 cP (chocolate para moldagem complexa), comportamento tixotrópico (cai com cisalhamento) e yield stress de 50-250 Pa. Três erros comuns destroem bombas de chocolate em fábricas brasileiras. Primeiro, especificar bomba sem camisa de aquecimento: a temperatura da massa tem que permanecer acima de 40 °C (ponto de fusão da manteiga de cacau) durante toda a transferência; uma carcaça fria cristaliza o produto dentro da bomba e trava o rotor na próxima partida. Segundo, usar bomba centrífuga ou de pistão: centrífuga tem rendimento inaceitável acima de 3.000 cP, e pistão gera pulsação que danifica a cristalização fina durante o temperaggio. Terceiro, operar em rotação acima de 900 rpm: alto cisalhamento aquece a massa por dissipação viscosa e quebra a estrutura cristalina. A especificação correta é FBE 1" a 2" em aço inox 316L, com camisa de água quente (45-50 °C) ou óleo térmico a 55 °C, rotação entre 400 e 800 rpm via redutor, vedação por selo mecânico com elastômeros food-grade e motor entre 2 e 7,5 CV conforme vazão e pressão. Essa configuração é padrão em fábricas de chocolate fino, coberturas industriais, recheios e chocolate para confeitaria.

Limpeza, troca de produto e rastreabilidade

Fábricas de alimentos operam em regime de produção descontínua com trocas de produto (ex: chocolate amargo → chocolate ao leite → chocolate branco) que exigem limpeza rigorosa entre lotes. Na transferência bulk atendida pela FBE, a higienização é feita por flushing com o próprio fluido quente ou solução de limpeza, seguido de desmontagem programada quando o plano de higienização da planta exige inspeção — o design da FBE permite acesso às engrenagens sem remover a bomba da tubulação. O inox 316L resiste às soluções alcalinas (NaOH 1-2%) e ácidas (HNO₃ 0,5-1%, H₃PO₄) usadas nesses ciclos. Linhas que exigem CIP (Clean-in-Place) integrado sem desmontagem e SIP (esterilização a vapor a 121 °C) — alimento infantil, lácteos UHT, produtos assépticos — pedem bomba sanitária certificada 3-A com projeto dreno-livre, que é segmento de fabricantes especializados. Especificar uma bomba bulk nesse serviço é erro de projeto; especificar uma sanitária cara para transferir óleo vegetal bruto é desperdício. A fronteira correta economiza capex e auditoria. A rastreabilidade de material é exigência regulatória crescente. A FB Bombas fornece certificado de matéria-prima 3.1 (EN 10204) com análise química do lote de fundição em inox 316L, compondo o dossiê de conformidade que o cliente apresenta à Anvisa ou ao importador. A fábrica em Cabreúva-SP mantém rastreabilidade lote-a-lote no sistema de produção.

FB Bombas na indústria alimentícia brasileira

A FB Bombas fornece bombas de engrenagem em inox 316L para fabricantes brasileiras de chocolate, doces, confeitaria, cosméticos de base alimentícia (glicerina), xaropes industriais e óleos vegetais refinados — o segmento bulk industrial da cadeia de alimentos. Cada bomba é entregue com certificado de matéria-prima 3.1 (EN 10204) e, quando solicitado, testes hidrostáticos e de vazão atestados por engenheiro da FB. O principal diferencial competitivo contra importados (Viking, Maag food-grade, Waukesha Cherry-Burrell) é o prazo de entrega e o custo total. Uma FBE 1.1/2" em aço inox 316L com camisa de aquecimento, motor e conjunto completo sobre base é entregue em 35-50 dias contra 5-7 meses das alternativas importadas. Peças de reposição críticas (selo mecânico, engrenagens, eixos) ficam em estoque permanente em Cabreúva-SP com entrega em até 72 horas para emergências. A fábrica recebe auditorias de qualidade de clientes do setor alimentício e mantém rastreabilidade lote-a-lote dos materiais de contato. Para o segmento sanitário certificado (laticínios, bebidas engarrafadas, linhas assépticas), a recomendação honesta é um fabricante especializado em bombas 3-A — a FB é a opção correta quando o serviço é transferência industrial de fluido alimentício viscoso. Para consulta técnica direta: comercial@fbbombas.com.br ou +55 11 4898-9200.

