Fachada da fábrica FB Bombas em Cabreúva-SP
Produto 100% Nacional - Fabricado no Brasil
Guia de Aplicação — Série FBE Sanitária

Bomba de Engrenagem para Alimentos

Fabricação de chocolate, mel, xaropes, óleos vegetais, manteiga de cacau e glicerina exige bombas em aço inox AISI 316 com acabamento sanitário, selo mecânico FDA e baixíssimo cisalhamento para preservar textura, cor e propriedades sensoriais. A linha FBE sanitária da FB Bombas atende de DN 1/2" a 3" com conformidade API 676 e entrega padronizada em Cabreúva-SP.

AISI 316
Inox sanitário
Ra ≤ 0,8 µm
Acabamento interno
FDA
Elastômeros food-grade
Até 80 °C
Chocolate / manteiga cacau
Resposta rápida
  1. Que bomba usar para chocolate, mel e xaropes?

    Para transferência sanitária de chocolate, mel, xaropes, melaço e óleos vegetais, a bomba indicada é a engrenagem em aço inox AISI 316 (ASTM A743 CF8M) com acabamento sanitário Ra ≤ 0,8 µm. A FB Bombas fornece FBE e FBEI conforme normas FDA e ABNT NBR para indústria alimentícia. Operação até 80°C, autoescorvante.

  2. A bomba é certificada FDA para alimentos?

    Sim. Para indústria alimentícia, a FB Bombas fornece FBE e FBEI com materiais e elastômeros conforme FDA 21 CFR (PTFE, EPDM-FDA, Viton-FDA), acabamento sanitário Ra ≤ 0,8 µm na zona de contato com fluido, conexões DIN/SMS/Tri-Clamp e selagem mecânica higiênica. Atende ABNT NBR 16461 e diretivas EHEDG para limpeza CIP/SIP.

  3. Por que engrenagem em vez de centrífuga para alimentos viscosos?

    Chocolate, mel e xaropes têm viscosidade entre 50 e 5.000 cP — faixa em que centrífugas perdem eficiência drasticamente. Além disso, a centrífuga cisalha o produto pela alta velocidade nas pás, separando ingredientes (gordura do chocolate, água do mel) e gerando aeração. A bomba de engrenagem opera com baixa rotação e movimento laminar, preservando textura e qualidade.

Perfis de fluidos alimentícios viscosos

Fluidos alimentícios viscosos operam em faixas de viscosidade distintas e exigem configurações específicas de bomba. O chocolate líquido, no processo de conchagem e moldagem, opera entre 40 °C e 50 °C com viscosidade aparente de 2.000 a 20.000 cP — produto não-newtoniano tixotrópico, muito sensível a cisalhamento (que pode aquecer a massa acima da temperatura de fusão da gordura e alterar a textura final). A manteiga de cacau pura opera a 45-55 °C com 80-150 cP, faixa de fluido newtoniano simples. Mel e melado têm viscosidade entre 2.000 e 10.000 cP a 20 °C, caindo para 300-1.500 cP quando aquecidos a 40-50 °C para facilitar o envase. Contêm umidade acima de 17% e são altamente higroscópicos — qualquer componente ferroso contamina cor e sabor. Xaropes (glucose, sacarose invertida, alta frutose HFCS) operam entre 500 e 5.000 cP a 30-60 °C, também com sensibilidade a ferro e a contaminação microbiana. Óleos vegetais alimentícios (soja, palma, girassol, canola, oliva) ficam entre 50 e 350 SSU a 25 °C — viscosidade baixa mas com exigências sanitárias absolutas. Glicerina (E422) varia de 950 cP puro a 200 cP em solução 70%, é higroscópica e requer acabamento sanitário rigoroso. Em todos esses casos, a FBE em aço inox AISI 316 com acabamento Ra ≤ 0,8 µm e vedação sanitária é a tecnologia correta — única capaz de combinar alta viscosidade com exigência de food-grade.

  • Chocolate líquido (40-50 °C) — 2.000 a 20.000 cP, tixotrópico, FBE sanitária com camisa
  • Manteiga de cacau pura (45-55 °C) — 80-150 cP, newtoniano, FBE 1" a 2"
  • Mel / melado (40-50 °C aquecido) — 300-1.500 cP, FBE inox com selo sanitário
  • Xaropes HFCS, glucose, sacarose invertida — 500-5.000 cP, FBE inox
  • Óleos vegetais (soja, palma, oliva) — 50-350 SSU, FBE sanitária FDA
  • Glicerina E422 food-grade — 200-950 cP, FBE inox com acabamento Ra ≤ 0,8 µm

Aço inox 316 e acabamento sanitário

A exigência de aço inox AISI 316 (ASTM A743 CF8M) em bombas para alimentos é regulatória: a Anvisa (RDC 91/2016 e atos correlatos), a ABNT NBR 13177 e as normas internacionais 3-A Sanitary Standards e FDA 21 CFR 177 estabelecem que superfícies em contato direto com produto alimentício devem ser em material inerte, não-corrosivo, sem lixiviação de íons metálicos e com acabamento que não abrigue biofilme. O inox 316 contém molibdênio que aumenta resistência a cloretos (presentes em muitos alimentos processados) em relação ao 304. O acabamento sanitário é tão importante quanto o material. Superfícies com rugosidade Ra ≤ 0,8 µm (classificação industrial 3-A) impedem adesão bacteriana e permitem limpeza CIP eficaz. A FBE sanitária da FB Bombas é fornecida com carcaça e engrenagens em inox 316, acabamento eletropolido nas superfícies em contato com o produto (Ra ≤ 0,8 µm), conexões triclamp ou SMS conforme especificação e ausência de cantos vivos ou reentrâncias onde o produto possa estagnar. Vedação sanitária é o ponto crítico. O selo mecânico tipo 21 sanitário usa faces em carbeto de silício × cerâmica alimentícia, mola em inox 316 e elastômeros FDA (EPDM food-grade ou viton food-grade, conforme o produto). Para chocolate e manteiga de cacau, a vedação opera tipicamente a 45-55 °C; para mel e xaropes aquecidos, 50-70 °C; para óleos vegetais e glicerina, temperatura ambiente. Em todos os casos, o selo é substituível sem necessidade de abrir a carcaça, o que acelera limpeza programada.

Caso específico: bomba de chocolate

O chocolate líquido é o fluido alimentício tecnicamente mais desafiador para bombeamento. É um sistema composto por cristais de açúcar sólido (30-50% em massa), partículas de cacau sólido (10-20%), leite em pó em chocolates ao leite (10-25%) e fase contínua de manteiga de cacau líquida. A viscosidade aparente a 45 °C varia de 3.000 cP (chocolate fluído para cobertura) a 20.000 cP (chocolate para moldagem complexa), comportamento tixotrópico (cai com cisalhamento) e yield stress de 50-250 Pa. Três erros comuns destroem bombas de chocolate em fábricas brasileiras. Primeiro, especificar bomba sem camisa de aquecimento: a temperatura da massa tem que permanecer acima de 40 °C (ponto de fusão da manteiga de cacau) durante toda a transferência; uma carcaça fria cristaliza o produto dentro da bomba e trava o rotor na próxima partida. Segundo, usar bomba centrífuga ou de pistão: centrífuga tem rendimento inaceitável acima de 3.000 cP, e pistão gera pulsação que danifica a cristalização fina durante o temperaggio. Terceiro, operar em rotação acima de 900 rpm: alto cisalhamento aquece a massa por dissipação viscosa e quebra a estrutura cristalina. A especificação correta é FBE 1" a 2" em aço inox AISI 316, com camisa de água quente (45-50 °C) ou óleo térmico a 55 °C, rotação entre 400 e 800 rpm via redutor, vedação por selo mecânico sanitário FDA e motor entre 2 e 7,5 CV conforme vazão e pressão. Essa configuração é padrão em fábricas de chocolate fino, coberturas industriais, recheios e chocolate para confeitaria.

Limpeza CIP/SIP e rastreabilidade

Fábricas de alimentos operam em regime de produção descontínua com trocas de produto (ex: chocolate amargo → chocolate ao leite → chocolate branco) que exigem ciclos rigorosos de limpeza. O padrão industrial é CIP (Clean-in-Place) sem desmontagem: circulação sequencial de água morna, solução alcalina (NaOH 1-2%), enxágue, solução ácida (HNO₃ 0,5-1% ou H₃PO₄) e enxágue final. A FBE sanitária em inox 316 com acabamento eletropolido suporta esse ciclo sem degradação mensurável de superfície. Alguns processos exigem esterilização a vapor (SIP — Sterilize-in-Place) a 121 °C por 15-30 minutos, típico em linhas de alimento infantil, lácteos UHT e produtos assépticos. A FBE resiste a SIP quando especificada com elastômeros resistentes a temperatura (viton food-grade no selo) e mancais com folga suficiente para dilatação diferencial do inox. O manual FBE confirma temperatura operacional até 350 °C — margem abundante para SIP a 121 °C. A rastreabilidade de material é exigência regulatória crescente. A FB Bombas fornece certificado de matéria-prima 3.1 (EN 10204) para toda bomba sanitária, com análise química do lote de fundição em inox 316. Para exportações (Mercosul, EUA via FDA, UE via 2023/2006 regulamento), esse certificado é documento obrigatório junto à declaração de conformidade. A fábrica em Cabreúva-SP mantém rastreabilidade lote-a-lote no sistema de produção.