Perguntas Frequentes

Qual bomba usar para transferir chocolate líquido na fábrica?

FBE 1" a 2" em aço inox 316L, com camisa de água quente a 45-50 °C ou óleo térmico a 55 °C, rotação entre 400 e 800 rpm via redutor, selo mecânico com elastômeros food-grade e motor 2-7,5 CV. Essa configuração cobre de chocolate fluído para cobertura (3.000 cP) até chocolate para moldagem complexa (20.000 cP). Operar acima de 900 rpm aquece a massa por cisalhamento e compromete a cristalização — respeitar a faixa de 400-800 rpm é regra.

FB Bombas fornece documentação para contato com alimentos nos seus produtos?

A FB fornece o certificado de matéria-prima 3.1 (EN 10204) do lote de fundição e a especificação completa dos materiais de contato (inox 316L conforme ASTM A743 CF8M, elastômeros food-grade) — documentação que compõe o dossiê de conformidade que o cliente apresenta à Anvisa, ao auditor ou ao importador. A FB não emite certificação sanitária (3-A) nem FDA — bombas FB atendem o serviço industrial bulk; a avaliação de conformidade regulatória do processo é do cliente, com base nos certificados de material fornecidos.

A FBE em inox suporta limpeza com soda cáustica (NaOH)?

O material, sim: o aço inox 316L resiste a NaOH 1-2% até 80 °C e a soluções ácidas (HNO₃ 0,5-1%, H₃PO₄) nas concentrações típicas de higienização industrial. Mas atenção ao projeto: a FBE não é bomba sanitária com CIP integrado (projeto dreno-livre 3-A) — a limpeza recomendada é flushing seguido de desmontagem programada conforme o plano de higienização da planta. Linhas com CIP/SIP automatizado diário exigem bomba sanitária certificada de fabricante especializado.

Posso bombear mel sem aquecer?

Teoricamente sim, porém a viscosidade do mel a 20 °C chega a 10.000 cP, exigindo rotação muito baixa (300-500 rpm) e motor superdimensionado — o que encarece o conjunto. A prática industrial é aquecer o mel a 40-50 °C antes do envase (viscosidade cai para 500-1.500 cP), o que permite usar FBE 1" a 2" com acoplamento direto e vazão comercial de 500-3.000 L/h. Atenção: não ultrapassar 60 °C no mel, caso contrário degrada enzimas e hidroximetilfurfural (HMF) sobe acima do limite regulamentar.

Existe diferença entre inox 304 e 316 em bomba para alimentos?

Sim, e relevante. O inox 316 contém 2-3% de molibdênio que aumenta a resistência a cloretos (presentes em sucos de fruta, picles, molho de soja, condimentos, alimentos marinhos e queijos). O 304 pode sofrer pitting (corrosão localizada) em contato prolongado com cloretos acima de 200 ppm, gerando contaminação do produto. Para a maioria das aplicações alimentícias industriais (chocolate, xaropes, óleos), o 316 é a especificação padrão da FB Bombas.

Quanto tempo dura o selo sanitário em operação contínua?

Para chocolate, xaropes e óleos vegetais em operação contínua, o selo mecânico com elastômeros food-grade tem vida útil típica de 12 a 24 meses. Em aplicações mais severas (mel aquecido, pastas concentradas, produtos com cloretos altos), a vida cai para 8-15 meses. A FB mantém estoque permanente de selos de reposição em Cabreúva-SP com entrega em até 72 horas para emergências — troca feita em 30-60 minutos sem necessidade de abrir a carcaça completa.

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