FB Bombas na indústria alimentícia brasileira

A FB Bombas fornece bombas sanitárias para fabricantes brasileiras de chocolate, doces, confeitaria, cosméticos alimentícios (base de glicerina), xaropes industriais e óleos vegetais refinados. A linha FBE sanitária é entregue com certificados de matéria-prima, declaração de conformidade para contato com alimentos e, quando solicitado, testes hidrostáticos e de vazão atestados por engenheiro da FB. O principal diferencial competitivo nesse segmento contra importados (Viking, Maag food-grade, Waukesha Cherry-Burrell) é o prazo de entrega e o custo total. Uma FBE sanitária 1.1/2" em aço inox 316 com camisa, motor SEW e conjunto completo sobre base é entregue em 35-50 dias contra 5-7 meses das alternativas importadas. Peças de reposição críticas (selo sanitário, engrenagens, eixos) ficam em estoque permanente em Cabreúva-SP com entrega em até 72 horas para emergências. A fábrica é auditada regularmente por clientes do setor alimentício (auditorias internas de qualidade documentadas, rastreabilidade FSSC 22000 quando requerido) e mantém separação rígida entre produção sanitária (inox, ambiente limpo) e produção industrial padrão. Para consulta técnica direta: comercial@fbbombas.com.br ou +55 11 4898-9200 — a engenharia de aplicação responde em até 24 horas úteis com especificação completa para cotação.

Perguntas Frequentes

Qual bomba usar para transferir chocolate líquido na fábrica?

FBE 1" a 2" em aço inox AISI 316, com camisa de água quente a 45-50 °C ou óleo térmico a 55 °C, rotação entre 400 e 800 rpm via redutor, selo mecânico sanitário FDA e motor 2-7,5 CV. Essa configuração cobre de chocolate fluído para cobertura (3.000 cP) até chocolate para moldagem complexa (20.000 cP). Operar acima de 900 rpm aquece a massa por cisalhamento e compromete a cristalização — respeitar a faixa de 400-800 rpm é regra.

FB Bombas fornece certificação FDA para produtos de contato com alimentos?

Sim. A FBE sanitária é fornecida com declaração de conformidade para contato com alimentos (elastômeros FDA 21 CFR 177, inox 316 conforme ASTM A743 CF8M) e certificado de matéria-prima 3.1 (EN 10204) do lote de fundição. Para exportação (Mercosul, EUA, UE), esses documentos são entregues no processo de embarque. A FB não emite diretamente certificação FDA (atribuição da agência americana), mas fornece todos os documentos técnicos que a rastreabilidade FDA exige.

A bomba FBE sanitária suporta limpeza CIP com soda cáustica?

Sim. O aço inox AISI 316 é resistente a NaOH 1-2% em temperaturas até 80 °C — concentração padrão do ciclo CIP industrial. A FBE sanitária suporta ciclos diários de CIP sem degradação mensurável de superfície por pelo menos 15 anos de operação. Para soluções ácidas (HNO₃ 0,5-1%, H₃PO₄), o inox 316 também é resistente na faixa de temperatura do CIP.

Posso bombear mel sem aquecer?

Teoricamente sim, porém a viscosidade do mel a 20 °C chega a 10.000 cP, exigindo rotação muito baixa (300-500 rpm) e motor superdimensionado — o que encarece o conjunto. A prática industrial é aquecer o mel a 40-50 °C antes do envase (viscosidade cai para 500-1.500 cP), o que permite usar FBE 1" a 2" com acoplamento direto e vazão comercial de 500-3.000 L/h. Atenção: não ultrapassar 60 °C no mel, caso contrário degrada enzimas e hidroximetilfurfural (HMF) sobe acima do limite regulamentar.

Existe diferença entre inox 304 e 316 em bomba para alimentos?

Sim, e relevante. O inox 316 contém 2-3% de molibdênio que aumenta a resistência a cloretos (presentes em sucos de fruta, picles, molho de soja, condimentos, alimentos marinhos e queijos). O 304 pode sofrer pitting (corrosão localizada) em contato prolongado com cloretos acima de 200 ppm, gerando contaminação do produto. Para a maioria das aplicações alimentícias industriais (chocolate, xaropes, óleos), o 316 é a especificação padrão da FB Bombas.

Quanto tempo dura o selo sanitário em operação contínua?

Para chocolate, xaropes e óleos vegetais em operação contínua com CIP diário, o selo sanitário FDA tem vida útil típica de 12 a 24 meses. Em aplicações mais severas (mel aquecido, pastas concentradas, produtos com cloretos altos), a vida cai para 8-15 meses. A FB mantém estoque permanente de selos de reposição em Cabreúva-SP com entrega em até 72 horas para emergências — troca feita em 30-60 minutos sem necessidade de abrir a carcaça completa.

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Aplicações industriais

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